Agora você confere as principais notícias de 22/12/2017, sexta-feira.

Temer teria dito que Embraer é ‘inegociável’

Apesar de a Embraer já ter confirmado que está em tratativas com a Boeing em relação a uma potencial combinação de seus negócios, o presidente Michel Temer disse que a Embraer é “inegociável”, segundo relatou um ministro.

A hipótese de venda da empresa para a Boeing não deverá ser analisada pelo atual governo, segundo informou essa fonte. A preferência é pela negociação de acordos de parceria entre as duas empresas.

Em fato relevante enviado à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) nesta quinta-feira (21), a Embraer afirmou que não há garantia de que qualquer transação resultará dessas discussões e lembrou que qualquer transação estará sujeita à aprovação do governo brasileiro e dos órgãos reguladores, dos conselhos de administração das duas companhias e dos acionistas da Embraer.

Mais cedo, uma fonte da área econômica avaliou que a operação é um negócio complicado, porque a companhia tem muita participação no Brasil em desenvolvimento de tecnologia e na produção de equipamentos militares. A mesma fonte, no entanto, disse que perder o controle nacional da Embraer não seria um problema para o governo brasileiro.

. As ações da Embraer chegaram a disparar 22,50% nesta quinta-feira na B3. Na máxima, os papéis chegaram a valer R$ 20,20. Com base em dados preliminares, o Ibovespa subiu 2,21%, a 74.985 pontos. O giro financeiro somava R$ 8,9 bilhões. A B3, que havia suspendido os negócios com os papéis à espera de comentários da Embraer sobre a notícia, informou que a fabricante de aviões não respondeu os questionamentos da bolsa.

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Fazenda avalia aumento de impostos para reverter frustração de receita

O ministro da Fazenda, Henrique Meirelles, afirmou que avalia a possibilidade de aumentar impostos para reverter a frustração de receita provocada pela não aprovação da tributação de fundos exclusivos no Congresso neste ano.

“Frisei para as agências [de avaliação de risco] que, na área de arrecadação, existem mais alternativas. Esta é uma questão que será enfrentada de outra maneira. Sempre se pode aumentar impostos de outra área, outra forma, e que não estejam sujeitas à anualidade”, afirmou o ministro nesta quinta-feira (21).

A medida provisória que trata dos fundos exclusivos –e que não foi aprovada pelo Congresso– estabelecia que, em vez de cobrar o Imposto de Renda no saque, a cobrança seria feita ano a ano pela variação do valor das cotas. O impacto previsto era de R$ 6 bilhões.

Meirelles disse ainda que não há decisão sobre que tributo seria aumentado.

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Conselho Monetário aprova teto de R$ 1 milhão para garantia do FGC a investidores

O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou nesta quinta-feira, em reunião ordinária, a Resolução nº 4.620, que contém alterações no estatuto e no regulamento do Fundo Garantidor de Crédito (FGC). Pela decisão, o fundo manteve o limite de garantia ordinária de R$ 250 mil por instituição, mas estabeleceu que as coberturas para cada credor ficam limitadas a R$ 1 milhão a cada período de quatro anos, no conjunto de instituições associadas.

Este teto de R$ 1 milhão já havia sido aprovado pelo próprio FGC na última segunda-feira (18), mas ainda precisava do aval do CMN.

Com a nova regra, se um investidor receber R$ 250 mil por conta da quebra de um banco, ele terá seu limite diminuído para R$ 750 mil durante os quatro anos seguintes. A resolução desta quinta-feira, 21, também estende a garantia ordinária a credores não residentes no País e introduz outras alterações no estatuto e no regulamento do FGC, destinadas a aprimorar a sua governança.

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Temer sanciona lei que libera R$ 1,9 bilhão para Estados e municípios

O presidente Michel Temer sancionou, nesta quinta-feira (21), o projeto de lei que libera o repasse de R$ 1,9 bilhão da União para Estados e municípios como compensação pelas perdas da Lei Kandir, que desonerou tributos estaduais sobre exportação.

O evento foi fechado e, segundo o Palácio do Planalto, teve participação do ministro Eliseu Padilha (Casa Civil) e dos governadores Marconi Perillo (GO) e Pedro Taques (MT).

A liberação dos recursos, que deve começar já neste mês, é uma forma de o governo pressionar prefeitos e governadores a convencerem deputados a votar a favor da reforma da Previdência.

O Planalto ainda está longe dos 308 votos necessários para aprovar as mudanças nas regras de aposentadoria e a votação na Câmara está marcada para 19 de fevereiro.

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Redação Dinheirama
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