Agora você confere as principais notícias de 13/08/2018, segunda-feira.

Ana Amélia elogiou Dilma, apoiou Manuela e admira Brizola

Antes de se tornar uma alternativa para deter o avanço do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) no Sul do país, a senadora gaúcha Ana Amélia Lemos (PP) teve em sua curta trajetória política momentos de aproximação com a esquerda, como uma aliança com Manuela D’Ávila (PC do B), provável vice na chapa petista à Presidência.

Uma derrota eleitoral para o PT, em 2014, na qual foi alvejada por uma acusação de ter emprego público enquanto trabalhou como jornalista na iniciativa privada, marcou o acirramento do discurso da senadora, hoje escolhida vice do presidenciável tucano Geraldo Alckmin.

Apresentadora e colunista de veículos do grupo RBS (afiliada da Globo) até 2010, Ana Amélia, 73, estreou na política vencendo naquele ano sua primeira eleição, para o Senado, em uma coligação liderada pelo PSDB, da então governadora Yeda Crusius.

Em seus primeiros tempos de mandato, pregava moderação, estilo parecido com o qual se tornou conhecida como comentarista. Na época em que a presidente Dilma Rousseff ostentava elevada popularidade, Ana Amélia chegou a elogiar a petista, sua antiga fonte como jornalista. “Dilma fará a República das mulheres e vai apostar na intuição feminina”, disse, em 2011, ao falar de nomeações.

Em uma rede social, confidenciou que havia enviado flores à petista pela sanção de um projeto seu.

Em 2012, Ana Amélia articulou o apoio de seu partido à candidatura de Manuela D’Ávila a prefeita de Porto Alegre.

Inusitada, a aliança buscava ganhos mútuos. Manuela, à época com 30 anos, tentava mostrar que tinha maturidade para administrar a cidade. Ana Amélia pretendia firmar pontes com outros grupos políticos e ganhar visibilidade, já tendo em vista as eleições seguintes.

Os principais candidatos na cidade eram aliados de Dilma. Dentro de seu partido, o apoio ao PC do B foi rejeitado, e Ana Amélia ficou impedida de pedir votos para Manuela no programa eleitoral na TV. A senadora, porém, insistiu no apoio, subiu em palanques e gravou depoimentos. “Sonho não tem idade”, disse ela, na campanha.

Após um bom início nas pesquisas, a candidatura de Manuela definhou e foi derrotada pelo então prefeito José Fortunati, do PDT, acabando em um distante segundo lugar, com 18% dos votos.

Candidatos vão à Justiça para retirar conteúdo online

Em ano eleitoral marcado pela polarização nas redes sociais, candidatos recorrem à Justiça para tentar remover conteúdos da internet que consideram falsos ou enganosos. Tramitam, atualmente, ao menos 56 processos que pedem a retirada de conteúdos envolvendo políticos no País. Os alvos são páginas anônimas de Facebook, youtubers e imprensa.

O maior número de pedidos foi apresentado pelo ex-prefeito e candidato ao governo de São Paulo, João Doria (PSDB), e pela ex-governadora do Maranhão Roseana Sarney (MDB), que vai tentar a reeleição, com oito ações cada. Entre os presidenciáveis, Ciro Gomes (PDT), por meio de seu partido, foi o que mais usou deste recurso. Ele é parte em seis ações que pediram remoção de vídeos e links – todas indeferidas até agora.

Ao todo, há ao menos dez ações ligadas aos presidenciáveis neste ano. Além de Ciro, outros três presidenciáveis recorreram à Justiça: Marina Silva, com dois pedidos – um deles indeferido; Geraldo Alckmin (PSDB), com uma ação indeferida; e Jair Bolsonaro (PSL), com duas ações, uma delas deferida. Procurados, os candidatos à Presidência não se manifestaram sobre as ações, assim como João Doria. Em nota, a defesa de Roseana disse que as representações miram “exclusivamente” páginas anônimas. “Não há que se falar em ataque à liberdade de manifestação, expressão ou imprensa.”

Os dados foram compilados pelo jornal O Estado de São Paulo no site do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) e pela plataforma Ctrl-X, criada pela Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji), que reúne dados sobre políticos que acionam a Justiça para combater informações falsas. A plataforma também inclui informações de tribunais nos Estados. Foram considerados somente casos de 2018 que não têm sigilo.

O Ctrl-X foi criado para medir um problema que a entidade já identifica há mais tempo: as ações judiciais contra jornalistas feitas por políticos. O criador da ferramenta, Tiago Mali, aponta que a plataforma ajuda a mapear quais políticos e partidos tentam adotar esse tipo de ação.

Colômbia anuncia que deixa Unasul poucos dias após posse de novo presidente

O recém-empossado governo colombiano anunciou que está se retirando da Unasul, a União das Nações Sul-Americanas, porque a instituição seria “cúmplice da ditadura venezuelana” e disse que países como Chile, Argentina e Peru poderão fazer o mesmo

A saída da Colômbia, que havia sido uma promessa de campanha do presidente Iván Duque, que tomou posse na terça (7), é mais um golpe duro contra a organização, que está paralisada, sem recursos e sem secretário geral há 20 meses meses.

O chanceler colombiano, Carlos Holmes Trujillo, afirmou que o governo “tomou a decisão política” de se retirar da Unasul e que está conversando com outros países. “Estamos em consultas com outros países que, aparentemente, querem seguir o mesmo caminho; se chegarmos a um consenso nessas consultas, faremos isso em conjunto.

Se não, nós vamos nos retirar de qualquer jeito”, disse, em entrevista coletiva em Bogotá. Holmes afirmou que o governo colombiano está conversando com a Argentina, Chile e Peru.

A posição do Brasil é a de que a instituição criada em 2008 é necessária para a integração da América do Sul e deve ser reformada, e que a decisão da Colômbia atropela esse processo de reforma.

Redação Dinheirama
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