Agora você confere as principais notícias de 14/12/2018, sexta-feira.

Mourão diz que caso Coaf causa ‘incômodo’, mas que confia em Bolsonaro e filho

O vice-presidente eleito, general Hamilton Mourão, reconheceu que “causa incômodo” a demora de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), a dar explicação sobre a sua movimentação bancária. “Óbvio que toda vez que você tem de dar explicação, isso incomoda, é desagradável. Mas volto a dizer. Tenho plena confiança no presidente e no Flávio. “Confio nos dois”, afirmou.

Na quarta-feira, o presidente eleito afirmou pelas redes sociais que, se tiver “algo errado” no caso que envolve movimentações financeiras “atípicas” de ex-assessor de seu filho, “que paguemos a conta”. Bolsonaro, no entanto, disse que nem ele nem Flávio são investigados no caso. A declaração foi feita em transmissão nas redes sociais.

Mourão disse ao jornal O Estado de São Paulo que Bolsonaro “foi claro” ao dizer que “se investigue e apure”. “Então, para mim, morreu o assunto”, declarou ele, acrescentando que não acredita que essa questão respingue no governo. “Agora é esse Queiroz. A coisa toda está centrada nele”, observou.

Polícia intercepta plano para matar deputado Marcelo Freixo no Rio

A polícia interceptou na quarta (12) um plano de milicianos que pretendiam matar o deputado estadual Marcelo Freixo (PSOL), eleito deputado federal pelo Rio de Janeiro neste ano, durante um evento em Campo Grande, bairro da zona oeste do Rio.

O atentado ocorreria na manhã deste sábado (15), quando o parlamentar se reuniria com militantes do PSOL no sindicato de professores da rede particular da cidade (Sinpro) para debater sobre a conjuntura política do país e do estado, atividade que foi divulgada em suas redes sociais.

O evento foi cancelado após a equipe de Freixo receber, na tarde desta quarta, um comunicado do setor de inteligência da Secretaria de Segurança Pública informando que três milicianos, entre eles um policial militar, pretendiam assassiná-lo naquele bairro. Também receberam o alerta policiais civis, militares e o Ministério Público estadual.

As informações vieram por meio do Disque Denúncia, serviço de denúncias anônimas do estado. O caso foi revelado pelo jornal O Globo, segundo o qual os suspeitos estariam ligados também ao controle de operações ilegais da máfia de caça-níqueis e do jogo do bicho.

De acordo com a equipe do político, por enquanto não há qualquer indício de relação do episódio com os assassinatos de Marielle Franco, que já foi assessora e era amiga de Freixo, e seu motorista Anderson Gomes. A região das ameaças, porém, é reduto de milícias, que segundo o secretário de Segurança do Rio, general Richard Nunes, “com toda certeza” estão envolvidas na morte da vereadora.

Dólar volta a subir com exterior e fecha a R$ 3,88

Após dois dias de queda, o dólar voltou a subir e terminou a quinta-feira (13), em R$ 3,8840, com alta de 0,67%. Em dia de menor volume de negócios aqui, o câmbio foi influenciado pelos movimentos no mercado externo, com o dólar ganhando força entre moedas de emergentes, como o peso mexicano, argentino e o rand da África do Sul e moedas de países desenvolvidos, sobretudo o euro, após o Banco Central Europeu (BCE) reduzir previsões de crescimento para a zona do euro.

Também contribuiu para a valorização da moeda americana a tendência de redução do diferencial de juros entre o Brasil e os Estados Unidos, após o Comitê de Política Monetária (Copom) sinalizar ba quarta-feira que não planeja subir a Selic tão cedo.

Já o Índice Bovespa teve nesta quinta-feira sua terceira alta consecutiva, mas sem grandes entusiasmos. Após um pregão de liquidez reduzida e noticiário escasso, o índice brasileiro fechou aos 87.837,59 pontos, praticamente na máxima do dia, em alta de 0,99%. Os negócios somaram R$ 10,7 bilhões. Mesmo com a terceira alta, o índice ainda contabiliza perda de 0,31% no acumulado da semana e de 1,86% em dezembro.

Com os juros dos Estados Unidos subindo este mês e seguindo em alta ao longo de 2019, o diferencial com o Brasil se estreita, o que tira a atratividade do país para o investidor internacional.

Além da redução do diferencial de juros, também pesou hoje no câmbio a continuidade de remessas de recursos para o exterior. Dados do Banco Central mostram que somente até o dia 7, houve saída de US$ 2 bilhões pelo canal financeiro.

Os estrangeiros reduziram a posição comprada em dólar no mercado futuro em cerca de US$ 800 milhões na quarta-feira, dia em que o dólar caiu 1,42%, segundo dados da B3. Mas na quinta-feira, operadores ressaltam que estas posições voltaram a subir. O estoque atual em posições compradas está em US$ 40 bilhões, nível semelhante ao de momentos de maior cautela antes das eleições.

Procuradores investigam gastos de comitê de posse de Trump

Procuradores federais em Manhattan investigam se o comitê responsável pelos eventos da posse do presidente Donald Trump em 2017 gastou indevidamente parte dos US$ 107 milhões que arrecadou em doações, de acordo com fontes ouvidas pelo Wall Street Journal.

A investigação criminal, a cargo da Procuradoria dos EUA em Manhattan, está em fase inicial. O objetivo é apurar ainda se alguns dos maiores doadores do comitê deram dinheiro em troca de acesso ao futuro governo, a concessões políticas ou para influenciar indicações a posições oficiais.

Dar dinheiro em troca de favores políticos é prática que pode infringir leis de corrupção federais. Além disso, lembra o jornal, desviar recursos do comitê, registrado como organização não lucrativa, também violaria regras federais.

O caso se baseia, em parte, em documentos obtidos durante a investigação federal que tem como alvo os negócios de Michael Cohen, o ex-advogado do republicano, de acordo com fontes familiarizadas com o caso.

Em abril, durante uma busca na casa, no escritório e no quarto de hotel de Cohen, agentes do FBI (polícia federal americana) obtiveram a gravação de uma conversa entre ele e Stephanie Winston Wolkoff, ex-assessora da primeira-dama Melania Trump.

Wolkoff trabalhou em uma empresa que organizou a posse. Na conversa, ela manifesta preocupação sobre como o comitê estava gastando o dinheiro.

A gravação está nas mãos dos procuradores federais. O Wall Street Journal diz que não conseguiu determinar quando a conversa teria ocorrido ou por que foi gravada.

O comitê de posse discriminou US$ 61 milhões pagos a fornecedores, dos US$ 103 milhões gastos, e não forneceu detalhes dessas despesas, de acordo com formulários de impostos. Como organização não lucrativa, o fundo só precisa divulgar seus cinco maiores fornecedores.

Redação Dinheirama
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