Agora você confere as principais notícias de 22/01/2019, terça-feira.

Mourão defende 35 anos de contribuição para previdência de militares

O presidente em exercício Hamilton Mourão defendeu na segunda-feira (21) duas mudanças que têm sido discutidas pela equipe econômica nas regras de aposentadoria de militares.

Ele avaliou como benéfico o aumento do tempo de permanência no serviço ativo, ampliando-o de 30 para 35 anos, e o recolhimento da contribuição de 11% sobre a pensão recebida por viúvas de militares.

“São mudanças que seriam positivas para o país”, disse Mourão, ao ser questionado pela imprensa.

As propostas enfrentam resistência junto às Forças Armadas. Ao tomar posse, o novo comandante do Exército, Edson Pujol, defendeu que o atual sistema dos militares seja mantido.

Apesar das declarações públicas de comandantes das Forças Armadas contrárias à inclusão de militares na reforma da Previdência, Mourão negou que haja resistência no grupo.

“Não, militar não resiste, são os mais fáceis”, afirmou.

Questionado sobre se o aumento do tempo de trabalho e a tributação de pensões de viúvas era um tema pacificado entre os militares, o vice-presidente respondeu apenas que esses assuntos ‘estão sendo discutidos’.

O presidente em exercício repetiu que a proposta de reforma da Previdência só deve ser apresentada após a eleição dos presidentes da Câmara e do Senado, marcada para 1o de fevereiro.

Ele ainda negou que as investigações sobre movimentações atípicas, que envolvem um dos filhos do presidente, o senador Flavio Bolsonaro (PSL), possam atrapalhar as negociações do Executivo com o Legislativo para aprovação da reforma da Previdência.

Mourão ressaltou, contudo, que as alterações têm sido discutidas pelas Forças Armadas e defendeu uma regra de transição, para quem já está no serviço militar, para o aumento do tempo de serviço.

“Em tese, é um aumento, com uma tabela para quem já está no serviço, um tempo de transição”, afirmou.

Em Davos, Europa quer saber se Brasil ainda quer acordo com bloco

O governo brasileiro vai retomar o diálogo comercial com a Europa. Nesta semana, em Davos, o chanceler Ernesto Araújo vai aproveitar a presença da Comissária de Comércio da UE, Cecilia Malstrom, para debater a agenda bilateral. Na pauta, porém, não estará apenas a ideia de expandir o comércio, mas também o potencial de crise aberto diante da decisão de Bruxelas de impor sobretaxas ao aço brasileiro.

O encontro vai ser realizado à pedido dos europeus, que querem conhecer o novo interlocutor brasileiro e, acima de tudo, saber se ainda existe interesse em um acordo entre Mercosul e UE.

Bruxelas não disfarçou a preocupação com a vitória de Jair Bolsonaro nas eleições brasileiras e tentou acelerar a conclusão de um acordo entre Mercosul e UE antes do final do governo de Michel Temer. Mas o projeto fracassou, inclusive diante da resistência da França.

Diplomatas europeus não esconderam que estão “curiosos” para tentar entender qual será o posicionamento do Brasil nas negociações, principalmente diante dos sinais de flexibilização do Mercosul.

Já no início de 2019, Bruxelas ainda decidiu ampliar as barreiras aos produtos siderúrgicos de todo o mundo, em medidas que acabaram atingindo o Brasil. O governo, agora, quer negociar para tentar retirar pelo menos parte das medidas que afetam suas exportações.

Além da UE, a agenda brasileira em Davos prevê encontros entre o presidente Jair Bolsonaro e parceiros comerciais. Pela primeira vez desde a prisão Cesare Battisti na Bolívia, Bolsonaro e o governo da Itália vão se reunir. O encontro vai ocorrer na quarta-feira (23), às margens do Fórum.

Fontes em Roma confirmaram ao Estado que os italianos querem abrir um “novo capítulo” na relação bilateral. Bolsonaro estará com o primeiro-ministro, Giuseppe Conte que, no dia da prisão de Battisti, telefonou para negociar com o brasileiro uma deportação direta do condenado, sem passar pelo Brasil. A imprensa italiana chegou a tratar a presença de Bolsonaro em Davos como de um “superstar”.

Bolsa e dólar fecham estáveis em dia sem negócios nos Estados Unidos

Sem referência dos mercados americanos, fechados por causa do feriado de Martin Luther King, a Bolsa brasileira e o dólar encerraram o dia praticamente estáveis.

O Ibovespa, índice que reúne as ações mais negociadas, caiu 0,09% e encerrou a 96.009 pontos. Durante o pregão, a Bolsa chegou a cair com mais força, abaixo dos 95 mil pontos, mas não recuperou parte das perdas ao final da sessão.

A queda desacelerou quando as ações da Petrobras inverteram o sinal e passaram a subir.

O dólar subiu 0,07%, a R$ 3,7610.

O noticiário local também foi esvaziado com a ida do presidente, Jair Bolsonaro (PSL), ao Fórum Econômico Mundial, em Davos. Não circularam pelo mercado notícias sobre a reforma da Previdência, sobre a qual Bolsonaro se debruça durante a viagem.

No exterior, as Bolsas europeias recuaram, enquanto as asiáticas tiveram um dia positivo.

O PIB (Produto Interno Bruto) da China desacelerou a 6,4%, dentro do esperado pelo mercado. Além disso, dados econômicos do país mais positivos que o esperado ajudaram a sustentar o mercado financeiro.

Premiê britânica tenta romper impasse do Brexit com promessas de novas concessões da UE

A primeira-ministra britânica, Theresa May, tentará nesta segunda-feira, 21, romper o impasse sobre o Brexit apresentando propostas no Parlamento que devem focar em conquistar novas concessões da União Europeia.

A pouco mais de dois meses para o Reino Unido deixar a União Europeia no dia 29 de março, não há nenhum consenso em Londres sobre como, ou até se, o país sairá do maior bloco comercial do mundo. Depois que o acordo de retirada foi rejeitado por 402 parlamentares na Câmara de 650 assentos na semana passada, a premiê tem buscado uma maneira de aprovar um novo acordo no Parlamento.

Fracassaram as tentativas de chegar a um consenso com o Partido Trabalhista, de oposição, então May deve focar em conquistar os 118 rebeldes de seu próprio partido e o pequeno Partido Unionista Democrático da Irlanda do Norte, que apoia seu governo, com concessões da UE.

Em um sinal do quão grave se tornou a crise política em Londres, o Daily Telegraph reportou que May está até considerando alterar o Acordo da Sexta-Feira Santa de 1998 que pôs fim a 30 anos de violência na Irlanda do Norte. Segundo a publicação, fontes da União Europeia consideram o plano de May inviável, uma vez que a renegociação de um tratado internacional tão importante demandaria o consentimento de todas as partes envolvidas na Irlanda do Norte.

Redação Dinheirama
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários