A grande maioria dos livros que li sobre dinheiro quase sempre vai na mesma direção. Como gastar menos, como poupar, como ficar rico, como investir… Raramente vemos um autor falando da importância de usar o dinheiro para aproveitar a vida.

Um dia um amigo me indicou um livro e, sem muita pretensão, resolvi lê-lo. O nome era interessante: “Happy Money: The Science of Happier Spending” (em tradução livre: Dinheiro Feliz: a ciência de um gasto mais feliz).

Dica de Livro - Happy Money

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Nada no livro é muito usual. Escrito por uma professora canadense de Psicologia e um professor de Marketing, o resultado é muito fora do comum. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o subtítulo: “ciência do gasto mais feliz”. Então quer dizer que, desta vez, não vão me falar sobre a infelicidade de gastar, mas sim o contrário?

Gastando feliz!

É amigo, muitas vezes precisamos de um sopro de novidade em nossos conceitos. E, pelo fato de deixarmos as perguntas básicas de lado, perdemos de vista o que importa. Afinal, para quê serve o dinheiro? Pergunta básica, não é mesmo? Bom, ele serve para ser gasto! Você pode racionalizar à vontade, romantizar, explicar, mas, no fim, essa é a função do bendito.

Então, se é para isso que ele serve, por que esse ato traz tantos sentimentos ruins? Bem, isso remonta ao passado de cada um, à sociedade em que estamos inseridos e, é claro, à educação.

Não é como você imagina

Mas não se empolgue muito, o livro não vai sugerir que você saia gastando tudo e mais um pouco. Na realidade, o tema central é como gastamos nosso dinheiro – segundo os autores, nós gastamos muito mal, sob a ótima da satisfação pessoal.

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Nós nos preocupamos mais com o ato de consumir, do que de viver experiências gratificantes. E isso, gera tanta frustração e insatisfação, que leva as pessoas a quererem consumir sempre mais.

Segundo as pesquisas apontadas no livro “Happy Money: The Science of Happier Spending”, pessoas que direcionam seus gastos para vivências e não para adquirir algo (como uma roupa ou carro) são mais felizes. Isso quer dizer que gente que prefere uma viagem ao carro do ano tem níveis menores de estresse e sente-se mais realizada.

E não é apenas viajar: é viver a plenitude de seus dias. Passar mais tempo com a família, amigos ou mesmo sozinho, contemplando este mundo maravilhoso. Segundo o livro, a sensação de prazer de uma vivência dura muito mais do que a do consumo.

Conclusão

Sim, mais um texto em que você me vê falando de equilíbrio. No fim, é isso mesmo. No livro, fica claro que pessoas que buscam uma vida mais simples, mas com mais experiências, tendem a não se endividar, poupam mais e vivem melhor. E quem busca o consumo para se satisfazer, via de regra tem problemas financeiros.

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Dá para ser melhor que isso? Ser feliz, viajar e ainda não se endividar? É a simplicidade a favor do bem viver. Pode comprar carro? Pode! A ideia não é radicalizar, apenas entender que ser feliz pode ser muito mais fácil do que você imagina. Bora ser feliz? Um abraço e até nosso próximo encontro!

Renato De Vuono
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