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Dinheiro ou felicidade? Os dois!

por Conrado Navarro
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Olha o gerente ai!Alguns leitores andam sentindo falta da matemática e do “será que devo” de alguns artigos anteriores. Ouso defender-me: educação financeira é muito mais que saber fazer contas. O mais e menos se ensina em qualquer lugar (inclusive aqui). A calculadora faz sozinha a grande maioria das complexas contas de juros compostos. Para sua decepção, as maiores razões para a falta de dinheiro não estão na matemática. Ah você já sabia disso? Por que continua relutando em aceitar, publicamente, este fato?

Imagine assumir para todos que você ainda não sabe o que realmente gostaria de saber sobre inteligência financeira e investimentos? Sobre seu próprio dinheiro. É mais fácil idolatrar a idéia de que para ser feliz não é necessário ter dinheiro ou saber fazê-lo se multiplicar. Mas que ideal é esse que se mistura com o visível desespero quando o dinheiro é escasso ou curto demais para honrar seus compromissos? Ora, dinheiro não traz felicidade, mas a falta de dinheiro pode trazer infelicidade? Então a felicidade é o que você quiser. Logo, fica fácil justificar. Felicidade não dá margem para discussão, é unânime, é tudo!

Ah dona Felicidade. Quem sou eu para desafiá-la ou compará-la ao dinheiro? Ninguém, concordo. Mesmo assim, dê-me uma chance. Nenhuma decisão pode ser tomada pensando só em dinheiro. Está ai o erro e a confusão das pessoas quando a felicidade através do dinheiro é colocada na parede. Mas nenhuma decisão pode ser tomada sem levar em consideração as implicações financeiras de suas consequências. Opa, outro erro comum encontrado no cotidiano. Será que é tão difícil assumir que precisamos de dinheiro?

Não sabendo exatamente o que pode acontecer com seu bolso, você prefere abster-se dessa preocupação e faz sua escolha, seja ela qual for. Se ela der certo, a felicidade não terá nada a ver com dinheiro. Se ela der errado, uma das desculpas poderá ser a falta de dinheiro ou o dinheiro que você deveria ter antes de decidir agir. Isso acontece porque você ainda não tem um objetivo financeiro claro ou um propósito real para realmente preocupar-se com suas finanças. É hora de repensar seu amanhã.

Interessante como a maioria das pessoas costuma tratar dinheiro e felicidade como “8 ou 80”. É um ou o outro, é bom ou ruim, é demais ou de menos. Muitos me consideram materialista e moralista demais. Prego a necessidade do bom relacionamento com o dinheiro como prego o carinho entre duas pessoas que se amam. Declaro aqui meu amor ao dinheiro. Destes que me contestam, nenhum teve coragem de enfrentar este argumento. No fundo eles sabem que, como o amor, o dinheiro também é fruto de seu próprio esforço.

Então eu lhe pergunto: será que relacionar-se com o seu dinheiro não é muito mais fácil que relacionar-se com uma pessoa ou consigo mesmo? Sim? Então por que você não se mexe? Não? Então que tal aceitar o desafio e sair da sua zona de conforto?

É certo que o dinheiro nunca me trouxe felicidade. Não o fez porque não é este seu papel em minha vida. Minha felicidade é algo muito maior que meu saldo bancário. Ambos alimentam meus sonhos, cada um de sua forma e dentro de suas limitações. Dinheiro demais não resolve. Alegria demais também não. Só o equilíbrio foi capaz de desenhar meu verdadeiro caráter e meus valores. Entre felicidade e dinheiro, fico com os dois. Sempre.

Este artigo não vai terminar com o usual último parágrafo. Uma discussão como essa não pode se resumir a um emaranhado de palavras e opiniões, ainda mais em um espaço egoísta onde só eu escrevo. Não tenho formação, autoridade ou competência para investigar a psicologia que envolve seus sentimentos e seu dinheiro. Felizmente, você acredita naquilo que quiser.

A esta altura você já percebeu que sou meio atrevido. As vezes vou longe demais, quebro a cara. Faço dos meus sentimentos minha voz. Sou assim. Sou autêntico e gosto de dinheiro tanto quanto gosto de mim. Se permitir, levo essa mensagem até seu coração com um objetivo simples: acredite que o dinheiro pode colaborar com seus sonhos e passe a respeitá-lo com a mesma intensidade com que respeita a felicidade. Dinheiro é bom e todo mundo gosta. Ponto.

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