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Dólar à vista fecha em alta de 0,07%, a R$ 5,17 na venda

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,1719 reais na venda, em leve alta de 0,07%. Em maio, a divisa acumula baixa de 0,40%

por Reuters
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Numa sessão de liquidez reduzida no Brasil e no exterior em função do feriado nos Estados Unidos, o dólar (USDBRL) à vista fechou a segunda-feira perto da estabilidade ante o real, após oscilar em margens bastante estreitas na ausência de notícias de impacto para conduzir os preços.

O dólar à vista encerrou o dia cotado a 5,1719 reais na venda, em leve alta de 0,07%. Em maio, a divisa acumula baixa de 0,40%.

Às 17h10, na B3 o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,04%, a 5,172 reais na venda.

O feriado do Memorial Day manteve o mercado norte-americano fechado, o que reduziu a liquidez nos mercados globais de moedas, incluindo o brasileiro.

No início do dia a divisa dos EUA oscilou no território negativo ante o real, sem que profissionais do mercado apontassem motivos específicos para o movimento.

A cautela antes da fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, programada para o início da tarde, motivou certa procura por proteção no dólar, conforme um profissional ouvido pela Reuters. Ainda assim, o movimento foi contido, em um ambiente de baixa liquidez.

Após marcar a cotação mínima de 5,1594 reais (-0,17%) às 10h, o dólar à vista atingiu a máxima de 5,1859 reais (+0,34%) às 11h35.

A fala de Campos Neto, iniciada perto das 13h30, reforçou o viés de baixa das taxas dos DIs (Depósitos Interfinanceiros), mas foi incapaz de provocar movimentos mais amplos do dólar.

Campos Neto reconheceu que as expectativas de inflação subiram em função de ruídos recentes, relacionados às contas públicas, à credibilidade do BC e a seu compromisso com a meta de inflação.

Além disso, citou as preocupações com os impactos econômicos da tragédia no Rio Grande do Sul, o cenário externo desfavorável e a divisão de votos na última decisão do Comitê de Política Monetária (Copom) do BC sobre a taxa básica Selic.

Ao mesmo tempo, afirmou que as expectativas de inflação devem melhorar no longo prazo.

“(A expectativa de inflação) voltou a subir… A gente entende que no longo prazo isso deve se estabilizar e voltar a melhorar”, disse Campos Neto em evento promovido pelo grupo Lide, em São Paulo.

No exterior, em dia de liquidez também reduzida, o dólar cedia no fim da tarde ante as divisas fortes e também caía ante a maior parte das demais moedas.

Às 17h24, o índice do dólar que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas caía 0,15%, a 104,580.

Pela manhã o Banco Central vendeu todos os 12.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados para rolagem dos vencimentos de agosto.

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