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Dólar cai ante real sob influência de dados dos EUA e Campos Neto no Senado

Na B3, às 17:08 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,37%, a 4,9030 reais

por Reuters
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O dólar (USDBLR) à vista variou em baixa firme ante o real durante todo o dia nesta quinta-feira, impactado principalmente por dois eventos: a divulgação de dados de inflação nos Estados Unidos, que reforçaram as apostas de que o Federal Reserve não subirá os juros em setembro, e a fala do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, ao Senado.

O dólar à vista fechou o dia cotado a 4,8842 reais na venda, com baixa de 0,45%.

Na B3, às 17:18 (de Brasília), o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento caía 0,39%, a 4,9020 reais.

A moeda norte-americana à vista operou em baixa durante todo o dia. Na abertura dos negócios, as cotações no Brasil acompanhavam a queda do dólar ante outras divisas no exterior, com investidores à espera dos dados de inflação nos EUA. Às 9h04, o dólar à vista marcou a máxima de 4,8950 reais (-0,23%).

Às 9h30, o Departamento do Trabalho informou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) nos EUA subiu 0,2% em julho, repetindo a taxa de junho e em linha com a projeção dos economistas ouvidos pela Reuters.

Nos 12 meses até julho, a alta foi de 3,2%, ante 3,3% previstos. O núcleo de inflação, que exclui categorias voláteis, subiu 0,2% em julho, mesmo percentual de junho.

Os números do CPI foram vistos como uma indicação de que o Federal Reserve pode não elevar os juros em setembro, mantendo-os na faixa de 5,25% a 5,50% ao ano. Juros em níveis mais baixos, em tese, são desfavoráveis ao dólar. Isso fez a moeda norte-americana perder ainda mais força no exterior e também no Brasil, ante o real. Na esteira da divulgação dos dados, o dólar chegou a cair mais de 1%.

Perto das 10h40, um segundo evento passou a atuar no mercado de câmbio: a participação de Campos Neto em sessão do Senado. Nela, o presidente do BC fez uma defesa da atuação da autarquia no combate à inflação e disse que a instituição está conseguindo um “pouso suave” contra a alta de preços. Ao mesmo tempo, pontuou que a inflação de serviços no Brasil “preocupa um pouco mais”, citando que o núcleo ainda está alto.

“O Brasil foi capaz de combater a inflação com aumento de juros menor que a média dos países”, disse.

Na semana passada, o BC cortou a taxa básica Selic em 0,50 ponto percentual, para 13,25% ao ano, sinalizando novas reduções de meio ponto nos próximos encontros.

Profissionais ouvidos pela Reuters pontuaram que o discurso de Campos Neto esteve em linha com o que vem sendo comunicado pelo BC nas últimas semanas. Ainda assim, o dólar acelerou as perdas ante o real durante a sessão no Senado. Às 12h10, a moeda à vista atingiu a mínima de 4,8404 reais (-1,35%).

Durante a tarde, o dólar retomou um pouco de força no exterior, passando a oscilar em alta ante uma cesta de moedas fortes. O movimento também segurou a queda da moeda norte-americana no Brasil, reduzindo as perdas para menos de 1%.

Apesar do recuo desta quinta-feira, a moeda à vista acumula alta de 3,28% ante o real em agosto, em parte pela visão de que, com o BC reduzindo a taxa básica Selic e o Fed praticando juros em níveis ainda elevados, operações de carry trade no Brasil tendem a se tornar menos atrativas.

No fim da tarde, o dólar registrava leves ganhos no exterior ante divisas fortes, mas se mantinha em queda ante boa parte das moedas de emergentes ou exportadores de commodities.

Às 17:18 (de Brasília), o índice do dólar –que mede o desempenho da moeda norte-americana frente a uma cesta de seis divisas– subia 0,15%, a 102,630.

Pela manhã, o BC vendeu todos os 16.000 contratos de swap cambial tradicional ofertados na rolagem dos vencimentos de outubro.

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