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Dólar devolve ganhos ante o real após rondar R$ 5,30 na véspera

Na sessão de quarta-feira, a divisa norte-americana encerrou o dia cotada a 5,2970 reais na venda, em alta de 0,22%

por Reuters
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O dólar (USDBRL) devolvia parte de ganhos recentes ante o real nas negociações desta quinta-feira, com uma desaceleração dos avanços da moeda norte-americana em mercados emergentes, enquanto os investidores analisavam a decisão de política monetária do Banco Central Europeu, que cortou sua taxa de juros pela primeira vez desde 2019.

Às 9h57, o dólar à vista caía 0,18%, a 5,2872 reais na venda. Na B3, o contrato de dólar futuro de primeiro vencimento subia 0,01%, a 5,312 reais na venda.

“Acho que tivemos hoje uma ‘pausa’ nessa sequência de altas, com o dólar perdendo fôlego um pouco”, disse Fernando Bergallo, diretor de operações da FB Capital.

“O dólar hoje está mais fraco, alinhado com outros emergentes”, acrescentou.

Na sessão de quarta-feira, a divisa norte-americana encerrou o dia cotada a 5,2970 reais na venda, em alta de 0,22%, atingindo seu maior valor de fechamento desde 5 de janeiro de 2023.

Os ganhos do dólar ao longo da semana também foram vistos em outros mercados emergentes, fomentados por resultados eleitorais em México e África do Sul que têm deixado investidores incertos sobre o futuro das economias desses países.

Nesta manhã, o foco dos mercados globais estava voltado ao anúncio da decisão de política monetária do BCE, que reduziu os custos dos empréstimos, até então em níveis recordes.

A instituição cortou sua taxa de depósito em 25 pontos-base, para 3,75%, reconhecendo o avanço em sua batalha contra a inflação nos 20 países da zona do euro. A alta dos preços estava em 10% no final de 2022 e tem desacelarado para pouco acima de sua meta de 2% nos últimos meses.

Mas esse progresso estagnou recentemente e o que parecia ser o início de um grande ciclo de afrouxamento pelo BCE há apenas algumas semanas parece agora mais incerto devido a sinais de que a trajetória da inflação da zona do euro pode se mostrar instável, como tem sido o caso nos Estados Unidos.

“BCE deixou claro que não vão se comprometer com uma trajetória específica de cortes, tudo vai depender do acompanhamento dos dados de economia e inflação”, afirmou Felipe Izac, sócio da Nexgen Capital.

No cenário doméstico, os investidores também digeriam comentários do presidente do Banco Central, Roberto Campos Neto, que discursava em evento da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), em São Paulo.

O chefe da autarquia reconheceu como um fator de preocupação para o BC a piora consistente das expectativas do mercado. Os economistas têm elevado suas projeções de inflação no Brasil para o fim deste ano e os dois próximos, como ficou evidente na mais recente pesquisa Focus.

Mais tarde, o mercado acompanhará palestra do diretor de política monetária do BC, Gabriel Galípolo, em abertura da etapa final da Olimpíada Brasileira de Economia.

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