Home Finanças Pessoais Para dominar seu bolso é preciso primeiro dominar sua mente

Para dominar seu bolso é preciso primeiro dominar sua mente

por Renato De Vuono
3 min leitura

√Č interessante como treinamos nossas mentes ao longo da vida para aceitar certas coisas que, se us√°ssemos l√≥gica simples, jamais aprovar√≠amos. E quando o assunto √© dinheiro, esse terreno fica ainda mais nebuloso.

Escolhas contraditórias baseadas em valor

Julgar e ser julgado é algo comum no cotidiano de todo mundo. Não é muito saudável, sobretudo para quem julga, mas é da natureza humana dentro do contexto social em que vivemos.

Seria bom julgar menos? Seria. Mas, a realidade est√° muito longe disso.

Sempre me deparo com esse tipo de escolha estranha das pessoas com quem convivo e elas também devem pensar isso de mim. Coisas como, comprar um relógio de R$ 7 mil, mas reclamar que não tem dinheiro para fazer os armários da cozinha.

Falar que acha muito caro o ingresso dos musicais em Nova Iorque, mas se hospeda em um hotel de USD 800 por noite. Os exemplos s√£o m√ļltiplos e variados e sempre ca√≠mos no mesmo fato: valor.

Há certas coisas que tem valor para uma pessoa, mas não tem valor para a outra, e isso nada tem a ver com o preço. E aqui a lógica não entra e raramente vai entrar: estamos falando, basicamente, de gosto (aquele que não se discute, se lamenta).

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Escolha ilógicas

Entretanto, existem escolhas que nada tem a ver com gosto ou valor, e sim com lógica. E quando se trata de dinheiro e investimentos, as coisas mais bizarras acontecem.

Por exemplo, ter um educador financeiro na família, curtir, compartilhar e comentar seus textos, mas continuar com muito dinheiro na poupança…

Os exemplos s√£o muitos. Pessoas que me falam que n√£o podem imaginar perder R$ 20 mil na bolsa, por mais que eu explique que s√≥ perde se os ativos daquela boa empresa forem vendidos. Do contr√°rio as a√ß√Ķes tendem a se valorizar novamente, al√©m de pagarem dividendos.

Porém, essas mesmas pessoas não tem problema nenhum em jogar essa mesma quantidade de dinheiro, literalmente no lixo, na compra de um carro.

Por mais que se fale: “segure, n√£o venda as a√ß√Ķes ou saia desse investimento agora, voc√™ vai se arrepender e perder dinheiro“, n√£o tem jeito. Fulano vai l√°, realiza o preju√≠zo e depois diz que “bolsa √© cassino, coisa do capiroto, e ele nunca mais vai ser enganado“. A culpa √© da bolsa?

Do outro lado, o mesmo fulano não se importa em segurar um imóvel 10 anos, para esperar se valorizar, pagando IPTU, condomínio e outras despesas, sem jamais fazer as contas e concluir que não ganhou quase nada (ou até perdeu).

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Conclus√£o

Quando o assunto √© dinheiro, a raz√£o tem um papel fundamental. Por mais que todos sejamos suscet√≠veis √†s nossas emo√ß√Ķes, √© bom treinarmos a raz√£o para dominar a fera.

Grandes investidores e os bilion√°rios sabem disso como ningu√©m. S√£o emocionais, n√£o tenha d√ļvida, mas sabem o custo disso.

Quanto mais simples e l√≥gico for seu racioc√≠nio financeiro, maior seu resultado no final das contas. Pare e pense: ser√° que suas emo√ß√Ķes o est√£o afastando da sonhada “independ√™ncia financeira”?

Lógica e razão, use-as sem moderação. Vida plena e próspera, caro leitor. Aproveite o fim de semana. Um abraço!

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