EBX se desfaz e império de Eike tem futuro incertoEike Batista é um dos empresários mais conhecidos no Brasil. Seus negócios, investimentos e fortuna bilionária acumulada ao longo dos anos são fontes de muito papo, não só por profissionais da área como também dos brasileiros em geral.

Talvez pelo seu jeito peculiar de levantar grandes investimentos, talvez pelo seu carisma, o fato é que Eike sempre esteve em evidência na mídia. Porém, desde o início do ano, ver o nome de Eike nas manchetes tem significado más notícias para a holding EBX.

A reestruturação da dívida da EBX, uma das últimas notícias sobre a situação do grupo, pode fazer com que não exista mais um grupo que reúna todas as empresas de Eike Batista.

Informações do Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, apontam que a EBX irá se transformar em uma gestora de ativos que permanecerem com o empresário depois do processo de venda parcial ou integral que irá envolver todas as vertentes do grupo.

Redesenhar o grupo, reavaliar projetos e analisar o quadro de funcionários ainda fazem parte da estratégia de reestruturação da dívida da holding. No início de junho, 50 funcionários da diretoria de sustentabilidade foram demitidos. Áreas de tesouraria, jurídico e suprimentos também sofreram cortes de pessoal.

Na quinta-feira da semana passada (20), Eike declarou que a reestruturação da dívida do grupo havia sido concluída. “Existem tão somente dívidas com vencimento de longo prazo, em clara evidência ao elevado comprometimento do Grupo EBX para com as obrigações perante os seus stakeholders”, informava o comunicado.

Como consequência dessas medidas, as companhias listadas na bolsa de valores e que hoje fazem parte do grupo EBX deixarão de ser interligadas. As empresas de capital aberto de Eike são: OGX Petróleo (OGXP3), LLX Logística (LLXL3), MMX Mineração (MMXM3), CCX Carvão (CCXC3), OSX Brasil (OSXB3) e MPX Energia (MPXE3).

A Agência Estado ainda informa que este processo era pra ser realizado mesmo sem a crise, mas com um prazo maior. A fase operacional plena das empresas fazia parte da previsão, que esperava alcançar tal nível apenas em 2016.

Neste ano, a EBX viraria um vínculo para administrar os ativos de Eike e deixasse de ser uma holding.

Futuro incerto

O influente jornal americano The New York Times questionou o futuro das empresas de Eike na última segunda-feira (24). A reportagem não só destaca a implosão da fortuna do bilionário no último ano, como também aponta a preocupação dos problemas de caixa, demanda e gestão das empresas resultarem em perda do controle do grupo.

“Se a holding do Sr. Batista continuar a encolher em valor, os analistas dizem que seus credores, que incluem alguns dos maiores bancos brasileiros, poderiam levá-lo a uma reestruturação que poderia lhe custar o controle das companhias”, afirma trecho final da reportagem publicada no NYT.

O Dinheirama acompanhou alguns dos fatos mais marcantes que aconteceram com o empresário em 2013. Você pode ler nos artigos a seguir:

Fontes: EXAME | InfoMoney. Foto: divulgação.

Willian Binder
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