Não, não vamos falar do brilhante filme de Glauber Rocha de 1964, do tempo negro que começava no Brasil. Vamos falar sim dos problemas brasileiros mais recentes que nos levam a clamar aos céus por mudanças na política econômica e monetária. Poderíamos invocar Zeus do antigo Olimpo – Deus da Chuva – já que andamos precisando muito disso.

Os problemas das distribuidoras de energia, por exemplo, só fazem se avolumar e isso está armando uma autêntica bomba relógio para o futuro, e, é claro, com os consumidores tendo que pagar a conta.

O compromisso financeiro do governo com as distribuidoras de energia cresce a cada dia e os recursos e margem de manobra só fazem estreitar. Para maquiar as contas públicas, o governo fez a CCEE (Câmara de Comercialização de Energia Elétrica) tomar empréstimos de um pool de bancos de mais de R$ 11 bilhões faz pouco tempo e agora andam cobrando novos aportes.

Ocorre que os bancos privados já perceberam o erro e ficaram de fora de prover novos empréstimos. O governo, por sua vez, postergou repasse de R$ 3,4 bilhões para não piorar ainda mais as contas públicas.

Além disso, indicou que os parceiros de sempre (entendam: Banco do Brasil, Caixa Econômica e BNDES) teriam que comparecer nesse esforço conjunto e não mais privado. Pois bem, isso ocorre no exato momento em que a Aneel está autorizando aumentos de tarifas de dois dígitos para o setor.

Para o consumidor e para o bem das próximas eleições, essa transferência só ocorrerá em 2015. Isso virá junto com a vigência das bandeiras de consumo (verde, amarela e vermelha) que instituirão tarifas diferenciadas pelo consumo (quanto maior, mais cara a tarifa).

Como se isso não bastasse, os tais consumidores também apropriarão os custos desses tais empréstimos, o que indica que os brasileiros que consomem energia pagarão a conta integralmente.

Ainda com relação ao setor destruído, lembramos que no passado esse era um segmento organizado e as ações em bolsa eram consideradas “ações de viúvas”, pois não tinham quase risco e pagavam bons ou razoáveis dividendos. Ledo engano!

Hoje o segmento nitidamente está comprometido e ainda corremos o risco de haver racionamento de água e energia no futuro. Até aqui nada foi feito para minorar esse problema e o governo segue clamando aos deuses para que chova bastante nos reservatórios, exatamente na época de índices pluviométricos baixos.

Esquece o governo que Zeus e os outros deuses da antiga Grécia também faziam seus “malfeitos” e maldades. Vamos ter que seguir apostando no designo divino para que o país saia dessa enrascada em que nos meteram.

O pior é que tudo isso pode estar encontrando seu ápice na reta final das próximas eleições e, consequentemente, embaralhando a disputa. A economia brasileira sofre e carece de mudanças. Vejamos o que vai acontecer.

É exatamente por razões dessa ordem que sugerimos aos investidores buscarem assessoria para seus investimentos, confiando boa parcela de seus recursos aos cuidados de gestores, pois o trabalho desses profissionais é justamente analisar o mercado e buscar as melhores oportunidades do momento, sempre pensando nos ganhos de longo prazo e preservação de capital.

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Nota: Esta coluna é mantida pela Órama, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto “Brazilian”, Shutterstock.

Alvaro Bandeira
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