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Economia e Mercados: Cenário Internacional Volta a Piorar

por Alvaro Bandeira
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Economia e Mercados: Cenário Internacional Volta a PiorarNos últimos dias o quadro geral da economia global voltou a piorar, exceção para os indicadores de curto prazo da economia americana e chinesa. Porém, até por lá existem fortes dúvidas se considerarmos a possibilidade de abismo fiscal e elevação do teto da dívida americana, e ainda a transição de comando na China. Mesmo considerando a fraca possibilidade de abismo fiscal americano, a expectativa de crescimento em 2013 pode mudar radicalmente.

De outra feita, olhando para a Europa e mais especificamente para a zona do euro, a situação segue ruim. A Grécia anda à mingua de recursos, não tendo mesmo como pagar os próximos vencimentos de dívida em 16/11. Ocorre que a reunião extraordinária de ministros das finanças da região só está marcada para 20/11.

Seguindo na linha, Portugal, que vem cumprindo ao pé da letra os ajustes do programa de austeridade, acaba de anunciar que o PIB (Produto Interno Bruto) deve encolher 3,0% em 2012 e espera novo encolhimento de 1,6% em 2013. Como se não bastasse, a inação parece atingir também Espanha e Itália. Só para esclarecer, o pico de vencimentos desses países ocorre em 2013, a Espanha com nível razoável de endividamento em relação ao PIB (algo como 70%) e Itália com 120% de divida em relação ao PIB. A situação parece “suis generis”. O BCE se diz pronto para ajudar com a “loja” aberta, mas os potenciais fregueses de primeira hora não querem passar nem mesmo pela calçada em frente.

Ocorre que os últimos dados de conjuntura da Alemanha, que até então era o oásis da região, começam a piorar sensivelmente. O desemprego cresce lentamente, a inflação se mantém no patamar de 2,0% ao ano, as exportações estão caindo mais rapidamente que as importações e encomendas à indústria encolhendo 3,3% em setembro. Outros indicadores como vendas no varejo mostram ainda crescimento.

Porém, a Alemanha segue sendo a voz mais discordante (existem outras) do grupo, contrária à centralização da política econômica na União Europeia, colocando barreiras para maior flexibilização monetária e repetindo que austeridade é a única saída para o crescimento sustentável da região.

No que tange ao Brasil, em que pese declarações do ministro Mantega de que as desonerações atingirão R$ 45 bilhões em 2012, os números do crescimento patinam. As vendas no varejo do mês de setembro no conceito ampliado retroagiram 9,2%, muito influenciada pela retração do segmento automotivo de 22,6%.

A inflação reluta em não ceder do entorno de 5,40% para 2012 e 2013 e a produção industrial encolheu 1,0% em setembro, com ênfase para a produção de bens de capital que em 12 meses contraiu 9,6%. Importante destacar que bens de capital preparam o crescimento futuro.

Pior ainda se considerarmos que no mês de outubro o fluxo cambial foi negativo em US$ 3,8 bilhões, contrário ao que previa a presidente Dilma e o ministro Mantega, estimando “tsunami monetário” depois da flexibilização adotada pelo FED e BCE (BC europeu). Pior também por existirem concorrentes diretos do Brasil, como México, Indonésia, Coréia e Turquia (MIST) que podem atrair investimentos diretos, tirando um pouco o Brasil do radar dos investidores. Lembro que não podemos prescindir desses recursos para o país crescer.

Enfim, queremos dizer que é preciso buscar soluções mais duradouras e menos paliativas para a Europa, e o Brasil precisa mudar seu modelo atual, aproveitando o que o capital internacional tem de bom para investimentos em infraestrutura e estimular a produtividade e competitividade de nossas empresas em plano geral e não específico, como tem sido feito.

Em um cenário com tantas incertezas, vale a pena deixar seus investimentos nas mãos de profissionais através de Fundos de Investimentos. Conheça a Órama e leia minhas análises diárias sobre o mercado no Órama Blog. Até a próxima.

Foto de sxc.hu.

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