Por Gustavo Chierighini (@GustavoChierigh), fundador da Plataforma Brasil Editorial.

Caro leitor, não é preciso ser especialista em microeconomia para saber que não há economia sólida e sustentável sem um robusto e crescente universo de pequenas e médias empresas. Negócios estes que, a partir de modelos eficientes de gestão, possam enfrentar as arenas da competitividade, pavimentando com isso a rota da sua perpetuidade.

Da mesma forma, sabe-se que este patamar não se atinge apenas com a saudável luta darwiniana do mercado e sólidas práticas de gestão, mas também pelo tratamento de alguns elementos complicadores (que sem a devida calibragem, podem atuar desastrosamente para a expectativa de vida de uma iniciativa empresarial).

Neste contexto, vale especial destaque para alguns velhos conhecidos:

  • Escopo tributário complexo e pesado;
  • Inflexibilidade nas relações de trabalho;
  • Insegurança jurídica provocada pelo emaranhado legal/processual, resultando em um sistema com baixíssima resolutividade e elevada, persistente e tenaz burocracia oficial.

Não é fácil a vida do empresário gladiador, responsável por aproximadamente 10% do PIB e por empregar mais de 50% da mão de obra formal, enfrentando leões, tigres e pesados elefantes no dia-a-dia.

Estes empresários ainda precisam lidar com não reconhecimento e incompreensão, além de uma constante pressão social para assumir cada vez mais responsabilidades sociais. Em troca, mais pressão, normas e riscos.

Trata-se, portanto, de uma importante fração da economia que necessita de imediato resgate, especialmente se concordamos mesmo enfrentar o mercado global com menos isolamento, maior ofensiva comercial e em outro patamar de valor agregado – o que se espera de uma potência em ascensão.

A rota a ser seguida é bem clara

Independentemente do dever de casa, que por sua vez é cada vez mais bem feito por aqueles que realmente desejam perpetuar suas criações empresariais, pequenos e médios empresários necessitam operar em um ambiente mais destravado e acessando sem grandes complicações as diferentes fontes de capital para prover seu crescimento.

Um cenário onde definitivamente o mercado de capitais atuaria com decisivo impacto, assim como os fundos de venture capital e private equity, com suas engrenagens lubrificadas de apostas de capital e renovado apetite por bons riscos.

Um panorama totalmente viável, com forte componente de potencialização econômica, e capacidade para inverter o ponto de inflexão que estamos vivenciado, exigindo cada vez mais engajamento (político, inclusive), mas, sobretudo, contando com uma agenda oficial/institucional que jogue a favor.

Os pequenos e médios empresários tem muito a colaborar além do que já fazem (que é grandioso), mas é preciso que o país reconheça essa importância e permita essas transformações. Será que isso vai acontecer? Vejamos. Até o próximo.

Foto workers in warehouse, Shutterstock.

Plataforma Brasil
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