dinheirama-post-amigos-orçamentoQuantas vezes ouvimos amigos nos convidando e ligando pra sair, em frases como “Vamos sair pra tomar umas cervejas?” e “Vamos pra balada?”? São corriqueiras, normais até certo ponto, não é mesmo? Porém, às vezes ouvimos isso todos os finais de semana, começando na quinta-feira.

Uma baladinha de vez em quando não faz mal a ninguém, certo? Até concordo, de vez em quando não faz mal a ninguém tanto que uma das coisas pelas quais você deve fazer um planejamento mensal e ter objetivos e aproveitar a vida.

Mas, quando esses convites se tornam excessivos, ou quando ele já não cabe no seu orçamento, a situação se complica. Assim, qual e a melhor maneira de falar “Não” para evitar atritos na amizade? Como evitar ser chamado de “pão duro”, muquirana e outros adjetivos do tipo?

Infelizmente, uma das coisas que os amigos ou até pessoas da família não gostam é de conversar sobre dinheiro. Na minha, opinião existem vários motivos, talvez vergonha por não ter conhecimento sobre o assunto ou mesmo o medo de pensar que a outra pessoa está se intrometendo na sua vida pessoal.

A verdade é que o assunto “dinheiro” ainda é considerado um tabu. No entanto, acredito que se realmente gostamos de nossos amigos e de nossos parentes, temos o dever de ajudar e orientar essas pessoas queridas.

Se realmente desejamos ver tais pessoas felizes, é importante aceitar que grande parte dessa felicidade vem com a redução dos problemas financeiros.

Mas como eu falo para o meu amigo sobre educação financeira sem que ele ache que estou me intrometendo na vida dele? Afinal, todos temos todo o direito de fazer o que bem entendermos com nosso dinheiro, pois trata-se de fruto do nosso trabalho.

Primeiramente, você deve comentar sobre o que você está fazendo na sua vida, dar como exemplo as suas experiências, como você gasta o seu dinheiro, como você divide as suas contas, o que são investimentos e como eles funcionam.

Mas é preciso ter cuidado na dosagem. Assim, evite falar muito tempo sobre o tema e não insistir tanto para evitar a aversão do amigo. É muito provável que ele não ache muito importante ou interessante a discussão (se achasse, já estaria praticando). Portanto, vá devagar!

Em segundo lugar, você deve, de vez em quando, perguntar e verificar se ele ainda está mantendo os hábitos sobre os quais haviam conversado, se ainda está anotando todos os gastos, se está analisando suas despesas de forma inteligente e por ai vai.

Como está o orçamento mensal? Ele já tem os planos das férias prontos? Lembre-se que você deve ser bastante cuidadoso para não ser etiquetado de chato e intrometido. Tudo realmente depende de sua relação com essa pessoa, com base nisso será mais ou menos difícil conversar sobre esses assuntos com ela.

O seguinte passo é que ele perceba o poder de se interessar pela educação financeira, quais são os benefícios a médio e longo prazo que ela pode lhe proporcionar.

Introduzi-lo a sites como o Dinheirama e leituras na área de educação financeira onde ela possa instruir-se sobre o assunto. Presenteá-la com um livro também é uma ótima ideia. A ideia é oferecer locais, informações e iniciativas com as quais ele possa aprender sobre investimentos, sejam eles na bolsa de valores, imóveis ou quem sabe como montar um negócio.

O objetivo é uma vida planejada, com objetivos definidos e uma razão pela qual viver – e não somente trabalhar para conseguir chegar ao final do mês. Que tal?

Você já teve experiências com amigos e finanças? Conseguiu mudar a cabeça de alguém para valorizar a educação financeira? Conte-nos seu relato no espaço de comentários abaixo. Até a próxima.

Foto Shutterstock. Group Of Happy Smiling Friends Celebrating With Glasses Of

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