Eike Batista e a queda da OGX na bolsaNo início do mês passado, o Dinheirama publicou um artigo sobre o “inferno astral” de Eike Batista. Na época já falávamos sobre como um dos investidores mais respeitados e admirados no país estava passando por um período delicado, chegando a “perder” uma grande parte de sua fortuna – mais de US$ 10 bilhões – em 2012.

Quase um mês depois, o cenário não parece ter melhorado para o megaempresário. As empresas do Grupo EBX, de Eike Batista, estão com péssimos desempenhos na bolsa brasileira. Com nova queda, as seis empresas do grupo com ações listadas na BM&FBovespa somaram uma perda de R$ 1,254 bilhão de valor apenas nesta quinta-feira (4). Em 2013, o recuo de valor já chega a R$ 14,1 bilhões.

O portal InfoMoney avaliou a participação de Eike Batista no capital de cada uma das empresas e constatou que seu patrimônio diminuiu R$ 715,8 milhões na sessão de ontem. Em pouco mais de três meses, a riqueza de Eike reduziu em R$ 8,125 bilhões.

Logo a OGX Petróleo (OGXP3), maior empresa do grupo de Eike, foi a que teve maior desvalorização nos últimos tempos, anotando queda de 10,81% e chegando ao seu menor patamar histórico na bolsa, ao preço de R$ 1,95. A mínima de R$ 2,22 da quarta-feira (3) foi “facilmente superada” depois que a agência de risco Standard & Poor’s decretou rebaixamento da ação, passando o rating de dívida da petroleira de “B” para “B-“.

OGX “puxa” empresas para baixo

A queda da OGX foi acompanhada por outras empresas do grupo de Eike: a MMX Mineração (MMXM3) teve queda de 7,32% e a LLX Logística (LLXL3) de 4,29%. A primeira, cotada em R$ 1,90, alcançou seu menor patamar desde 28 de outubro de 2008 e ampliou suas perdas no ano para 57,30%.

Já a companhia de logística registra um desempenho acumulado em 2013 de -15,83%, perdendo R$ 55,5 milhões de valor de mercado.

A crise chegou aos olhos do governo, que considera “ruim” a disseminação para outras empresas do grupo. No entanto, segundo o portal EXAME, não há intenção de uma operação de “salvamento” que envolva o governo.

Após cinco anos da maior captação em oferta pública de ações já feita no Brasil, R$ 6,7 bilhões, a OGX sofre nas mãos do mercado. A frustração dos investidores é evidente: as estimativas de produção não confirmadas desencadearam um ceticismo generalizado com relação à capacidade da petroleira de Eike de captar recursos necessários para continuar a operação.

A péssima fase da empresa começou em junho do ano passado, quando a empresa abaixou a vazão dos dois primeiros poços de Tubarão Azul, na Bacia de Campos, de 50 mil para 5 mil barris. Apesar de a desvalorização vir desde o meio de 2012, só agora algumas corretoras estão diminuindo suas recomendações na OGX.

A Inva Capital aponta que agora é a primeira vez que a petroleira preocupa e diminui o peso na carteira de investimentos. No mês passado, ela prejudicou o desempenho do portfólio, que marcou rendimento negativo de 3,0%.

“Apesar de a OGX estar em baixa há muito tempo, pela primeira vez ficamos realmente preocupados com a companhia, já que o descrédito do mercado em relação aos projetos do grupo EBX pode ter começado a limitar o acesso ao crédito da OGX. Além disso, a média de produção do poço de Tubarão Azul recuou mais do que o considerado razoável por nós”, afirmou a Inva em comunicado.

Como você vê o baixo desempenho da OGX e das empresas de Eike Batista? Deixe nos comentários sua opinião sobre essa história.

Fontes: InfoMoney | EXAME. Foto de freedigitalphotos.net.

Willian Binder
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