Nesse mês de agosto começa o horário eleitoral gratuito, onde a presidente Dilma terá mais do que o dobro de tempo que os candidatos da oposição rumo às eleições presidenciais.

Não é nada, não é nada, faz uma diferença enorme para o grande público que não tem acesso à informação de forma corriqueira, ou que não consegue avaliar o noticiário e a postura dos candidatos. Isso agrega ainda maior diferencial quando vemos pelas progressões das pesquisas que os dois principais candidatos da oposição não estão conseguindo decolar.

A última pesquisa realizada pelo Ibope para a TV Globo mostrou até mesmo maior aprovação do governo de Dilma e a candidata tem conseguido manter o volume de intenções de voto. É bem verdade que o candidato líder da oposição conseguiu crescer um pouquinho, mas também tivemos redução de votos nulos e brancos.

Colocando tudo isso no “misturador”, faltando pouco menos de dois meses para o primeiro turno, ainda não está assegurada a possibilidade de haver segundo turno, o que torna o horário eleitoral e seu tempo de uso ainda mais crucial para os candidatos. Nesse quesito a reeleição de Dilma dá de goleada.

O melhor para a reeleição da presidente é que o eleitorado não está reagindo aos dados muito fracos da economia, com crescente deterioração, exceto por alguns subterfúgios na balança comercial (novamente as tais exportações de plataformas petrolíferas – mero exercício contábil) e trégua na inflação de julho pela queda dos alimentos (claramente apropriada de forma midiática pelo governo).

Por sua vez, a campanha da presidente tem como estratégia percorrer os 12 anos de governo petista, capturando alguns bons períodos do presidente Lula, já que seu governo não tem bom currículo para mostrar. Além disso, adota outra vertente maniqueísta “do bem e do mal” dos petistas e seus seguidores contra todos os outros.

A oposição, por sua vez, não só não reage no mesmo tom, como adota posicionamento empolado que cansa os mais letrados e não atinge o grande público pelo hermetismo. Assim, o tempo vai se esgotando e as eleições deixam de empolgar.

O ruim disso é a sociedade perder a oportunidade de tomar conhecimento dos programas de ação dos presidenciáveis para, no futuro, cobrar esses compromissos de campanha. É crucial sabermos não só o que farão como, principalmente, o “como” farão e que tipo de consequência será posta para a economia e a população.

O que precisamos é de clareza absoluta dos programas. Curiosamente, o governo petista – que está no comando há 12 anos – foi quem se apropriou do nicho reformista e se apresenta como mais capaz para liderar isso, situação claramente demonstrada nas pesquisas já realizadas. A oposição parece ter cochilado em seguir essa vertente e agora tenta encurtar espaços.

Traduzindo isso para seus investimentos, começaram a circular rumores da possibilidade de confiscos de recursos, tributação sobre grandes fortunas e outras tantas medidas que geram insegurança e provocam a migração de recursos para ativos de menor risco (até a presidente Dilma disse ter R$ 150 mil em casa).

De nossa parte, não podemos dar garantia de 100% de que esse ou aquele candidato não tomará medidas desse teor. Porém, o ambiente econômico, por mais frágil que possa parecer (não é!), não está exigindo nenhuma atitude mais drástica por parte de quem assumir. Assim, apesar de possível, é pouco provável que lancem mão de coisas assim.

É por isso que sigo recomendando, ao contrário, um pouco mais de exposição ao risco. Sugiro que pesquise em nosso site Orama.com.br qual o melhor “mix” de fundos de investimento para suas expectativas de risco e retorno.

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Nota: Esta coluna é mantida pela Órama, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto “Brazil vote”, Shutterstock.

Alvaro Bandeira
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