O empreendedorismo está muito presente na vida dos brasileiros. Ter um negócio próprio já é, para muitos, mais do que um sonho; é uma realidade. Ter uma atitude empreendedora pode ser uma boa maneira de crescer e alcançar o sucesso financeiro.

Mas, o que é empreender? Somente abrir uma franquia destas que podem ser encontradas em cada esquina da cidade? Bom, conceitualmente isso é empreender. Mas é um tipo de empreendedorismo que requer cuidados, visto que o mercado pode estar saturado e seu sucesso fica à mercê de algumas variáveis como ponto e a estrutura que o franqueador oferece.

Muito embora o empreendedorismo em si não exija inovação, essa é uma das formas de empreender mais propensas ao sucesso. Em outras palavras, empreender é inovar, criar uma necessidade nova, ser o diferencial no mercado e suprir necessidades existentes com abordagens diferentes. A inovação também é um dos principais combustíveis para o crescimento.

Inovação do zero x Inovação incremental

Existem dois tipos de inovação. A inovação do zero é a maneira de criar uma necessidade absolutamente nova e jamais vista. Uma ideia singular que seja bem trabalhada e que gere resultados. Um exemplo disso é a Netflix, que criou uma maneira barata de disponibilizar aos assinantes uma porção de filmes e séries interessantes via internet.

Já a inovação incremental é, como o próprio nome sugere, o tipo de inovação que incrementa uma nova função a algo já existente, como por exemplo os smartphones com câmera digital embutida em detrimento aos telefones celulares que só realizam chamadas.

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A inovação pode ser implantada de várias formas, e a seguir separei por categorias as maneiras de inovar mais conhecidas pelo mercado:

  • Inovação de produto. A inovação do produto abrange justamente as características acima abordadas. O produto pode receber melhorias de funcionamento ou funções que antes não tinha;
  • Inovação de posicionamento. Diz respeito ao contexto em que seu produto está introduzido. Uma empresa que somente fazia roupas para mulheres grávidas, por exemplo, passar a incluir artigos para bebês e crianças pequenas. Isso é ampliar o posicionamento no mercado;
  • Inovação de processo. Inovar os processos significa mudar a maneira como se fabrica um produto ou disponibiliza um serviço. Esse tipo de inovação visa sempre a melhoria interna do seu negócio, através de otimização de tempo, aumento da qualidade do produto e/ou redução de custos operacionais;
  • Inovação organizacional. Inovação organizacional pode se apresentar de muitas maneiras. A relação da empresa com o cliente, os sistemas utilizados dentro da empresa, ou mesmo a maneira como o colaborador é tratado, por exemplo, abolir a roupa social e permitir a informalidade no ambiente de trabalho é considerada uma inovação.

Criou-se um mito acerca da inovação que inibe a maioria das pessoas de colocar suas ideias em prática. É comum que digam que para inovar é preciso ter um orçamento muito grande ou uma marca já consolidada no mercado. Bom, como eu já disse, isso é um mito (felizmente).

Há muitos casos de empresas que começaram do zero, trazendo ideias completamente novas; tais empresas são hoje consideradas pioneiras e abriram portas para que outras empresas pudessem incrementar e redirecionar a ideia inicial.

O maior exemplo disso são as redes sociais. Quem lembra do Orkut, ICQ e do Fotolog? Tais ideias abriram passagem para os tão conhecidos Facebook, Instagram, Linkedin e Snapchat de hoje.

Por isso, se você tem uma ideia nova, apresente-a ao mundo. Empreender com inovação é o que verdadeiramente movimenta o mercado.

Conclusão

Empreender é uma arte. Aqui no Dinheirama, tivemos ao longo dos anos oportunidades de entrevistar empreendedores de sucesso, gente que fez “mais com menos” e construiu negócios sustentáveis a partir de ideias novas, dedicação e trabalho. Acompanhe algumas dessas entrevistas:

Aproveite, leia e inspire-se! Obrigado e até a próxima.

Foto “innovation”, Shutterstock

Ricardo Pereira
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