As empresas “oficialmente” envolvidas nas operações Lava Jato e Zelotes equivalem a cerca de 14% do PIB brasileiro.

Segundo levantamento feito pelo jornal O Estado de São Paulo, as 32 companhias com ações abertas na Justiça Federal ou com inquéritos públicos nas duas operações da Polícia Federal, têm uma receita combinada de aproximadamente R$ 760 bilhões, o que, segundo analistas, dá uma ideia dos efeitos que as investigações sobre corrupção podem ter sobre a economia brasileira.

Os efeitos da Lava Jato sobre as empresas foram devastadores – muitas companhias, sobretudo fornecedoras da Petrobrás, quebraram, e outras entraram em recuperação judicial. Grandes grupos estão vendendo ativos e com dificuldade de refinanciar suas dívidas.

Cerca de 1 milhão de trabalhadores foram demitidos ao longo dos últimos meses, de acordo com estimativa da Força Sindical. A Central Única dos Trabalhadores (CUT) calcula cerca de 140 mil cortes somente na área da construção.

Fontes do setor de óleo e gás dizem que a Petrobrás eliminou mais de 170 mil vagas. A Odebrecht cortou cerca de 50 mil pessoas desde 2014.

Decreto de calamidade pública do Rio complica renegociação com Estados

O decreto de calamidade pública do Rio de Janeiro em razão da crise econômica, anunciado nesta sexta-feira (17), pode comprometer a negociação da dívida de outros Estados com o governo federal.

Segundo o jornal Folha de São Paulo, o presidente interino, Michel Temer (PMDB), pretendia conversar sobre os débitos com os governadores de todo o país em reunião marcada para esta segunda (20) no Palácio do Planalto.

Nas palavras de auxiliares do peemedebista, porém, o anúncio do Rio pode emperrar os acordos, já que não há recursos da União para socorrer todos os Estados.

A ideia inicial de Temer era anunciar uma “negociação genérica da dívida” entre governo federal e os Estados e avaliar os casos mais graves para que tivessem um tratamento especial, como Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro.

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Infraestrutura no Brasil é deplorável

O mercado de construção no Brasil é fechado, o que facilita a formação de cartéis e corrupção. O diagnóstico, razoavelmente conhecido no país, vem dessa vez do Banco Mundial, órgão internacional que financia projetos de desenvolvimento.

“As empreiteiras aqui estão sossegadas”, afirmou Paul Procee, diretor para infraestrutura do Banco Mundial no Brasil, que chegou recentemente da China.

O banco terminou no início deste ano um diagnóstico sobre o país para basear sua política de relacionamento com o Brasil para os próximos quatro anos, apontando que será necessário resolver problemas no setor de infraestrutura –classificado como “deplorável” no documento– se quiser de fato voltar a ter participação de estrangeiros nesses projetos.

As barreiras para a entrada de estrangeiros no mercado de infraestrutura são muitas, e com a constante mudança de regras na econômica do país, o interesse estrangeiro pelo seguimento segue baixo.

Mercado financeiro

A expectativa do mercado continua voltada para a definição sobre a saída, ou não, do Reino Unido da União Europeia. Aqui no Brasil, possíveis novos desdobramentos da crise política.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 12h04 em alta de +2,28% com 50.667 pontos, enquanto o dólar caia -1,08% negociado a R$ 3,38.

Redação Dinheirama
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