dinheirama-post-empresas-preferem-produtivos-nao-workaholicsO pesquisador americano Jeffrey Pfeffer, especialista em teoria da gestão e autor do livro “Poder – Por Que Alguns Têm” (Ed. Best Business), disse em recente visita ao Brasil que as empresas amam os workaholics – pessoas que têm necessidade compulsiva de trabalhar.

Porém, algumas empresas de recrutamento de executivos como a Michael Page, através de um dos seus gerentes, Luis Granato, diz que as companhias não estão dispostas a encarar o vício em trabalho como um comportamento aceitável.

Luis diz que as “empresas gostam de pessoas que entregam resultados, e o fato de ser um workaholic não significa que o profissional seja mais produtivo. Muitas vezes, vemos pessoas que não conseguem ter organização no seu dia a dia e acabam trabalhando mais tempo para entregar o mesmo resultado”.

Luiz diz ainda que “o profissional que só trabalha e não consegue um tempo livre para fazer um exercício ou pensar em alguma outra coisa sem dúvida nenhuma está mais vulnerável a um mal causado por estresse”.

O fato de trabalhar muito não é necessariamente um problema, mas a situação pode se agravar quando a pessoa esquece que tem outras responsabilidades além do trabalho. O raciocínio parece simples, óbvio, mas a prática é um desafio e tanto.

“Quando trabalhar é o único foco da vida e o profissional não se dá conta de que há um mundo fora do escritório, há algo de errado”, afirma Fátima Rossetto, diretora de Talent Development da DBM, consultoria especializada em gestão de pessoal.

Um dos principais problemas de ser um workaholic é que talvez o funcionário não tenha tempo para se atualizar, ficando com conhecimento defasado. “Podemos dizer que o workaholic tem um risco de não se reciclar e não ver coisas e assuntos novos por falta de tempo”, diz Granato.

Você se considera um workaholic? Ou você acha que trabalha o ideal para manter o equilíbrio entre qualidade de vida, trabalho e família? Experimente responder ao questionário disponível nesse link e comente aqui embaixo suas percepções sobre o tema. Até a próxima.

Fonte: Uol Economia. Foto piles of documents, Shutterstock.

Igor Oliveira
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários