Se o seu orçamento parece estar cada vez mais apertado e pagar todas as despesas tem sido uma tarefa difícil, saiba que você não está sozinho: o número de pessoas que precisam de ajuda para quitar as dívidas cresce constantemente no Brasil. Entre janeiro e abril do ano passado, pouco mais de 20% dos pedidos de empréstimos eram destinados ao pagamento de dívidas. No mesmo período de 2019, o número saltou para quase 25%.

Por outro lado, menos pessoas estão buscando crédito para fazer financiamentos e compras em geral. Isso mostra que os consumidores estão menos interessados em adquirir novos bens e mais preocupados em pagar as contas que já têm. E, realmente, moderar os gastos é a atitude mais importante para reequilibrar as finanças.

Falta de Planejamento financeiro

A má notícia é que a falta de planejamento financeiro contribui diretamente ao alto indíce de inadimplentes no país. Em 2019, por exemplo, o número de brasileiros inadimplentes bateu recorde: segundo a Serasa Experian, hoje, o país tem mais de 63 milhões de pessoas com dívidas em atraso, o que representa mais de 40% da população adulta.

Para sair do vermelho, algumas dicas já são bastante conhecidas: registrar dívidas e despesas mensais para mensurar o quanto a renda está comprometida, identificar os gastos que podem ser eliminados ou reduzidos e evitar novas compras parceladas são conselhos que muita gente está cansada de ouvir.

O grande entrave é que grande parte dos inadimplentes tem mais de uma dívida, e em meio a tantas contas, às vezes fica difícil identificar o que é prioridade.

Qual dívida pagar primeiro?

Para quem tem mais de um débito pendente, o ideal é começar o pagamento pelas despesas básicas, como água e luz, para que o fornecimento dos serviços não seja interrompido. Em seguida, vêm as contas bancárias.

Normalmente, as dívidas com bancos apresentam as maiores taxas de juros. Para quem cai no rotativo do cartão de crédito, por exemplo, os juros chegam a 299,8% ao ano, segundo o Banco Central. Já para quem usa o cheque especial, as taxas giram em torno de 320% ao ano.

Os números mostram que quem adere a essas linhas de crédito pode ver dívidas pequenas se tornarem assustadoras em pouquíssimo tempo, e por isso a necessidade de pagamento é tão urgente.

Empréstimo: quando é a solução?

O empréstimo é uma alternativa considerada interessante por muitos consumidores na hora de quitar as dívidas, mas ainda divide opiniões. Como qualquer decisão relacionada às finanças, é uma questão que deve ser avaliada com atenção.

Se você considera a possibilidade de tomar um empréstimo para pagar as contas atrasadas, o primeiro ponto importante é observar se os juros desse empréstimo serão menores do que os praticados nas dívidas que você já tem. Se as taxas forem mais atrativas, a opção se torna viável.

Outro questão que deve ser levada em conta no momento de contratar empréstimos são os prazos de pagamento oferecidos pelas empresas. Muitos consumidores ficam desconfortáveis com as dívidas e querem se livrar delas o mais rápido possível, mas se esquecem de que as parcelas do empréstimo que irão tomar precisam caber no bolso sem causar muito aperto. Se for necessário, o melhor é pedir um prazo maior para o pagamento.

O importante é ter certeza de que realmente poderá arcar com o valor que foi combinado.

Novas possibilidades: empréstimo com garantia

Atualmente, já existem no mercado opções de empréstimos mais baratos, que oferecem taxas mais baixas e maiores prazos para pagamento. É o caso, por exemplo, do empréstimo com garantia.

Como o próprio nome sugere, essa modalidade permite que o consumidor utilize um bem, como um veículo ou a própria casa, como garantia de pagamento. Assim, como o risco de inadimplência diminui, as instituições financeiras que trabalham com esse tipo de serviço podem oferecer crédito com juros muito menores e melhores condições para o consumidor.

Corrigindo os erros

Para sair do grupo dos endividados, tão importante quanto fazer as melhores escolhas para pagar as contas é aprender com os erros e mudar os hábitos que podem ter levado às dificuldades financeiras. Observe os pequenos gastos diários que, no fim do mês, se transformam em contas expressivas.

Uma prova disso foi um estudo realizado recentemente pela plataforma de organização de finanças pessoais GuiaBolso, para avaliar os hábitos financeiros dos usuários do aplicativo. Na análise, foi revelado que gastos com aplicativos de transporte comprometeram até 10% do orçamento de 72 mil usuários. O gasto médio com esses aplicativos no mês foi de R$ 119.

O mesmo levantamento mostrou que as despesas com aplicativos de entrega de comida também consomem uma parcela importante da renda dos usuários: cerca de 8% do orçamento. A média gasta pelos consumidores que pagaram por esse serviço foi de R$ 85.

Dados como os acima ajudam a perceber o peso que alguns “gastos invisíveis” têm, e mostram o quanto eles podem prejudicar o orçamento. Fique atento, anote os gastos e não deixe de estudar seu comportamento financeiro. Aprender com os erros constantemente pode te ajudar a economizar dinheiro e, principalmente, quitar dívidas.

Redação Dinheirama
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