Certamente, cada dia mais, você tem ouvido/lido anúncios do tipo: “Reduza suas medidas com a dieta X em 30 dias”, “Aprenda inglês fluente com um treinamento de apenas 6 semanas” ou “Ganhe muito dinheiro na internet trabalhando somente 2 horas por dia”.

Em um primeiro momento, poderíamos maldizer as pessoas que vendem sonhos impossíveis de serem realizados num passe de mágica, como nos exemplos citados.

Todavia, boa parte do sucesso de tais soluções milagrosas está no fato de muitos consumidores desejarem acreditar que isso é possível. Alimentam a ilusão de que com pouco trabalho, pouco esforço e num espaço curto de tempo, serão capazes de construir algo realmente duradouro e relevante. Ledo engano!

Quando pensamos em pais que se orgulham de possuírem filhos bem criados, em profissionais que constroem uma brilhante e admirável carreira, ou até mesmo em pessoas que atingem a independência financeira após anos investindo dinheiro, não estamos sobrevoando o campo da superficialidade. Muito menos tratando de conquistas que são alcançadas de maneira instantânea e sem esforço.

Ao almejar uma vida grandiosa e com muitas realizações, precisamos encarar as dificuldades e nos tornarmos fortes para superar obstáculos.

E se nessa complexidade pudermos resumir dois pontos chaves para sairmos do campo das ilusões e realmente enriquecer (nas finanças, no relacionamento com os outros, na carreira, na saúde etc.), precisaremos de bons hábitos e tomar boas decisões.

Decisões e hábitos financeiros

Normalmente, temos que tomar decisões hoje que nos trazem consequências incertas no futuro. Dessa forma, é preciso administrar bem os riscos, colhendo as informações necessárias e buscando agir racionalmente, para que a probabilidade de acerto seja a maior possível.

Devo ou não me casar ano que vem? Continuo trabalhando como empregado ou abro um negócio próprio? Qual deverá ser a proporção entre renda fixa e variável em meus investimentos? Financio a minha casa própria agora ou continuo pagando aluguel?

Todos esses são exemplos de problemas que exigem tomadas de decisão, e elas serão tão melhores quanto mais conhecimento tiver sobre o assunto analisado. Logo, se você aprender a decidir bem, seja em questões financeiras ou não, as chances de êxito no futuro serão maiores.

Com relação aos hábitos, eles significam as atividades rotineiras que praticamos diariamente, quase que sem pensar. Note aqui uma primeira diferença: nas decisões devemos sempre ter um raciocínio analítico, enquanto nos hábitos os comportamentos se expressam automaticamente.

Por exemplo, ao acordar, você não decide, todos os dias, se espreguiça ou não, se enrola um pouco mais na cama ou se levanta imediatamente após tocar o despertador, se calça primeiro o chinelo esquerdo ou o direito (se é que calça algo), e muito menos fica pensando qual a maneira correta de escovar os dentes.

Tais decisões foram tomadas, de alguma maneira, no passado, e hoje essas rotinas se tornaram hábitos. Você age de forma quase que robótica, em diversas situações cotidianas.

E como tais hábitos influenciam na conquista ou não de objetivos?

Ao pensarmos no caso de educação financeira, se você se acostumar a utilizar o cartão de crédito para satisfazer consumos supérfluos, a pagar juros em financiamentos e empréstimos, a não poupar dinheiro e a não estudar investimentos, dificilmente conseguirá sua independência financeira.

Em resumo, é preciso não apenas decidir bem, mas também se habituar a fazer o que é certo, pois só assim as conquistas relevantes se tornarão possíveis.

O poder do hábito

Um dos livros mais interessantes, quando falamos de comportamentos cotidianos, chama-se O Poder do Hábito, de Charles Duhigg.

Nele, o autor constrói, de forma magnífica e citando diversos estudos acadêmicos ao redor do mundo, toda uma argumentação do poder que temos nas mãos, de controlar nossos hábitos, e que raramente usamos.

Para começar, aprendemos como um hábito é formado. É o sistema deixa/rotina/recompensa. Veja esse sistema, explicado pelo próprio autor neste vídeo:

Muito interessante, não?

O bacana é saber que ao compreender como um hábito funciona, podemos interferir em seu funcionamento e, consequentemente, no resultado/consequências de nossas ações diárias. E esse poder está ao seu alcance!

Todavia, o livro não para por aí. Fala da importância da ansiedade na criação do hábito, ensina a eliminar maus hábitos e adquirir bons comportamentos, trata de casos em que hábitos foram realinhados dentro de empresas, dentre outros assuntos interessantíssimos.

Um tópico deveras revelador é quando o autor apresenta o que ele chama de Hábitos Angulares, que são certas rotinas que tem o poder de causar um efeito “bola de neve” do bem. Por exemplo: se uma pessoa adquire o hábito de fazer caminhadas todos os dias, provavelmente esse hábito pode desencadear outros benefícios, como parar de fumar, alimentar-se melhor e irritar-se menos com os colegas de trabalho ao longo do dia.

Quando nos damos conta desse PODER do hábito, torna-se fundamental que nos aprofundemos no assunto para traçar estratégias que vão ao encontro de nossos sonhos. Isso porque, fazendo o que é certo, todos os dias, e de maneira automática, quase que sem pensar, guardamos energia para decisões importantes e ficamos mais próximos de atingir resultados realmente eficazes e eficientes.

Aceite o desafio de mudar: vale a pena!

  • Se você se empolgou com todo esse campo de estudo.
  • Se não vive no mundo das ilusões, em que acredita que existem soluções fáceis e rápidas.
  • Se tem disposição e atitude para encarar um processo de mudança de hábitos relacionados a finanças, saúde, relacionamento com os outros, etc.
  • Se deseja transformar objetivos em realidade.

Então tenho uma dica para você: é o treinamento O Poder de Transformação de um Hábito, idealizado por mim e que já ajudou muitas pessoas a compreender a si e fazer o que é importante, diariamente. Eu preparei para você uma página exclusiva, onde detalho todo o conteúdo deste treinamento. Basta clicar aqui para conhecer.

Como foi dito por Aristóteles, o grande filósofo grego: “Nós somos aquilo que fazemos repetidamente.”

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