Desde pequenos somos compelidos a estudar (e muitas vezes acreditar) em verdades fabricadas pelos historiadores e governos (sim, os governos fabricam suas próprias histórias!).

Coisas com pouca aplicação prática, mas que servem os interesses de quem está no poder. Pessoas educadas têm mais condições de cuidar de si e do mundo, não resta dúvida. A questão é que faltam disciplinas práticas, tais como “educação financeira” ou “empreendedorismo”.

A inteligência das crianças é banalizada e esse ciclo continua geração após geração. Tentam nos convencer a todo custo sobre a tal “igualdade social”; que, de algum modo, se mantivermos o sistema, ele nos ajudará.

Conceito muito bonito no papel, mas que nunca se aplicou à realidade, pois existe uma condição imutável no ser humano: a ganância.

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A eterna insatisfação humana fará com que sempre existam conflitos e problemas sociais. E é bobagem achar que privações sociais tornam as pessoas diferentes em suas aspirações materiais – basta tomar os jogadores de futebol como exemplo.

Grande parte das pessoas (não todas) não se importa com nada a não ser consigo mesma. Para mim, é fácil o cara aparecer na mídia com uma camiseta onde está escrito “100% Vila das Mandioquinhas” para dizer que não se esqueceu de suas origens, mas morar em um apartamento de 5 milhões de dólares em um bairro nobre de Milão, na Itália.

Riqueza não é doença

Não tenho nada contra ser rico, aliás fujo de quem gosta de “demonizar” a riqueza. Pessoas que, através de suas habilidades, conseguiram acumular um grande patrimônio, qual é o problema? É o típico discurso conformista de quem quer terceirizar suas frustrações.

Mas o fato que, além de todos adjetivos ruins, o ser humano é hipócrita (acima de qualquer coisa). Jamais vou voltar para o lugar de onde eu saí ou ficar com os olhos cheios de lágrimas falando de um passado sofrido. O que me emociona são as pessoas que me trouxeram até aqui: amigos muito próximos e, claro, minha família.

E por isso eu fico louco com esses hipócritas televisivos; a maioria das pessoas, quando fica rica, a primeira coisa que faz é mudar para o melhor condomínio. Depois comprar um carro esporte e viajar para a Disney todo ano. Ou você já viu algum jogador de futebol construir uma mansão na favela e por lá ficar? Deve até existir, mas algo com 1 em cada milhão.

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Agora, o que eu não entendo é porque as pessoas têm tanta dificuldade de falar sobre isso. Por isso gosto de caras que falam o que pensam, como aquele cara famoso que fala “sou rico sim, e daí? Ralei para chegar aqui e não tenho que ter vergonha disso, tenho que ter orgulho. Qualquer um pode chegar aqui, basta querer e lutar por isso”. Isso é algo sincero.

Infelizmente, o brasileiro parece sentir vergonha quando fica rico, como se, ter dinheiro fosse doença (veja abaixo o vídeo que falo disso). Não acho legal ser esnobe, mas ser hipócrita é muito pior.

Clique aqui para ver o vídeo

Conclusão

Se você acredita em igualdade social, comece ajudando as pessoas próximas a você. Mostrando como melhorar de vida através do aprendizado e esforço pessoal. Trocando em miúdos: ensine a pescar.

Ah, sim, há aqueles que não podem pescar. Esses temos que ajudar de perto, doando nosso tempo e recursos de modo que tenhamos certeza que estão sendo aplicados da forma que devem.

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E, por fim, o mais importante: o maior impacto que podemos causar no mundo é investir nas crianças, de onde a verdadeira transformação pode emergir. Ensinemos os pequenos a pescar e a serem generosos. Utopias de lado, é o único modo de termos um mundo com perspectivas, no mínimo, diferentes das atuais.

Um abraço e até a próxima.

Renato De Vuono
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