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Entenda o “fraco” resultado da Casas Bahia, segundo a XP

Um ponto positivo foi a geração de caixa de R$ 333 milhões, impulsionada por uma gestão mais eficiente do capital de giro

por Gustavo Kahil
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A Casas Bahia (BHIA3) enfrentou um quarto trimestre fraco desafiador em 2023, conforme revelado pela análise da XP Investimentos divulgada nesta terça-feira (26). Sob a perspectiva de Danniela Eiger, head de varejo e co-head de research da XP, o cenário macroeconômico adverso, a difícil base de comparação devido à Copa do Mundo e o encerramento de 55 lojas impactaram negativamente os resultados da empresa.

O Volume Bruto de Mercadorias (GMV) total caiu 12% em relação ao ano anterior, com o segmento físico recuando 7% e o online sofrendo uma queda ainda mais acentuada de 22%.

Eiger destaca que a rentabilidade emergiu como o principal ponto fraco no balanço do trimestre. Os custos de reestruturação continuaram a pesar significativamente sobre os resultados, evidenciados pela queda de 1,70 ponto percentual ano a ano na margem bruta, que não foi ajustada pela atividade promocional. Esta redução é atribuída à estratégia comercial mais agressiva adotada pela empresa, visando a diminuição dos níveis de estoque.

A margem EBITDA ajustada da Casas Bahia sofreu uma diminuição ainda mais drástica de 4,90 pontos percentuais trimestre a trimestre. Este recuo reflete a desalavancagem operacional, que suplantou os esforços da empresa para otimizar as despesas com vendas, gerais e administrativas (SG&A), segundo apontado por Eiger.

O prejuízo líquido de 1 bilhão de reais foi outro destaque negativo do período, impactado principalmente pela elevada alavancagem financeira e custos não recorrentes de reestruturação. Estes incluíram o encerramento de lojas, a otimização do quadro de colaboradores e provisões relacionadas ao Diferencial de Alíquotas (DIFAL).

Um lado positivo

Por outro lado, um ponto positivo foi a geração de caixa de R$ 333 milhões, impulsionada por uma gestão mais eficiente do capital de giro, especialmente no que diz respeito aos estoques. Este resultado indica uma melhoria significativa na administração dos recursos da empresa.

A analista salienta algumas perspectivas otimistas para o futuro da Casas Bahia. A margem bruta é esperada para retornar aos níveis normalizados após a efetiva redução dos estoques no quarto trimestre. Adicionalmente, a estabilidade das taxas de inadimplência acima de 90 dias reflete tendências positivas na carteira de crédito da empresa.

A Casas Bahia continua seu plano de transformação, com foco na gestão de passivos para reestruturar R$ 1,5 bilhão em dívidas para 2027, na monetização de créditos fiscais que somaram R$ 1,3 bilhão em 2023 (contra R$ 74 milhões em 2022) e na otimização de categorias online. Essa estratégia inclui a migração de 23 subcategorias do modelo próprio para o de terceiros, indicando um esforço para melhorar sua estrutura operacional.

Veja o resultado da Casas Bahia

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