Esta semana que entra, ao que tudo indica, teremos o afastamento oficial da presidente Dilma Rousseff por pelo menos 180 dias. O parecer do relator, que recomenda a admissibilidade de impeachment, já foi aprovado também no Senado Federal.

Por esta razão e para tentar buscar mais informações e entender quais os possíveis prognósticos para o cenário da política nacional, na semana que passou conversamos com o jornalista/comentarista político Reinaldo Azevedo.

Na entrevista, buscamos realizar perguntas não só do cotidiano do brasileiro, mas também das perspectivas, visto sua extensa vivência no ramo, e com isso traçar um paralelo entre economia e política, já que ambas caminham juntas no cenário nacional. Confira:

Pontos de destaque da entrevista

Dentro de uma filosofia pró reformas, a mais citada teria sido a reforma política, diante do fato de termos mais de 3 dezenas de partidos no Congresso e que paralisam, em muitos casos, mediante a troca de favores, a necessidade de aprovação de reformas necessárias ao país.

No entanto, esta reforma política poderia, ao menos, perdurar até o final do eventual governo Michel Temer, que poderá ser ao final de 2018. Na realidade, esta é uma discussão bastante ampla e o que se vê é que a população ainda não estaria preparada para isso, na visão de nosso entrevistado, que é amplamente à favor.

O fato é que dada a relevância deste tema, como ficariam no Congresso Nacional os demais tópicos, como reformas da previdência e fiscal? Eis alguns problemas de extrema importância para as contas públicas do país, e que poderiam trazer de volta o grau de investimento e por consequência a retomada da confiança do investidor estrangeiro no Brasil, além do empresariado e do consumidor nacional.

Entretanto, e por mais que seja negado pelo novo governante, o que se pode esperar no curto prazo seria um aumento de impostos. Isso porque o corte de gastos e a redução drástica do número de ministérios não devem ocorrer, ao que tudo indica, diante da necessidade de agradar a todos estes partidos, ávidos por cargos de 1º, 2º e 3º escalões após a aprovação na Câmara do pedido de afastamento da presidente.

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Mais um ponto de extrema relevância, ficaria quanto à saída de Eduardo Cunha da presidência da Câmara e o receio de sua grande interferência. No entanto, o Supremo Tribunal Federal já tratou de resolver este tema em partes, cabendo agora ao conselho de ética da casa determinar pela cassação do atual mandatário.

Por outro lado ainda teremos que conviver com a incerteza de quem irá assumir este cargo, se serão convocadas novas eleições ou o atual vice-presidente – mesmo tendo pequena expressão – se mantendo até o final do mandato em fevereiro de 2017. Este só o tempo dirá, e o que podermos esperar é que seja muito breve.

Para finalizar esta primeira parte da entrevista, perguntei a ele se seria o fim do Partido dos Trabalhadores (PT) e quais poderiam ser as novas lideranças do país, já mirando nas eleições presidenciais em 2018.

A resposta foi inquestionável, com as “esquerdas frustradas”, podendo caminhar para o lado de Marina Silva, da Rede Sustentabilidade e o PMDB e PSDB realizando alianças estratégicas, após anos jogando em times distintos (oposição x ala governista).

Enfim, ainda há muita incerteza no caminho do brasileiro, e a cada dia que passa, nos parece que há uma infinidade de pontos a serem esclarecidos, até mesmo quem sabe na Constituição Nacional, diante de tantos fatos novos ocorridos ao longo deste maluco ano, o de 2016.

Características do Impeachment de Collor e de Dilma

Caso queira assistir a 2ª parte da entrevista, onde o jornalista comentou as razões deste impeachment não ser um golpe, e as principais características do impeachment do ex-presidente Collor em 1992 e de Dilma Rousseff em 2016, confira ainda este vídeo:

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Roberto Indech
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