texto-daniel-postMinha impressão é que se o gênio da lâmpada concedesse a realização de um sonho a cada um de nós, a grande maioria escolheria “ficar rico”. Bom, considerando que ficar rico é um desejo tão forte e de tantas pessoas, é de se esperar que no século 21 já tivéssemos aprendido a melhor maneira de atingir este objetivo, não é mesmo? Pois é aí que eu acho que pode estar o problema.

Busquem pela memória a última vez que conversaram ou leram sobre algo parecido com este tema e provavelmente se lembrarão de assuntos relacionados a investimentos. Os exemplos que me vêm à cabeça são:

  • Como o fulano ganhou dinheiro na bolsa de valores;
  • Aquelas dicas quentíssimas sobre como escolher ações;
  • Artigos sobre estratégias no mercado acionário, inclusive usando derivativos;
  • A maneira que o “Beltrano” usou para ficar rico investindo em imóveis;
  • O quanto alguns ativos financeiros, que a gente mal consegue falar o nome e menos ainda entender como eles funcionam, rendem bem mais do que as tradicionais poupança e/ou CDB.

A esta altura já deve ter algum leitor pensando “Poxa vida, este cara escreve sobre finanças pessoais e está prestes a dizer que entender de investimentos não é importante?”. Não me entendam mal, não é exatamente isso. Mas é por aí…

Como assim? Esclareço. A principal mensagem que gostaria de transmitir a vocês é que para o brasileiro médio hoje é mais fácil ficar rico gerenciando bem dívidas e custos financeiros do que rebolando para tentar fazer com que suas aplicações financeiras passem a render 110% do CDI, ao invés de 100%.

Dados do Banco Central apontam aproximadamente 63 milhões de endividados no Brasil. Alguns milhões de pessoas devendo o financiamento imobiliário, com um saldo devedor mediano de R$ 250.000,00 (média), outros tantos milhões financiando veículos, com dívida mediana de aproximadamente R$ 30.000,00.

Pergunto: quantos destas dezenas de milhões de pessoas têm aplicações financeiras em montante superior ou equivalente às suas dívidas? Me arrisco a responder que uma pequeníssima parte. Ou seja, eles têm patrimônio financeiro líquido negativo. Em outras palavras, devem mais do que possuem aplicado.

Daí vem o ponto abordado neste texto de hoje, e que me intriga. Por quê, então, estas pessoas continuam dedicando o pouquíssimo tempo que destinam à gestão de suas finanças para encontrar os “melhores investimentos”?

Financeiramente falando (e pensando em ficar rico), não seria mais vantajoso que eles se dedicassem a tentar reduzir os custos de suas dívidas, passar a dever menos e começar a investir mais? Quem tiver algum palpite e quiser compartilhar com este humilde autor, fique à vontade. Desde já agradeço.

Avatar
Aviso: Os textos assinados e publicados no Dinheirama.com não representam necessariamente a opinião editorial do Blog. Asseguramos a qualquer pessoa, empresa ou associação que se sentir atacada o direito de utilizar o mesmo espaço para sua defesa. Também ressaltamos que toda e qualquer informação ou análise contida neste blog não se constitui em solicitação ou oferta de seu autores para compra ou venda de quaisquer títulos ou ativos financeiros, para realização de operações nos mercados de valores mobiliários, ou para a aplicação em quaisquer outros instrumentos e produtos financeiros. Através das informações, dos materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog, os autores não estão prestando recomendações quanto à sua rentabilidade, liquidez, adequação ou risco. As informações, os materiais técnicos e demais conteúdos existentes neste blog têm propósito exclusivamente informativo, não consistindo em recomendações financeiras, legais, fiscais, contábeis ou de qualquer outra natureza.

Comentários