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Estrangeiros que s√£o MEI aumentam 80% no Brasil em cinco anos

Espero que eu seja inspiração para outras mães e para outras mulheres que desejam empreender no Brasil e no mundo

por Agência Sebrae
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Ser microempreendedor individual (MEI) tem possibilitado que milhares de estrangeiros sejam incluídos produtivamente e, muitas vezes, recomecem a vida no Brasil de maneira formalizada.

√Č o que aponta levantamento realizado pelo Sebrae com os dados do Cadastro de Pessoas F√≠sicas (CPF) e o Cadastro Nacional de Pessoa Jur√≠dica (CNPJ) da Receita Federal.¬†

Atualmente, dos mais de 12 milh√Ķes de MEIs ativos no pa√≠s, 76,8 mil s√£o pessoas de diferentes nacionalidades.¬†

Entre 2019 e 2023, houve um aumento de 79% na formaliza√ß√£o e somente no √ļltimo ano foram contabilizados 2,6 mil novos microempreendedores estrangeiros (alta de 3,5%), de maio de 2023 a maio de 2024.

Nesta terça-feira, 25 de junho, é comemorado o Dia do Imigrante no Brasil.

As pessoas vindas de países vizinhos da América do Sul estão entre as que mais abriram um MEI para poder atuar no Brasil, representando 60,5% do total de estrangeiros formalizados.

Os estrangeiros da Venezuela s√£o quase 16% do total (12,8 mil); seguidos pelos bolivianos, com 13% (9,9 mil); colombianos (7,3 mil) e argentinos (6,3 mil). Haiti (3,6 mil), Uruguai (3,6 mil), Peru (3,3 mil), Paraguai (3 mil), Portugal (2,8 mil) e Senegal (1,8 mil) completam a lista dos primeiros colocados.

As atividades que estão em alta entre os estrangeiros são comércio varejista de artigos do vestuário e acessórios (13,1%), confecção de peças do vestuário exceto roupas íntimas (9,9%), cabeleireiros e outras atividades de tratamento de beleza (6,13%) e atividades de ensino (5,28%), aponta o levantamento do Sebrae.

São Paulo é o estado com mais estrangeiros com o CNPJ de microempreendedor individual ativo, com cerca de 31,3 mil profissionais.

Na sequ√™ncia est√£o os tr√™s estados da regi√£o Sul: Santa Catarina (7,5 mil), Paran√° (7,1 mil) e Rio Grande do Sul (6 mil). Por outro lado, os estados com o menor n√ļmero de empresas de estrangeiros foram o Amap√° (74), Tocantins (116) e o Acre (167).

O Sebrae destaca a resiliência dessas pessoas muitas delas no Brasil na condição de refugiadas e contribui na orientação daqueles que querem investir no seu próprio negócio.

Comércio
(Imagem: freepik/@freepik)

A artes√£ venezuelana Norelis Madriz, que veio para Roraima, em 2019, ap√≥s a grave crise econ√īmica e humanit√°ria em seu pa√≠s de origem, criou a loja ProCriArt Awek√ľ, em Boa Vista, reunindo pe√ßas de 10 artistas e artes√£os venezuelanos e ind√≠genas das etnias Taurepang e Warao.

Para sair da informalidade e abrir um MEI, a venezuelana procurou o Sebrae. ‚ÄúDa√≠ em frente foi incr√≠vel, porque procurei participar de capacita√ß√Ķes e logo passei a ser atendida pelo programa Sebrae Delas. Recebi consultorias em finan√ßas, marketing digital e conheci outras mulheres empreendedoras que, sem d√ļvida, me deram for√ßas para seguir em frente‚ÄĚ, lembra.

N√£o foram s√≥ capacita√ß√Ķes, mas uma esp√©cie de ajuda psicol√≥gica,¬†emocional.

Norelis Madriz, artes√£ venezuelana

Na √ļltima edi√ß√£o do Pr√™mio Sebrae Mulher de Neg√≥cios, em 2023, a empres√°ria ficou em segundo lugar na categoria de microempreendedora individual (MEI).

‚ÄúEspero que eu seja inspira√ß√£o para outras m√£es e para outras mulheres que desejam empreender no Brasil e no mundo‚ÄĚ, afirmou.

Orientação para refugiados

Para estimular o empreendedorismo entre pessoas refugiadas, a Ag√™ncia da ONU para Refugiados (ACNUR) e o Pacto Global da ONU Rede Brasil, com o apoio do Sebrae, criou a plataforma¬†Refugiados Empreendedores, que re√ļne mais de 160 empreendimentos liderados por pessoas refugiadas em todo o pa√≠s.

Eles t√™m dificuldades em encontrar informa√ß√Ķes sobre como abrir e manter um neg√≥cio e como acessar cr√©dito. Al√©m disso, enfrentam, muitas vezes, preconceito, burocracia e sofrem com a falta do dom√≠nio do idioma.

Então, é muito importante ter parcerias com foco na orientação de pessoas refugiadas sobre empreendedorismo.

Vanessa Tarantini, assessora de Solu√ß√Ķes Duradouras da ACNUR

Como se cadastrar MEI

Pessoas de outros países vivendo no Brasil podem se formalizar como microempreendedor individual através da plataforma gov.br. 

Para isso, √© necess√°rio ter Carteira Nacional de Registro Migrat√≥rio ou Documento Provis√≥rio de Registro Nacional Migrat√≥rio ou Protocolo de Solicita√ß√£o de Ref√ļgio, que podem ser solicitados via cadastro no departamento de Pol√≠cia Federal com a indica√ß√£o do n√ļmero de registro.

Estrangeiros que s√£o MEI no Brasil

2019- 42,9 mil
2023- 74,2 mil
2024 ‚Äď 76,8 mil

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