Um dos temas que mais causa medo e revolta nos brasileiros que viveram durante o início da década de 90 foi o confisco de bens promovido pelo governo do recém-eleito Fernando Collor de Mello.

Logo que assumiu a Presidência, Collor e sua equipe econômica, capitaneada pela então Ministra Zélia Cardoso de Melo divulgaram seu plano – que ficou conhecido como Plano Collor I.

No mês de julho, muitas pessoas desconfiadas em relação ao atual cenário econômico do Brasil entraram em contato com a Sandra Blanco, consultora de investimentos da Órama, para saber se existe a possibilidade de novas medidas de confisco de bens.

Será que medidas deste tipo podem ser tomadas novamente por aqui Para ajudar no entendimento do tema e tornar a interação mais agradável, a Sandra preparou um vídeo muito interessante sobre o assunto que você acompanha abaixo:

Mas como foi o confisco de Collor?

Você se lembra ou já estudou o que houve no passado? Viveu nesse período e sofreu com o confisco? Depois de assistir ao vídeo, cabe relembrar algumas medidas que fizeram pare do Plano Collor I, anunciado em 16 de março de 1990, um dia após a posse de Collor (fonte: Wikipédia):

  • 80% de todos os depósitos do overnight, das contas correntes ou das cadernetas de poupança que excedessem a NCz$ 50mil (Cruzado novo) foram congelados por 18 meses, recebendo durante esse período uma rentabilidade equivalente a taxa de inflação mais 6% ao ano;
  • Substituição da moeda corrente, o Cruzado Novo, pelo Cruzeiro à razão de NCz$ 1,00 = Cr$ 1,009;
  • Criação do IOF, um imposto sobre as operações financeiras, sobre todos os ativos financeiros, transações com ouro e ações e sobre todas as retiradas das contas de poupança;
  • Foram congelados preços e salários, sendo determinado pelo governo, posteriormente, ajustes que eram baseados na inflação esperada;
  • Eliminação de vários tipos de incentivos fiscais: para importações, exportações, agricultura, os incentivos fiscais das regiões Norte e Nordeste, da indústria de computadores e a criação de um imposto sobre as grandes fortunas;
  • Indexação imediata dos impostos aplicados no dia posterior a transação, seguindo a inflação do período;
  • Aumento de preços dos serviços públicos, como gás, energia elétrica, serviços postais, etc;
  • Liberação do câmbio e várias medidas para promover uma gradual abertura na economia brasileira em relação à concorrência externa;
  • Extinção de vários institutos governamentais e anúncio de intenção do governo de demitir cerca de 360 mil funcionários públicos, para redução de mais de 300 milhões em gastos administrativos.

Mais dúvidas? Fale com a Sandra

Se você procura opções inteligentes para investir de acordo com seu perfil e objetivos, entre em contato com a Sandra através do canal “Fale Com a Sandra” – é a sua chance de conversar com uma das profissionais mais qualificadas do país. Você poderá tirar suas dúvidas, conhecer ótimos produtos e ainda montar um plano de investimentos. Até a próxima.

Atualização: boatos na internet de confisco na poupança 

A internet tem sido terreno fértil de informações que dariam conta de congelamento de recursos da caderneta de poupança. Para esclarecer o assunto definitivamente, o Ministério da Fazenda divulgou uma nota a imprensa (Clique para ler a nota na integra) afirmando que são improcedentes tais informações e que não existe qualquer possibilidade nesse momento de qualquer risco de confisco de recursos de aplicações financeiras.

Nota: Esta coluna é mantida pela Órama, que contribui para que os leitores do Dinheirama possam ter acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto “Trying to smash piggy bank”, Shutterstock.

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