Comentávamos ainda há pouco sobre rendimentos, taxa SELIC, juros e governo. Há um artigo muito interessante na revista Veja desta semana (edição 2000), entitulado A tese de Dilma, que discorre sobre renda fixa, renda variável e crescimento do país. É uma leitura muito enriquecedora, que apresenta conceitos simples de renda fixa, suas características dentro do conceito nacional de economia e que articula sobre as vantagens das aplicações em renda variável (ações, por exemplo). O autor é o consagrado e brilhante Stephen Kanitz.

De lá: “Se o estado paga 13% ao ano de “renda fixa” para “rolar” a sua dívida, nenhum projeto empresarial com retorno abaixo de 13%, 14% ou até 19% será retirado das gavetas. Nenhum administrador ou empreendedor vai assumir o risco de processos trabalhistas e de consumidores, se o estado oferece 13% ao ano, e sem risco”.

“Eu evito investir em “renda fixa” por uma questão ética. Não me sinto confortável em ganhar dinheiro sem fazer nada, especialmente à custa do povo brasileiro. Sempre fiz questão de investir em ações, gerando crescimento e empregos, correndo o risco da volatilidade da “renda variável”, o que me faz dormir tranqüilo quando recebo meu merecido dividendo”.

Tomei a liberdade de publicar estes trechos na intenção de despertar o interesse de todos em entender melhor estes termos e o funcionamento do mercado como um todo. Comprem a revista, leiam o artigo, tenho certeza de que ele irá aguçar sua vontade em aprofundar seus conhecimentos neste assunto tão importante para sua vida e para o Brasil.

Conrado Navarro
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