Helena comenta: “Navarro, obrigada! O Dinheirama tem mudado minha forma de lidar com o dinheiro e com isso a vida de minha família melhorou muito! Sou divorciada e tenho um casal de filhos, ela com 2 e ele com 5 anos. Quando devo falar sobre dinheiro com eles e como trabalhar o assunto? Obrigada”.

A palavra que mais gosto no contexto da educação financeira é transformação, e depois de 9 anos insistindo e persistindo nesta área concluí que a boa informação transforma muito e melhora a vida de quem demonstra interesse e tem atitude.

O assunto de hoje é especial para mim, pois tenho uma filhota de quase 2 anos e, desde já , incluo o assunto “dinheiro” nas falas e brincadeiras (claro que sem exageros e de forma lúdica e natural).

Noção de valor

A primeira coisa que precisa ficar clara é que não é necessário que os pais sejam experts em finanças para ensinar seus filhos alguma coisa relevante sobre dinheiro. Uma boa notícia, certo?

Basta ser sensato e equilibrado na sua relação com o dinheiro, o que significa tratar o assunto de forma natural com os filhos, explicando a conexão entre trabalho e renda, além de mostrar que são as receitas as responsáveis por proporcionar a capacidade de comprar coisas, como os brinquedos, as roupinhas, pagar a escola, o lanche e etc.

Também é necessário tomar cuidado com a verbalização de certas coisas. Por exemplo, se o filho quer comprar algo que está fora das possibilidades, não diga simplesmente que não tem dinheiro ou que aquilo é muito caro e é coisa para gente rica. Isso vai criando um conceito distorcido na mente da criança.

Prefira explicar que para comprar aquilo, você terá que trabalhar mais e melhor, e que com o passar do tempo isso poderá ser possível. Explique também que no momento não é necessário comprar aquele brinquedo, afinal a criança tem outros em número suficiente para se divertir. Se for comprar algo novo, doe algo que ela já não usa mais.

Com atitudes assim, a criança vai aprendendo duas coisas importantíssimas que evitam que muitas pessoas fiquem arruinadas financeiramente: a saciedade (estar satisfeito com que possui) e a paciência (esperar para comprar no tempo certo). Observe que a saciedade evita o consumismo, enquanto a paciência evita o pagamento de juros.

Quanto antes as crianças entenderem estas duas coisas, mais chances elas terão de criar uma boa relação com o dinheiro. A propósito, criamos um eBook gratuito muito especial sobre isso (veja o link abaixo).

Ebook gratuito recomendado: Como falar sobre dinheiro com o seu filho

A essência do aprendizado infantil

Outra coisa que merece atenção é lembrar-se da forma mais eficiente de educar uma criança, e você certamente já sabe qual é ela: o exemplo. Logo, de nada adianta explicar tudo bonitinho para seus filhos se, na hora de fazer, você partir para algo totalmente diferente do que foi comunicado.

Seus filhos estão de olho em cada movimento seu e, para o bem e para o mal, quanto mais crescerem, mais vão imitá-lo. Assim, seja você também muito zeloso com o que possui. Mostre ao seu filho que os bens adquiridos precisam ser cuidados e mantidos em ordem.

Quando for pedir ao filho para arrumar sua cama e guardar seus brinquedos, aproveite para explicar que isso deve ser feito para que estes objetos não estraguem facilmente e estejam sempre prontos para serem usados novamente.

Cuidado com as barganhas erradas

No dia a dia é muito tentador utilizarmos de chantagens o tempo todo com as crianças para ganharmos tempo. Agindo assim eles executam o que queremos com mais velocidade, mas o efeito colateral pode ser ruim (e perigoso) com o passar o tempo.

Quem nunca ouviu a frase “Só vai brincar depois que comer tudo”? Pois é, mas na minha opinião essa frase não é legal. Normalmente ela é dita quando a criança diz que não quer comer mais, mas ainda há comida no prato.

Mesmo sem querer, você ensina a criança que, mesmo depois dela estar saciada, ela precisa ir além, para então alcançar a “felicidade”, que para ela é ver o desenho na TV ou poder brincar com alguma coisa.

Ao se tornar adulta, essa criança estará sempre buscando mais e mais para “ser feliz”, afinal, ela aprendeu que não basta estar saciada. Ela precisará sempre ter mais. Se você acha que coisas tão “simples” não geram efeitos assim, repense.

Outras dicas importantes

Existem vários outros pontos que merecem atenção, como a questão da mesada, as tarefas “pagas” (que na verdade são obrigações da criança), algumas atividades educativas divididas por faixa etária e algo muito interessante, que é a execução de um planejamento financeiro visando a melhoria da educação dos filhos no futuro.

Falar sobre tudo isso aqui deixaria o texto muito grande, então fizemos algo melhor: escrevemos um eBook gratuito que trata desses temas. O nome é “Como falar sobre dinheiro com o seu filho” (clique aqui para download).

Alguns parágrafos antes, ele apareceu como um material recomendado, mas caso não tenha clicado ainda, faça isso agora (clique aqui). Recomendo que você leia e compartilhe com seus familiares e amigos. É um material simples, objetivo e de leitura agradável.

Conclusão

Ao educar seus filhos desde muito cedo também com conhecimento financeiro, você não só estará ajudando uma pessoa a ter uma vida com mais qualidade, como estará contribuindo com a nação, gerando cidadãos preparados para criar riqueza e envolver outras pessoas neste processo. Você criará alguém capaz de manter uma relação sadia entre trabalho e dinheiro.

Acredite, agindo assim seus filhos serão sempre muito gratos, mas no tempo certo. Desejo sucesso nesta fascinante empreitada. Um abraço e até a próxima!

Conrado Navarro
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