Eu recebo muitas perguntas de clientes através do Fale com a Sandra, o canal de consultoria de investimentos da Órama. Entre tantos e-mails, eu percebo que as dúvidas dos investidores são, em geral, muito parecidas e a cada período econômico ou político podem ser agrupadas por temas. Pensado nisso, selecionei junto com a equipe do Dinheirama três perguntas de leitores que representassem as preocupações atuais e com as respostas decidi criar um post que compartilho com todos agora:

1º Tema: Fim da isenção de imposto nas aplicações de LCI ou LCA

Pergunta enviada pela Renata Santa, que mora em Natal: “Tenho ouvido falar que existe a possibilidade de o governo acabar com a isenção de IR para as Letras de Crédito. O que existe de fato sobre esse assunto?”

Depois que  Joaquim Levy assumiu o Ministério da Fazenda e o governo se comprometeu com o ajuste das contas públicas federais, recebo muitas perguntas como essa. A incidência de imposto de renda sobre as Letras de Crédito aumentaria a receita do governo.

Além disso, existe o descontentamento de muitos agentes do mercado com esse benefício fiscal. A isenção de IR torna a rentabilidade das LCIs (Letras de Crédito Imobiliário) e LCAs (Letras de Crédito do Agronegócio) muito atrativa, o que fez com que muitos recursos de Fundos de Renda Fixa, CDBs e até mesmo títulos do Tesouro migrassem para as Letras de Crédito.

Pelos motivos citados acima, os analistas esperavam que a isenção de IR fosse retirada no pacote de ajuste fiscal que a nova equipe econômica está implementando. No entanto, a discussão parece ter esfriado. No último mês, não ouvi mais nada sobre o assunto.

De toda forma, caso o tema volte à pauta, os investidores que já possuem aplicações em Letras de Crédito devem manter o benefício até a data de vencimento dos títulos.

2º Tema: Preocupações com a economia e preservação de capital

Pergunta enviada por Neiva Lins, que é uma investidora de perfil conservador e mora em São Paulo: “Tenho profunda preocupação em relação à economia do Brasil. Posso estar enganada, mas na minha concepção, teremos muitos anos de crise e acho que o pior ainda pode estar por vir. Qual a melhor maneira de diversificar os investimentos e me preservar?”

Eu espero que a Neiva esteja mesmo enganada. Na Órama nós estamos mais otimistas. A economia global está crescendo e pode ter impactos positivos por aqui. Alguns ajustes fiscais também já estão sendo implantados. Nós vamos ter que apertar os cintos esse ano. No entanto, acredito que em 2016 já poderemos sentir os efeitos das medidas e a melhora no cenário doméstico.

O Brasil possui uma das maiores taxas de juros do mundo. Assim sendo, é um bom lugar para manter dinheiro aplicado em renda fixa,

Dado o perfil bastante conservador da leitora, a maneira ideal de se preservar é diversificar em produtos de renda fixa como Letras de Crédito (LCI e LCA), fundos de referenciados DI com baixa taxa de administração e também títulos do Tesouro atrelados à inflação (Tesouro IPCA + juros semestrais) com vencimento até 2018 ou fundos de inflação que investem nesses títulos.

 3º Tema: Estratégia para comprar dólares para viagem

Pergunta enviada por Leandro Duarte, de Santo André: “Sandra, minha ideia é em 2016 passar 6 meses nos EUA para estudar e conhecer alguns lugares que sonho desde a infância. Estou comprando dólares mês a mês, minha estratégia é correta?”

Nos últimos anos, assim como o Leandro, muitas pessoas têm planejado viagens ao exterior. É comum surgir a dúvida de qual a melhor estratégia para comprar a moeda do local de destino.

O ideal é comprar a moeda estrangeira quando a cotação está mais baixa. Entretanto, é difícil prever qual será o movimento das moedas. Por isso, a estratégia de comprar regularmente é a mais indicada. Dessa forma, quem vai viajar faz a compra por um preço médio.

Espero, com essas respostas, ter ajudado você e muitos outros leitores. Deixo meu convite para você conhecer a Órama e também o nosso blog. Até a próxima!

Nota: Esta coluna é mantida pela Órama, que contribui para que os leitores do Dinheirama tenham acesso a conteúdo gratuito de qualidade.

Foto “Doubt”, Shutterstock.

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