Falências, empreendedorismo e a nossa economiaNação empreendedora que somos – afirmação totalmente minha, faço questão de alertá-lo -, temos bons motivos para comemorar recentes números divulgados pelo Serasa. O Indicador Serasa de Falências e Recuperações, divulgado na semana passada, indica uma queda de 42,1% no número de falências decretadas no mês passado na comparação com o mesmo período do ano passado.

Usando como referência os números publicados na notícia que apresenta o estudo, em julho, 77 empresas faliram contra 133 em julho do ano passado. Os pedidos de falência também recuaram, mas em ritmo mais lento. Caíram 20%, de 229 para 183. São números bastante expressivos, que mostram a resiliência do atual momento econômico brasileiro, forte apesar da alta dos juros e da inflação.

Tem mais. Se considerarmos o primeiro semestre de 2008, veremos que o Indicador Serasa de Falências e Recuperações registrou uma queda de 37,8% na quantidade de falências decretadas na comparação com o mesmo período do ano passado. Os pedidos de falência seguiram a tendência de baixa e diminuíram de 1729, em 2007, para 1353 este ano. Queda de 21,7%. O empreendedorismo[bb] de qualidade agradece, não é?

Que conclusões tirar disso tudo?
Os dados e fatos comprovam que a indústria e o comércio vivem um bom momento. Dados recentes de uma pesquisa da CNI (Confederação Nacional da Indústria) comprovam que o primeiro semestre foi interessante para os grandes grupos industriais e também empresas em geral. Com mais vendas e faturamento crescente, é natural que as finanças das empresas tenham mais chances de se acomodar, o que diminui a possibilidade da empresa “quebrar”.

Além disso, há maior capital disponível para quitar dívidas, seja pelo crédito abundante ou mesmo pela folga no fluxo de caixa[bb]. O consumidor, ponta desta importante cadeia, impulsionou o crescimento econômico através dos reflexos da facilidade na obtenção de crédito e no ligeiro aumento da renda vivido entre meados de 2007 e o início de 2008. É isso mesmo, o país, como um todo, está melhor.

E como fica o segundo semestre?
Os efeitos econômicos normalmente tardam um pouco a aparecer, o que acende uma luz de alerta em relação ao segundo semestre deste ano. Apesar do notório esforço do governo em manter a inflação dentro dos limites da meta, é possível que o reflexo da diminuição do poder de compra e da alta dos preços das matérias-primas e dos juros seja sentido já a partir de agosto.

Portanto, creio que o ritmo mais forte das altas da Selic deve minar um pouco a “energia” das indústrias nestes próximos seis meses. Representantes da indústria também crêem nesta possibilidade de arrefecimento – embora não saibam precisar exatamente como ela deve atingir as empreas -, mas temem também problemas com o escoamento dos grandes estoques formados durante o período aquecido de vendas.

É importante celebrar a melhor realidade econômica do Brasil no primeiro semestre e continuar de olho para que ela se repita ao longo do ano. Vale a estabilidade da moeda, o grande avanço econômico do país em relação ao crédito e também o novo papel do consumidor – agora com mais consciência financeira[bb] (será?). Empresários e empreendedores, parabéns! Brasil, parabéns! Mas o desafio continua…

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Crédito da foto para stock.xchng.

Conrado Navarro
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