Talvez você tenha achado estranho esse título. Eu mesmo achei, e quando fui modificá-lo, pensei melhor e deixei assim mesmo. Apenas coloquei a palavra “planejar” entre aspas.

Falar sobre a morte é um tabu para muitas pessoas. No entanto, quer gostemos ou não, é uma das poucas certezas que temos na vida.

Claro que a ideia deste texto não tem nenhuma relação com um plano de morte. Ao contrário, o foco é na vida, e neste caso, na vida das pessoas que ficam, quando uma fatalidade acontece com aquele que era o principal provedor financeiro da família.

Talvez você conheça a história de algum parente ou amigo, cuja família desfrutava de uma vida financeira equilibrada e confortável. Então, de forma súbita ou não, a morte atinge este, que era o pivô financeiro do lar.

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Duas histórias para nossa reflexão

Eu conheço alguns casos, e me recordo rapidamente de dois. Num deles, uma doença grave foi consumindo a saúde daquele chefe de família. Ele faleceu, e a família ficou praticamente sem recursos financeiros.

Parte do dinheiro havia sido utilizado na tentativa de curar a doença. O restante estava “preso” por não conseguirem pagar os custos do inventário, que é obrigatório e precisa ser aberto em até 60 dias após o falecimento da pessoa.

Noutra situação houve uma morte súbita, também do único provedor financeiro do lar. O abalo emocional foi muito grande, trazendo inclusive outros prejuízos de saúde para o cônjuge que permaneceu vivo.

Ninguém da casa tinha habilidades para gerar uma renda, no curto prazo, que fosse capaz de atender às necessidades básicas daquela família. Por sorte um parente os socorreu com um empréstimo, para desembaraçar o processo de inventário.

Depois tiveram que vender às pressas o único imóvel que possuíam, por um valor muito abaixo do mercado. Então pagaram este empréstimo e ficaram com alguma quantia em dinheiro.

Eles não tinham reservas financeiras para as emergências, e a falta de liquidez imediata dificultou as coisas. Depois, conseguiram se reestruturar, num padrão de vida inferior.O processo demorou quase uma década.

Situações similares estão acontecendo todos os dias. Aquilo que já é muito dolorido se transforma num sofrimento constante, devido à falta de dinheiro.

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Refletindo em vida e “planejando” a morte

Meu objetivo com este texto é que você reflita sobre os impactos que uma doença grave ou que uma morte súbita teria sobre o restante de sua família.

Este é o tipo de coisa que não costuma dar “alertas prévios”. Portanto, precisamos ser maduros, e conversarmos sobre o assunto com nossas famílias enquanto há tempo.

Um provedor do lar que ama sua família, pensará no bem estar dela, até mesmo na sua morte. Hoje temos à nossa disposição alguns instrumentos financeiros capazes de reduzir as consequências do inevitável sofrimento da perda de um ente querido.

Estou falando dos seguros, e em especial, o seguro saúde e o seguro de vida. Aliás, em alguns casos, é possível unir as duas coisas num único produto, a depender da instituição financeira provedora da solução.

Vencendo os tabus e barreiras culturais

Ainda vivemos numa cultura pouco voltada ao seguro de vida. Alguns ficam preocupados com o assunto, pois ao terem um seguro desses, passam a “ter valor” se forem mortos.

Outros simplesmente não se importam, e chegam até a pensar ou dizer “vou estar morto mesmo, que diferença isso vai fazer para mim? Quem ficar vivo, que se vire”…

O seguro de vida é um ato de amor em relação à sua família. Você estará pagando, em vida, para dar um pouco de conforto aos que ficam, quando você partir.

Repito, é algo que precisa ser conversado, estudado, compreendido, e então, em comum acordo, ser contratado. O valor deve ser também definido em família.

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Buscando uma solução equilibrada

O prêmio precisa ser suficiente para arcar com os custos de inventário, deixando ainda alguma folga até a estabilização emocional de todos.

Já o preço mensal, a ser pago pelo seguro, não deve ser um “peso” no orçamento.Não é uma questão nem de “valorizar demais” a morte, nem de ser negligente com o assunto.

O que dever ser feito, como em várias outras instâncias das finanças pessoais, é a busca de um ponto de equilíbrio, que proporcione conforto e segurança.

Considerações finais

Ainda há muito que ser tratado sobre este assunto. O objetivo aqui é lançar o tema para você, que ainda não pensou nisso; ou que até já pensou, mas ainda não tomou nenhuma atitude.

Pode até ser que ao falar sobre o assunto em sua casa, vocês cheguem à conclusão que não farão nenhum tipo de proteção financeira para estas eventualidades.

O importante é estar sempre ciente das consequências das decisões tomadas, avaliando os impactos no curto, médio e longo prazo.

Despeço-me de você, deixando ainda um breve vídeo que gravei sobre o tema. Ele dá alguns insights adicionais sobre o assunto, firmando e complementando o que foi exposto aqui.

Deixo um abraço, e desejo a você e sua família, muita saúde e vida com qualidade!

Giovanni Coutinho
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