Fim da crise e as oportunidades de investimentoSegundo o consultor Stephen Kanitz, o PIB brasileiro não deverá ser negativo neste ano e a confiança do consumidor começa a mostrar sinais de melhora. Embora não caiba a nós discutir se a crise chegou ao fim, todos devem saber que não é o fim da crise que fará com que investir[bb] fique mais fácil. Embora nos últimos meses o noticiário econômico tenha mostrado uma retomada da atividade, o país ainda é dependente da economia mundial, principalmente devido às exportações.

Após líderes do G8 alertarem aos países emergentes que não esperem que os EUA puxem a retomada, investidores devem ficar cautelosos com empresas ligadas a esses setores, principalmente commodities. Ainda que países como a China ainda dêem sinais surpreendentes de crescimento econômico, grande parte dos importadores de matérias primas brasileiras coincide com os mais afetados pela crise.

Uma das melhores conseqüências do aperto de crédito mundial tem sido a política do Banco Central do Brasil em relação às taxas de juros. Após um primeiro semestre de 2008 com todas as atenções voltadas para a inflação cada vez maior, as taxas chegaram ao menor patamar da história, valendo hoje 9,25% ao ano. Isso, somado à políticas fiscais, como a redução do IPI, gerou uma das recuperações econômicas mais rápidas vistas no mundo.

Tomemos a venda de carros como indicador: em junho desse ano as vendas bateram os recordes de julho de 2008 como maior número de carros vendidos num único mês. Essa redução de taxas de juros, ainda que não chegue ao consumidor final no mesmo patamar, proporcionam não só redução no custo para financiamentos, mas também prazos mais longos. Empresas ligadas ao consumo interno devem ter boa recuperação, acompanhando tais incentivos fiscais e monetários.

Como nem sempre é possível agradar à todos, aqueles que investem em renda fixa foram os maiores prejudicados. Com taxas menores, diminuem os rendimentos de fundos de investimento[bb] dessa categoria e de títulos públicos, fazendo com que seja cada vez mais necessário que investidores aceitem um risco maior e migrem para a bolsa.

Da mesma maneira, aqueles que já investem em ações devem tomar decisões cautelosas. A volatilidade das bolsas[bb] ainda é alta, e notícias ruins continuam existindo. Tendo acabado ou não, a crise baixou os preços em geral e criou novas oportunidades de lucro. Basta estudo, paciência e estômago forte para tirar proveito.

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Fred Skwara é investidor e criador do Bússola do Investidor, um portal de investimentos que oferece ferramentas de controle de ações e informação de qualidade sobre a bolsa de valores.

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