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Agência Fitch reduz nota de crédito do Brasil

por Redação Dinheirama
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A agência Fitch cortou a nota do país de BB+ para BB, dois degraus abaixo do grau de investimento, e com viés negativo. Dessa forma, a agência deixou clara a perspectiva de uma nova queda.

Esse foi o terceiro rebaixamento do Brasil apenas este ano – as agências Standard & Poor’s e Moody’s já haviam feito o mesmo em Fevereiro. Mas, diferentemente do que fez nas duas quedas anteriores em sua gestão, o ministro da Fazenda, Nelson Barbosa, preferiu não comentar o rebaixamento.

A decisão da Fitch fez o Brasil retroceder ao mesmo patamar que tinha em 2006. A agência ressaltou, na justificativa para a queda, que o Brasil continua enfrentando um ambiente político muito desafiador. “A baixa popularidade e o processo de impeachment da presidente, a expansão do alcance das investigações de corrupção da Lava Jato e os protestos nas ruas contaminaram o ambiente político”, disse à agência.

Quem fica no lugar de Cunha?

Com o afastamento de Eduardo Cunha, começam as articulações em torno do que acontecerá com a presidência da Câmara. A princípio, o vice-presidente da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP), assumiu a vaga, mas a sua permanência no cargo é incerta.

Os principais partidos de oposição (PSDB, DEM, PPS e PSB) divulgaram nota exigindo novas eleições, apesar de o entendimento da área técnica da Casa defender que o afastamento não gera a chamada “vacância do cargo”, necessária para a realização de um novo pleito.

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Alexandre de Moraes no Ministério da Justiça

O secretário de Segurança Pública do Estado de São Paulo, Alexandre de Moraes, deverá ser escolhido pelo vice-presidente Michel Temer para ocupar o Ministério da Justiça, caso o senado confirme o afastamento da presidente Dilma Rousseff da presidência. Moraes era cotado para comandar a Advocacia-Geral da União (AGU), mas a tendência é que Temer o desloque para a Justiça.

Recordes de saque na poupança

O volume de recursos que os investidores sacaram da caderneta de poupança em abril, já descontadas as aplicações, foi de R$ 8,246 bilhões. Segundo dados do Banco Central, a retirada é recorde para o mês e o maior saque em 21 anos de registros.

Mercado financeiro

O mercado financeiro ainda reflete as incertezas políticas após o afastamento do presidente da Câmara Eduardo Cunha. Se sob o ponto de vista ético, Cunha representava um enorme estorvo para o início de um novo Brasil, Cunha representava para o provável governo Temer a garantia de aprovação de projetos tidos como polêmicos.

O Ibovespa, principal benchmark da Bolsa de Valores de São Paulo, operava às 11h37 em alta de +0,67% com 52.019 pontos. Já ó dólar, caía -0,32% negociado por R$ 3,53.

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