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Fleury tem lucro de R$ 81,3 mi no 4º tri e fecha ano com salto em receita

Na base "pro forma", a receita bruta de unidades de atendimento mostrou expansão de 4,6%, com a marca Fleury registrando alta de 4,6%

por Reuters
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O Fleury (FLRY3) teve um lucro líquido de 81,3 milhões de reais no quarto trimestre do ano passado, conforme dados divulgados nesta quinta-feira pelo grupo de medicina diagnóstica, um salto de 162,6% em relação ao mesmo período de 2022, em meio a forte crescimento de receitas na esteira da captura dos resultados do Instituto Hermes Pardini.

De outubro a dezembro, a receita líquida somou 1,7 bilhão de reais, um aumento de 52,9% ano a ano. Em uma base “pro forma”, não auditada e que considera os ativos do Pardini, que passaram a entrar nas demonstrações da companhia em maio de 2023, a receita cresceu 4,9% uma desaceleração ante a alta de 11,8% no terceiro trimestre.

A presidente do Fleury, Jeane Tsutsui, explicou que o desempenho dos últimos meses de 2023 reflete sazonalidade típica do quarto trimestre, em razão de feriados. “Mas ainda é um resultado muito saudável”, ressaltou à Reuters, destacando crescimento em todas as marcas do grupo, que é dono da rede da bandeira homônima e outros selos como a+.

Na base “pro forma”, a receita bruta de unidades de atendimento mostrou expansão de 4,6%, com a marca Fleury registrando alta de 4,6%, as demais marcas SP crescendo 10,3%, as marcas de Minas Gerais aumentando 6,3%, as marcas do Rio de Janeiro mostrando elevação de 1,7% e as marcas regionais tendo um acréscimo de 0,5%.

O resultado também mostrou que houve um aumento “pro forma” de 10,9% no atendimento móvel, representando 7,1% da receita, enquanto os “novos elos” tiveram uma expansão orgânica de 12%, com destaque para infusões e ortopedia.

A executiva chamou a atenção para a performance operacional medida pelo Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização), que cresceu 61,7%, para 375,8 milhões de reais na base contábil, com a margem passando de 20,9% para 22,1%, o que mostra a “diligência com custos e despesas” do grupo. Na base “pro forma”, o Ebitda aumentou de 10,6%.

Projeções compiladas pela LSEG apontavam lucro líquido de 89,13 milhões de reais no quarto trimestre, Ebitda de 392,39 milhões de reais e receita de 1,763 bilhão de reais.

As despesas gerais e administrativas do grupo cresceram 19,2% no quarto trimestre em relação ao mesmo período do ano anterior, para 139 milhões de reais, mas como percentual da receita liquida passou de 10,5% para 8,2%.

(Imagem: Reprodução/Fleury/ Site Oficial)
(Imagem: Reprodução/Fleury/ Site Oficial)

Na versão pró-forma, caiu 3,3% no resultado nominal, também mostrando melhora como percentual da receita, que era 8,8% um ano antes.

A geração de caixa operacional no quarto trimestre alcançou 423,9 milhões, uma elevação de 53,9% quando comparada com o mesmo período de 2022. No final de dezembro, a alavancagem considerando a métrica dívida líquida/Ebitda ficou em 1,2 vez.

Em todo o ano de 2023, o Fleury alcançou um lucro líquido de 423,8 milhões de reais, uma alta de 37,6% em relação ao 2022, enquanto a receita líquida avançou 45%, para 6,47 bilhões de reais, com o Ebitda somando 1,59 bilhão de reais (+33,8%).

Tsutsui enfatizou que 2023 foi um “ano histórico para o grupo Fleury”, da combinação de negócios (com o Pardini). “Nós temos uma estrutura de capital robusta, uma estratégia muito bem definida e com uma execução muito adequada para capturar as oportunidades em 2024”, afirmou.

Sinergias, M&A

A CEO reiterou a previsão do grupo de que a combinação dos negócios com o Pardini – anunciada em meados de 2022 mas concluída no final de abril de 2023 – deve gerar um incremento de Ebitda anual entre 200 milhões e 220 milhões de reais, com a captura das sinergias em torno de 95% em até três anos após a conclusão da operação.

“Neste momento, não temos perspectivas de mudança… Temos vários pontos que mostram que essa sinergia está acontecendo…dentro do planejado, do que apresentamos para o mercado”, afirmou.

O processo de integração com o Pardini não é visto pela companhia como um inibidor de novas operações de fusões ou aquisições (M&A na sigla em inglês).

“Logicamente que operações transformacionais são mais difíceis, demoram mais tempo, são mais complexas, mas a nossa análise do mercado em termos de oportunidade de M&A continua”, afirmou o diretor-executivo de finanças , José Antonio Filippo. “A área de M&A continua ativa e trabalhando.”

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