Home Economia e Política Foco na crise? Sim ou não (e que atitude tomar)?

Foco na crise? Sim ou não (e que atitude tomar)?

por Leandro Mattera
3 min leitura

De um lado, muitas pessoas estão alertando para a gravidade catastrófica da crise econômica e política no Brasil, que está cada vez mais intensa. Por outro caminho, há aqueles que negam ou preferem ignorar a crise, alegando que tudo é uma questão de mentalidade e os pensamentos devem ser direcionados para as oportunidades existentes.

No meio de tanto “tiroteio”, quem está com a razão?

Antes de discutir o tema, gostaria de comentar que, na pequena rua onde eu moro, está ocorrendo uma fase impressionante de construção, com cinco casas sendo erguidas e duas sendo reformadas.

Agora, será que uma visão tão restrita poderia me credenciar a escrever algo perguntando, com arrogância e presunção: “Cadê a crise?”. Embora muita gente esteja fazendo exatamente isso, a resposta certamente é negativa – isso porque esse comportamento seria baseado numa perspectiva muito limitada.

Por isso, antes de darmos atenção para quem está defendendo algum posicionamento no contexto atual, é necessário parar e analisar os dados e pontos de vista de forma abrangente (lembrando que, em muitos casos, há interesses ocultos por parte de quem ergue bandeiras, principalmente com a intenção de usá-las para tapar os olhos dos demais).

Desse modo, para quem procura pensar e agir com seriedade, a atitude essencial é procurar a verdade, mesmo sabendo que, no mundo atual, a maioria das pessoas está buscando simplesmente “mentiras reconfortantes”.

Dessa forma, considerando que os leitores do Dinheirama.com são inteligentes e bem informados, vamos partir do pressuposto evidente de que estamos realmente numa crise sem precedentes.

Os indicadores econômicos, notícias e análises (realizadas com seriedade) estão à disposição para mostrar essa realidade e, indo além, claramente não há nenhum sinal objetivo e concreto de que haverá uma melhora nos próximos meses e anos, caso o atual arranjo seja mantido.

Levando em conta as teorias que analisam mais profundamente os ciclos econômicos, percebe-se que o Brasil ainda tem muito a colher em relação aos equívocos que foram plantados. Até por conta disso, na minha visão, estamos diante de uma situação de colapso.

De certo modo, a seguinte afirmação do presidente do Grupo Ultra, Paulo Guilherme Aguiar Cunha, em recente entrevista ao Estadão, resume bem o momento vivenciado pelos brasileiros: “Eu já vi o País parado e assustado em muitas crises, mas nunca o vi tão sem esperança como vejo hoje”.

Agora chegando ao ponto central deste artigo: se existe uma crise tão séria ocorrendo, o que você deve fazer? Para onde direcionar o seu foco em meio ao caos vigente?

Foco interno e externo (algo de que muitos se esquecem)

Como diz Daniel Goleman, no seu livro “Foco”, a “atenção, do latim attendere, entrar em contato, nos conecta ao mundo, moldando e definindo nossa experiência”.

Na mesma obra, comentando sobre a tríade do foco composta pelo foco interno, pelo foco no outro e pelo foco externo, temos a seguinte lição fundamental:

“O foco interno nos põe em sintonia com nossas intuições, nossos valores principais e nossas melhores decisões. O foco no outro facilita nossas ligações com as pessoas das nossas vidas. E o foco externo nos ajuda a navegar pelo mundo que nos rodeia. Um líder fora de sintonia com seu mundo interno será um desorientado, um líder cego para o mundo dos outros será um desinformado; os líderes indiferentes aos sistemas maiores dentro dos quais operam serão pegos de surpresa”.

Considerando esses ensinamentos, fica clara a importância de equilíbrio envolvendo nosso foco, que deve ser mais amplo do que normalmente as pessoas imaginam.

Para exemplificar na prática, pensando no assunto deste texto, o comportamento mais interessante no momento atual é o de procurar entender e acompanhar com efetividade o cenário crítico envolvendo o Brasil, agindo e tomando as atitudes que estiverem ao seu alcance para colaborar nas (mais do que) necessárias mudanças.

Lembre-se de que “ser omisso” é algo triste e lamentável, o que pode ser resumido na seguinte frase de Dante Alighieri: “No inferno os lugares mais quentes são reservados àqueles que escolheram a neutralidade em tempo de crise”.

No entanto, ao mesmo tempo em que analisa e participa das ações relacionadas com o ambiente em que você vive, é essencial manter em ótimas condições o seu foco interno e poder de ação.

Nesse sentido, merecem ser ouvidas as pessoas que estimulam e inspiram atitudes para que, na sua vida pessoal, você não fique abatido pela crise.

Mais do que isso, o momento requer energia e visão em dose extra, para enxergar perigos, buscar as melhores alternativas e criar as oportunidades para superar os desafios crescentes. Independentemente dos rumos do Brasil, a sua vida continua e sempre existirão possibilidades positivas a serem desenvolvidas.

Como exemplo, o mercado digital brasileiro permanece com boas perspectivas e há inúmeros casos de empresas e empreendedores que estão crescendo nos nichos existentes nesse ramo.

Como disse o admirável empresário e autor Flavio Augusto, do canal Geração de Valor:

“As oportunidades são incontáveis no mercado. Na crise, ainda mais, pois esta afasta os que têm medo de navegar em mares revoltos. A concorrência diminui, mas diferentemente do que se pensa, ainda há muito peixe neste mar. (…)

Dias de ventos, chuva e ondas assustadoras são o terreno fértil para quem não se intimida com a dissolução das zonas de conforto. Ao contrário, essa é a hora em que as cartas são redistribuídas no jogo e que a riqueza muda de mão e os que confiavam em sua aparente estabilidade veem seus castelos desmoronando diante de seus olhos”.

Portanto, o momento é de manter olhos e ouvidos atentos, mas continuando com a mão na massa. Não seja como determinados venezuelanos que, no passado, acreditaram que a crise seria passageira e, agora, afundam severamente por não terem se preparado.

Conclusão

Diante da gravidade extrema da situação econômica e política do país, é importante que você se mantenha informado e atento a conteúdos relevantes produzidos por fontes confiáveis.

O monitoramento precisa ser constante, para evitar amargas surpresas e, principalmente, para atuar nos momentos em que for preciso. Engana-se quem pensa que surgirão soluções sem iniciativas efetivas dos indivíduos e empresários.

Simultaneamente, nos seus projetos, planos e ações na vida pessoal e profissional, deve ser preservada a capacidade de ser otimista e ter atitudes para criar e aproveitar oportunidades. Como já dizia Hellen Keller: “O otimismo é a fé que leva à realização. Nada pode ser feito sem esperança ou confiança”.

Não ignore a crise, mas não se entregue a ela. Algumas pessoas oferecerão oportunidades e outras as aproveitarão. Finalmente, recordando, de novo, das lições do Flávio Augusto, vale prestar atenção neste pensamento que resume tudo que foi falado até aqui:

“Não entre na pilha dos que entram em desespero correndo de um lado para o outro, achando que agora é o fim. Por isso, não negue a tempestade, porque ela de fato está aí, mas navegue com coragem e visão em busca de seus projetos, porque é justamente entre a noite escura e o dia que está preste a chegar que, em meio a escuridão, a sua hora vai chegar… se você navegar com visão, coragem e competência”.

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PPS: Para trazer uma motivação adicional para quem está enfrentando as dificuldades com a crise do Brasil, gostaria de compartilhar uma das melhores entrevistas que eu já vi na vida. Ela foi gravada com o Dr. Viktor Frankl, psicólogo sobrevivente de Auschwitz, tratando do assunto relativo a como superar as mais sérias adversidades. A primeira pergunta é justamente “Por que certas pessoas são fortes e conseguem superar os seus problemas e outras não?”. Assista abaixo:

Obrigado pela atenção, forte abraço e até a próxima!

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Foto “Standing woman”, Shutterstock.

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