Augusto comenta: “Navarro, o que você pensa sobre trabalhar como freelancer? É só uma maneira bonita de dizer que estamos ‘fazendo um bico de trabalho’ ou tem algo mais que não consigo enxergar? Estou desempregado e buscando alternativas”.

Gostei da expressão “bico”, embora o trabalho autônomo não tenha necessariamente que ser um “bico” – e para muitos profissionais não é, nem nunca será.

O freelancer trabalha sem vínculo específico, podendo prestar serviços de forma deliberada para diferentes empresas e clientes. Na boa, acho isso sensacional.

Temos muitos termos pejorativos para explicar certos trabalhos. Alguns inclusive com viés negativo; mas quando o assunto é trabalhar de forma honesta para defender a renda familiar, pouco importa o nome que utilizamos.

No fim, é trabalho, é geração de renda, algo fundamental para a manutenção da qualidade de vida.

Leitura recomendada: Vida de freelancer: primeiros passos para começar a ganhar dinheiro

O trabalho do freelancer

Vivemos em um país onde as pessoas são viciadas em empregos, e não em trabalho.

Temos culturalmente uma visão de que emprego de carteira assinada é algo muito melhor do que trabalhar por conta própria – o que, no senso comum, parece ser algo de menor valor, inferior, coisa para “pessoas instáveis” e por aí vai.

São apenas conceitos que foram perpetuados de geração em geração e que não fazem sentido. Ao analisar este assunto em detalhes, percebemos que há inúmeras vantagens em se trabalhar por conta própria.

Ok, também preciso alertá-lo para uma visão romântica distorcida que acompanha os pensamentos de quem numa trabalhou assim.

Desenvolver atividades como freelancer é trabalhar com suas habilidades pessoais de forma autônoma, sejam elas na prestação de serviços ou na fabricação ou revenda de produtos.

O “freela” se auto emprega em várias empresas, inclusive ao mesmo tempo, e/ou pode desenvolver projetos pontuais, atendendo a cada um de seus clientes de forma independente.

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Vantagens e desafios

O freelancer consegue desenvolver suas atividades em horários mais flexíveis, permitindo dedicação intensa em projetos que demandem mais energia e menor prazo de atuação.

Isso acaba por aumentar sua valorização quando seus resultados são bons. Agilidade com qualidade sempre foi uma combinação muito desejada pelos contratantes.

Também é possível ao freelancer desfrutar de dias com menor demanda para cuidar de assuntos pessoais com muito mais facilidade do que as pessoas que possuem empregos tradicionais.

Reforço novamente: não é fácil administrar tanta “liberdade”. Temos uma “coisa” ruim em nossa cultura que é o desejo absurdo de querer buscar atalhos e trabalhar pouco e ganhar muito.

Assim, muita gente parte para o modelo freelancer pensando que as coisas vão ficar mais fáceis que em um emprego de carteira assinada. Cuidado, pois as coisas não funcionam assim.

Administração do tempo, dos recursos financeiros, do volume de trabalho, das reuniões com os possíveis clientes, aprender técnicas de vendas, marketing para promoção do seu trabalho e definição do pró-labore de modo a não ferir o fluxo de caixa dos negócios, são apenas algumas de várias outras questões desafiadoras para quem trabalha por conta própria.

Como ter sucesso como freelancer? 

Essa é a parte mais importante deste texto, pois agora que entendemos que ser freelancer pode significar uma saída muito interessante quem precisa gerar renda, seja por estar desempregado ou por desejar essa liberdade com responsabilidade, precisamos ficar alertas para alguns pontos importantes para ter sucesso nesta empreitada:

  • Identifique seu potencial. Será que você tem mesmo habilidades que fazem sentido para mais pessoas e empresas? Quanto este potencial pode mudar os negócios que já existem?
  • Faça uma pesquisa prévia da sua área de atuação. Outros profissionais atuam no mesmo segmento? Como precificam seus trabalhos? O que você pode fazer de diferente?
  • Primeiros passos, primeiros “jobs”. Respeite e valorize muito todo cliente, principalmente o primeiro, afinal ele será sua referência para conseguir novos trabalhos;
  • Seja organizado para começar bem. É muito fácil acostumar-se com a falsa sensação de controle e liberdade, portanto atue de maneira a manter uma agenda;
  • Organize seu espaço de trabalho e tenha um plano B. As coisas podem dar errado e o trabalho autônomo pressupõe uma renda variável, portanto atenção ao fluxo de caixa;
  • Dinheiro barato x Bom dinheiro. Cuidado com a tentação de cobrar barato demais e atenção também para o perigo de não fechar nada porque a percepção de valor do cliente não condiz com a realidade do seu trabalho;
  • Organize as suas finanças. Dinheiro é importante e ponto final. Se você depende de seu próprio esforço para gerá-lo, é ainda mais importante gerenciá-lo de forma eficiente;
  • Poupe para os meses de aperto. Sua renda vai variar bastante, portanto tenha uma reserva de emergências;
  • Seja perseverante. Não vai ser fácil, como nunca foi mesmo. Insista. Persista. Resista. Vença!

Cada um destes pontos precisa ser analisado em mais detalhes, e, para isso, o Dinheirama disponibiliza para você um e-book gratuito e completo, com tudo isso e muito mais.

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Conclusão

Você pode encarar um trabalho por conta própria como sendo um “bico” ou pode se ver como um freelancer. Seja lá qual palavra você escolha para isso, o importante é nunca esquecer que o trabalho honesto é fonte de riqueza.

Mais do que isso, o dinheiro é um importante instrumento de liberdade que, se bem utilizado, irá melhorar a sua qualidade de vida. Um abraço e até a próxima!

Conrado Navarro
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