Home Comprar ou Vender Gestora Grão segue método simples e bate todo o mercado; conheça a estratégia

Gestora Grão segue método simples e bate todo o mercado; conheça a estratégia

"Ao longo do ano, quando o mercado foi caindo, a gente foi recomprando e comprando mais barato", explica o head de gestão

por Gustavo Kahil
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Um método simples de alocação nos mercados e o respeito a ele pode gerar ganhos acima da média do mercado, e até a liderança. Isto foi o que aconteceu com a gestora Grão, a primeira do ranking dos fundos multimercados macro/multiestratégia em 2023.

“Enquanto a maioria busca o ‘market timing’, ou seja, tentar acertar o momento de compra dos ativos, nós acreditamos numa alocação estrutural diversificada, por essência, com rebalanceamento contínuo”, explica o head de alocação da Grão, Victor Oliveira.

Ele segue os princípios da metologia ARCA (veja abaixo), seguida pelas empresas do Grupo Primo, de Thiago Nigro, do qual a Grão faz parte.

“A ARCA se prova ótima em cenários de crise, quando protege o capital do investidor. Foi o que ela fez no ano passado, quando as quedas foram bem abaixo do que na concorrência. Ou seja, foram mais controladas e lateralizadas do que caindo de fato”, pontua Oliveira.

Victor Oliveira
Head de alocação da Grão, Victor Oliveira (Imagem: Divulgação/ Grão)

Em um momento em que a Bolsa está positiva, a Grão está sempre alocada com 30% de bolsa brasileira e 20% de bolsa internacional.

“Em especial, a gente surfou muito bem os meses de novembro e dezembro, quando os mercados estavam muito otimistas. Isso porque ao longo do ano, quando o mercado foi caindo, a gente foi recomprando e comprando mais barato”, completa Oliveira.

O que é o método ARCA de investimentos?

A sigla “ARCA”, que nomeia a metodologia, é o acrônimo de quatro classes de ativos:

A – Ações Brasileiras

R – Real Estate (ou mercado imobiliário)

C – Caixa

A – Ativos Internacionais

A ideia dessa metodologia é diversificar a carteira de investimentos com essas quatro classes de ativos. É importante entender que cada um dos quadrantes da ARCA tem um peso na carteira. Saiba mais sobre cada uma delas:

Ações brasileiras

Parte da carteira que expõe o investidor ao mercado brasileiro para que seja possível aproveitar seu potencial de ganhos.

Real Estate

Parte da carteira que expõe o investidor ao mercado imobiliário, explorando o ganho financeiro dessa área e aproveitando as opções com mais rentabilidade no longo prazo.

Caixa

Parte da carteira que expõe o investidor aos ativos de maior segurança. Assim, é possível ter mais sanidade quando tiver dinheiro disponível para aproveitar oportunidades inesperadas e para passar por dificuldades.

Ativos Internacionais

Parte da carteira que expõe o investidor ao mercado internacional e ativos estrangeiros, especialmente os atrelados ao dólar. Assim, é possível diversificar a carteira e aproveitar oportunidades globais.

Definição das porcentagens no Método ARCA

Cada classe de ativos deve representar, inicialmente, 25% de sua carteira de investimentos. Assim, com a separação das classes em partes iguais, é possível deixar a carteira bem diversificada. 

Porém, esse número não deve ser seguido, necessariamente, à risca. O ideal é que nenhuma das classes esteja abaixo de 15% nem muito acima de 40% para que você não perca a diversificação da carteira.

Além disso, também é recomendado que haja diversificações dentro de cada classe de ativos. Mas, é preciso tomar cuidado para não ter mais de 15 ativos diferentes no total da carteira, para que você consiga se dedicar a cada um deles e analisá-los individualmente.

Dessa forma, pode-se escolher entre os seguintes ativos em cada classe:

  • Ações Brasileiras: Ações, ETFs e Fundos de Ações ou Multimercado;
  • Real Estate: Fundos Imobiliários e outros investimentos deste mercado;
  • Caixa: Investimentos e fundos de investimento em renda fixa com alta liquidez;
  • Ativos Internacionais: Ações no exterior, BDRs, ETFs, Fundos Cambiais e Fundos de Investimento no Exterior.

Rebalanceamento dos quadrantes

Com o tempo, é natural que a porcentagem de aplicações em cada quadrante sofra alterações. Ou seja, um ativo que compõe 25% de sua carteira pode passar a compor 30% ou 20%. Nesse momento, é preciso fazer o rebalanceamento de sua carteira.

Este é um dos conceitos mais importantes da metodologia. Periodicamente, é preciso redistribuir as aplicações de sua carteira de investimentos para que, no final do período, cada quadrante possa atingir os 25% de aplicações ideais.

A lógica é a seguinte: quando um dos grupos de ações está em baixa, ele também representará menos de 25% de sua carteira. Mas, quando você fizer o rebalanceamento, poderá comprar as ações por um preço mais baixo e ter retornos maiores no longo prazo.

Comprar as ações dos quadrantes que estão em desvalorização é uma forma de se manter comprando os ativos mais baratos. Ao mesmo tempo, você poderá vender os ativos mais caros e ter um bom retorno no longo prazo.

Dessa forma, o método ARCA se mostra uma maneira prática de ganhar dinheiro de forma inteligente. Dessa forma, é possível chegar mais perto de sua independência financeira.

Por que essa estratégia é promissora no longo prazo?

Comprar ações que estão em desvalorização é uma forma de conseguir ativos por um valor mais baixo. Ao mesmo tempo, fazer o movimento de venda das ações mais caras é uma maneira de conseguir bons lucros. Dessa forma, sua renda se mantém em constante crescimento.

Porém, esse tipo de estratégia exige alguns cuidados:

  • Mantenha-se atualizado em relação à sua carteira e ativos para acompanhar suas alterações e traçar novas estratégias para aproveitar as oportunidades;
  • Não negligencie nenhum aspecto do método ARCA de investimentos;
  • Dedique-se e estude sobre todos os seus ativos antes durante e também depois de comprá-los.

Também é preciso ter atenção para que cada ativo seja trabalhado tanto individualmente quanto em grupo. Dessa forma, você poderá ter mais controle sobre suas finanças e oportunidades de forma realista e completa.

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