Grau de Investimento: foco na estabilidade econômica do BrasilOntem, o Brasil foi promovido ao grau de investimento pela agência de rating Moody´s. Particularmente, vejo a notícia com muito otimismo. É bem verdade que, em termos de valorização dos ativos no mercado de ações[bb], não devemos exagerar no tom, afinal é notório que a valorização do Ibovespa nos últimas semanas dá a exata impressão de que esse grau de investimento já estava precificado.

Entretanto, se analisarmos friamente os aspectos econômicos do país perceberemos que o Brasil não é mais um país imprevisível para o mundo e que seus fundamentos estão em patamares muito sólidos. E quem vive e afirma isso são os gringos: os estrangeiros já trouxeram para a Bovespa cerca de R$ 16,1 bilhões em 2009 (líquido), o melhor ano da história e com um significado importante, afinal o mundo dá os primeiros sinais de que a crise (a maior desde 1929) está ficando para trás.

A entrada de dólares no país refletiu-se também na cotação do Real: ontem a cotação da moeda brasileira chegou ao menor patamar do ano, com o dólar sendo negociado a R$ 1,798, acumulando uma depreciação de 22,96% em 2009. O grau de investimento concedido ao Brasil pela Moody´s é o terceiro que o país recebe. No ano passado, já havíamos recebido a mesma “honraria” das agências Standard & Poor´s e Fitch.

“A elevação reflete o reconhecimento pela Moody’s de que a capacidade de absorção de choques, incluindo a capacidade de resposta das autoridades, aponta para uma melhora significativa do perfil de crédito soberano do Brasil” – Mauro Leos, analista-chefe para o Brasil da agência Moody’s.

Conheça as notas e escalas das agências de rating:

Classificação de Risco - Agências de Risco

Nem só de boas notícias vivemos…
Se existem boas noticias que devem e merecem ser destacadas, também temos grandes desafios[bb] para o futuro. Um deles é a Previdência Social. De janeiro a agosto de 2009 foi registrado um déficit de R$ 29,9 bilhões. Um crescimento nos gastos de 14,8% ante o mesmo período de 2008.

Outro ponto a se considerar é o excessivo aumento dos gastos públicos para sustentar o funcionamento da máquina governamental. Gastamos muito e muito mal. Se observarmos a qualidade dos serviços oferecidos a população e da infraestrutura, a sensação é ainda pior.

Otimismo em gotas
Reforço minha expectativa positiva baseando-a em dados da pesquisa Serasa Experian de Expectativa Empresarial, realizada em 1.011 empresas de diversos setores e tamanhos em todo o país. Essa pesquisa mostra que 73% dos empresários esperam um faturamento maior em 2010.

Cabe lembrar que o ano que vem será um ano peculiar, já que teremos eleições presidenciais e os possíveis desdobramentos da crise – que pode ainda causar altos e baixos no mercado financeiro e na economia mundial. Os fundamentos da economia[bb] foram (serão?! estão sendo?!) testados e, pela primeira vez na recente história da democracia brasileira, a economia parece estar blindada das barbaridades políticas.

O final de 2009 promete estar recheado de acontecimentos: novas ofertas de ações (IPOs) e emissões secundárias. Será que já estamos colhendo os benefícios de uma economia estabilizada? Será?

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Ricardo Pereira
é educador financeiro e palestrante, trabalhou no Banco de Investimentos Credit Suisse First Boston e edita a seção de Economia do Dinheirama.

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Ricardo Pereira
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