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Hapvida: Goldman Sachs eleva recomendação para compra

Estratégia de verticalização da Hapvida, que visa integrar serviços de saúde em uma única operação, está começando a mostrar resultados

por Gustavo Kahil
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O Goldman Sachs elevou a recomendação das ações da Hapvida (HAPV3) de “neutra” para “compra”, mostra um relatório divulgado a clientes na noite desta terça-feira (21). A decisão é fundamentada na crescente confiança do banco na capacidade de recuperação da empresa e na melhoria das perspectivas competitivas no setor de saúde no Brasil.

A recomendação acompanha uma revisão do preço-alvo para os próximos 12 meses, que passou de R$ 4,90 para R$ 5,70, indicando um potencial de valorização de 25,3% em relação ao preço atual de R$ 4,55.

Segundo os analistas Gustavo Miele e Emerson Vieira, responsáveis pelo relatório, a Hapvida demonstrou uma combinação favorável de melhorias na lucratividade, adições líquidas de beneficiários e geração de fluxo de caixa no primeiro trimestre de 2024, o que fortalece a confiança no sucesso da estratégia de recuperação da empresa.

Operação verticalizada

Os analistas destacaram que a estratégia de verticalização da Hapvida, que visa integrar serviços de saúde em uma única operação, está começando a mostrar resultados positivos.

A redução dos custos unitários, observada pelo segundo trimestre consecutivo, é um indicativo importante da eficácia dessa abordagem. Além disso, a empresa espera uma margem EBITDA ajustada de 14,9% em 2025, superior à previsão anterior.

Outro fator que contribui para a recomendação positiva é a perspectiva de um ambiente competitivo mais racional. De acordo com o relatório, a Hapvida pode se beneficiar do cenário desafiador enfrentado por concorrentes, principalmente em um ambiente de restrições de caixa. Essa situação pode resultar em um aumento no número de beneficiários, conforme evidenciado pelas tendências positivas de adições brutas da empresa.

Hapvida: margens maiores

A Goldman Sachs também revisou suas estimativas de receita e lucro para a Hapvida. As novas projeções para 2025 indicam uma receita de R$ 31,484 bilhões e um lucro líquido ajustado de R$ 2,148 bilhões, o que representa um aumento de 8% em relação às previsões anteriores.

A expectativa de uma recuperação operacional mais rápida e melhores resultados financeiros, impulsionados por um processo de desalavancagem mais eficiente, foram citados como fatores principais para essa revisão.

A recomendação de compra considera ainda a estabilidade das tendências de custos unitários, que cresceram abaixo da inflação, e a diluição das despesas administrativas e gerais (SG&A). Esses elementos, combinados, sugerem uma melhoria contínua na margem de lucro da empresa nos próximos anos.

No entanto, os analistas alertam para possíveis riscos, como uma piora nas condições macroeconômicas, que poderia afetar o crescimento de beneficiários. Além disso, possíveis atrasos na integração de subsidiárias adquiridas podem comprometer os ganhos de sinergia esperados. A Goldman Sachs também destacou que a regulamentação e o comportamento dos pacientes podem impactar os custos unitários e a competitividade da empresa.

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