A Inteligência Artificial (IA) não pode ser utilizada em recomendações de investimentos sem a supervisão humana, informou a Apimec Brasil em uma nova diretriz divulgada nesta quinta-feira (6) que estabelece boas práticas para o uso da tecnologia na elaboração de relatórios de análise de valores mobiliários.
“A IA não deve ser usada para gerar recomendações automáticas ou relatórios sem supervisão humana”, destaca Bruno dos Santos Fernandes, superintendente de autorregulação da APIMEC Brasil. “A verificação dos dados por um analista é essencial para assegurar a confiabilidade e a transparência das informações”.
Segundo ele, a medida visa garantir que a IA seja utilizada como uma ferramenta de apoio aos analistas, sem substituir o julgamento humano. A diretriz está alinhada à Resolução CVM nº 20/2021 e ao Código de Conduta da Apimec.
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De acordo com as normativas vigentes, ‘relatório de análise’ refere-se a quaisquer textos, estudos, relatório de acompanhamento ou análise sobre valores mobiliários específicos ou emissores determinados, cuja finalidade seja influenciar ou auxiliar investidores no processo de tomada de decisão de investimento. Isso inclui, também, exposições públicas, apresentações, vídeos, reuniões e outros tipos de manifestações que apresentem conteúdo típico de relatório de análise.
“A APIMEC Brasil ressalta que a IA pode ser um grande diferencial na coleta, organização e processamento de volumes massivos de informação. No entanto, a análise e as recomendações finais devem continuar sendo atribuição exclusiva dos analistas, garantindo que os relatórios mantenham a qualidade e a expertise profissional”. mostra a nota enviada à imprensa.
A associação ressalta que toda informação processada por IA precisa ser validada por um analista, garantindo que as fontes sejam confiáveis.
“O julgamento crítico e a expertise dos analistas são insubstituíveis, sendo de responsabilidade desses profissionais a análise final e a recomendação”, conclui o superintendente.