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Ibovespa abre sem viés claro com exterior misto e expectativa para Fed

A bolsa paulista começava a segunda-feira sem viés claro, em meio à fraqueza dos futuros acionários em Wall Street

por Reuters
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A bolsa paulista começava a segunda-feira sem viés claro, em meio à fraqueza dos futuros acionários em Wall Street, mas alta do petróleo, em semana que deve ser marcada por expectativa para a decisão de política monetária nos Estados Unidos, com o foco voltado aos sinais sobre os próximos passos do Federal Reserve.

Às 10:49, o Ibovespa caía 0,12%, a 118.619,7 pontos. Na máxima, mais cedo, chegou a subir a 119.485,9 pontos. O volume financeiro somava 2,8 bilhões de reais.

Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou em queda de 0,53%, a 118.757,53 pontos, mas ainda terminou a semana com um ganho acumulado de 2,99%, em período no qual as atenções estiveram voltadas principalmente para dados norte-americanos e seus reflexos nas decisões do Fed, bem como para o noticiário Chinês.

O banco central norte-americano anuncia decisão na quarta-feira e a previsão no mercado é de que a taxa de juros seja mantida na faixa de 5,25% a 5,50%. A divulgação da decisão virá acompanhada de projeções econômicas do Fed e seguida pela tradicional coletiva à imprensa do chair Jerome Powell.

Na visão da equipe da Guide Investimentos, o Fed deve manter as taxas de juros inalteradas, mas deixar as portas abertas para a possibilidade de novos aumentos.

Em Wall Street, o S&P 500 cedia 0,13% nesta segunda-feira.

No Brasil, o Banco Central do Brasil estará sob os holofotes com decisão sobre a Selic na quarta-feira, com as previsões apontando corte de 0,50 ponto percentual sobre os atuais 13,25%.

Assim como no caso do Fed, a atenção estará no comunicado e eventuais indicações sobre os movimentos seguintes.

Decisões do Banco da Inglaterra e do Japão também serão conhecidas durante a semana.

Destaques

Petrobras (PETR4) subia 1,15%, a 34,28 reais, endossada pela alta dos preços do petróleo no exterior, com o barril de Brent em alta de 0,71%, a 94,6 dólares.

Vale (VALE3) cedia 0,24%, a 69,37 reais, em dia de fraqueza dos futuros do minério de ferro. O contrato mais negociado da commodity na Dalian Commodity Exchange, na China, encerrou as negociações do dia com perda de 0,2%, após forte alta recente.

Itaú Unibanco (ITUB4) tinha variação negativa de 0,15%, a 27,54 reais, enquanto Bradesco (BBDC4) cedia 0,74%, a 14,81 reais.

Braskem (BRKM5) valorizava-se 5,47%, a 23,13 reais. A Petrobras divulgou mais cedo está fazendo “due dilligence” dos ativos da Braskem na hipótese de optar por exercer direito de preferência em uma eventual venda da participação da sócia Novonor na petroquímica.

Azul (AZUL4) perdia 0,81%, a 13,43 reais, perdendo o fôlego mais positivo a abertura, quando encontrou suporte em relatório do JPMorgan elevando a recomendação das ações para “overweight” e o preço-alvo. No setor, GOL PN mostrava decréscimo de 1,06%, a 6,51 reais.

Vivo (VIVT3) avançava 1,5%, a 43,94 reais, chegando a 44,66 reais no melhor momento, máxima intradia desde julho de 2022. A Anatel aprovou pedido de anuência prévia para que a companhia, que atua sob a marca Vivo, promova “uma ou mais” reduções de capital.

Casas Bahia (BHIA3) tombava 9,21%, a 0,69 real, renovando mínimas históricas, com o noticiário recente incluindo venda de ações com forte desconto em follow-on, possibilidade de investidores que participaram da oferta desistirem e risco de antecipação de dívida.

Vamos (VAMO3) perdia 4,62%, a 10,11 reais, mínima intradia desde julho de 2022.

Marisa (AMAR3), que não está no Ibovespa, caía 5,80%, a 0,65 real, revertendo a alta da abertura, que superou 4%.

A empresa anunciou parceria de 15 anos com a financeira Credsystem para oferta de empréstimo pessoal e de cartões em pontos físicos de venda o que pode gerar cerca de 400 milhões de reais em 12 meses para a varejista de moda.

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