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Ibovespa avança com apoio externo após semana negativa

Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,43%, com o avanço das ações da Tesla, enquanto investidores aguardam dados de inflação dos Estados Unidos

por Reuters
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O Ibovespa avançava nesta segunda-feira, após queda de mais de 2% na semana passada, com o movimento nesta sessão apoiado pelo viés positivo em praças acionárias no exterior e pelo forte avanço dos futuros do minério de ferro na China, que impulsionava as ações da Vale.

Às 11h04, o Ibovespa subia 0,6%, a 116.007,36 pontos. O volume financeiro somava 2,7 bilhões de reais.

De olho no exterior

No cenário internacional, o noticiário chinês ocupava as atenções, com dados do governo divulgados no sábado (horário local) mostrando que os preços ao consumidor voltaram a subir em agosto. Também novos empréstimos bancários na China superaram as expectativas ao quase quadruplicarem em agosto em relação a julho.

O banco central da China também está aumentando o controle sobre compras de montantes elevados de dólares por empresas nacionais, em um momento no qual o iuan tem enfrentado pressão crescente de depreciação.

Na visão da equipe da mesa de renda variável da XP Inc, os sinais de melhora da economia chinesa tendem a ajudar no humor local, dando fôlego ao Ibovespa.

Os analistas também ressaltaram em nota a clientes que o mercado aguarda a divulgação do IPCA na terça-feira, que eles calculam que deve reforçar a ideia de corte de 0,50 ponto percentual na Selic e reduzir “apostas de que o Copom possa ser mais agressivo no afrouxamento monetário nas reuniões seguintes”.

Em Wall Street, o S&P 500 subia 0,43%, com o avanço das ações da Tesla, enquanto investidores aguardam dados de inflação dos Estados Unidos para obter pistas sobre a trajetória da taxa de juros do Federal Reserve.

Destaques

VALE ON (VALE3) avançava 1,65%, a 67,81 reais, beneficiada pela alta dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange encerrou o dia com alta de 2,41%, a 851,5 iuans (116,80 dólares) a tonelada.

PETROBRAS PN (PETR4) valorizava-se 0,45%, a 33,55 reais, conforme os preços do petróleo também subiam no exterior. O contrato Brent, usado como referência pela companhia, tinha elevação de 0,43%, a 91,04 dólares o barril.

EZTEC ON (EZTC3) subia 2,35%, a 21,37 reais, com outros papéis de construtoras também entre as maiores altas do Ibovespa. O índice do setor imobiliário na B3, que também inclui papéis de empresas de shopping centers, registrava acréscimo de 1,09%.

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A Standard & Poor’s cortou hoje a nota de crédito da Via (VIIA3), dona da Casas Bahia e Ponto Frio, de brAA- para brA- em escala nacional. A perspectiva é negativa. (Imagem: Divulgação/ Casas Bahia)

VIA (VIIA3) exibia estabilidade, a 1,18 real, após cair 8,5% na semana passada. A varejista precifica na quarta-feira oferta de ações de cerca de 1 bilhão de reais que serão usados para melhoraria da sua estrutura de capital.

BRASKEM (BRKM5) caía 2,69%, a 23,5 reais, tendo como pano de fundo relatório da XP dando início à cobertura do setor petroquímico com recomendação “neutra” para a ação e preço-alvo de 27 reais, e citando que preferem UNIPAR (UNIP6).

ITAÚ UNIBANCO (ITUB4) avançava 1,01%, a 27,04%, e BRADESCO (BBDC4) ganhava 0,83%, a 14,5 reais, após perdas da semana passada. Em Nova York, NUBANK subia 4,9% após o JPMorgan elevar para “overweight”.

BRADESPAR PN (BRAP4) recuava 1,05%, a 22,62 reais. A companhia divulgou no final da sexta-feira que foi informada sobre processo administrativo envolvendo certas despesas apropriadas pela Bradespar de 2018, derivadas de pagamentos realizados à Elétron.

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