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Ibovespa fecha em alta com aval externo e Petrobras em destaque após aprovação do marco fiscal

No melhor momento do dia, o Ibovespa chegou a 118.039,15 pontos. Na mínima, a 116.158,89 pontos

por Reuters
3 min leitura
No melhor momento do dia, o Ibovespa chegou a 118.039,15 pontos (Imagem: Reprodução/Pedro Bolle / USP Imagens)

O Ibovespa fechou em alta nesta quarta-feira, pelo segundo pregão seguido, em movimento endossado por Wall Street e puxado principalmente pelo avanço de Petrobras (PETR4) e Vale (VALE3), enquanto GPA (PCAR3) caiu cerca de 19% com ajustes relacionados à cisão do Éxito.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,7%, a 118.134,59 pontos, reagindo também à conclusão pela Câmara dos Deputados da votação do novo marco fiscal, que agora segue à sanção presidencial.

No melhor momento do dia, o Ibovespa chegou a 118.134,59 pontos. Na mínima, a 116.158,89 pontos. O volume financeiro somou 25,3 bilhões de reais.

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Em Nova York, o S&P 500 avançou mais de 1%, em meio a expectativas de que os resultados da Nvida que serão divulgados ainda nesta quarta-feira sejam acompanhados de previsões otimistas, mas também reagindo a alívio nos rendimentos dos Treasuries de 10 anos após dados mais fracos da economia norte-americana.

Na visão da chefe de economia da Rico, Rachel de Sá, não só os dados nos EUA mas também na Europa nesta sessão passaram uma “mensagem clara” de que a economia global perde força, o que alimenta expectativas de que bancos centrais poderão desacelerar o aperto monetário que se tornou marca do último ano.

E isso, acrescentou, tem efeito positivo em ativos de maior risco, como ações.

Em meio às dúvidas sobre os próximos passos principalmente do BC dos Estados Unidos, investidores, segundo a Levante, aguardam falas de autoridades do Federal Reserve no simpósio anual do Fed de Kansas City em Jackson Hole, Wyoming, que começa na quinta-feira, e pode ampliar a volatilidade nos mercados.

As atenções estarão voltadas principalmente para o discurso do chair do Fed, Jerome Powell, na sexta-feira.

“Investidores buscam sinais/pistas para melhor calibrar as expectativas acerca da condução da política monetária da maior economia global, tema que segue bastante vivo após a reviravolta de expectativas observada ao longo da parcial deste mês”, afirmou a equipe da Commcor.

“Lembremos a disposição ao risco vista até a virada de julho para agosto e o atual momento de correção dos principais ativos de risco…tendo como gatilho a percepção de que o alívio inflacionário até julho vislumbrado pode não se dar na velocidade esperada”, acrescentou em nota a clientes.

Para a Commcor, embora o enxugamento de risco tenha cessado ao longo dos últimos dias, a melhora da confiança se mostra frágil e volátil.

Destaques

Petrobras (PETR4) subiu 5,33%, a 32,24 reais, e Petrobras (PETR3) fechou em alta de 5,7%, a 35,41 reais, renovando máximas históricas, apesar do declínio dos preços do petróleo, com os analistas do BTG Pactual e do Bank of America elevando a recomendação dos papéis da companhia para compra.

Vale (VALE3) avançou 0,74%, a 63,04 reais, apoiado na alta dos futuros de minério de ferro, com os preços na China subindo mais de 5% em meio a crescente otimismo em relação às perspectivas de demanda no maior produtor de aço do mundo, impulsionado em parte por medidas de apoio.

Eletrobras (ELET3) valorizou-se 7,31%, a 36,7 reais, e Eletrobras (ELET5) subiu 5,91%, a 39,95 reais, tendo como pano de fundo anúncio da elétrica de que começou estudos para incorporação de sua subsidiária Furnas, conforme busca simplificar estrutura societária e governança.

GPA (PCAR3) recuou 19,39%, a 6,56 reais, refletindo ajustes atrelados à cisão de parte da participação do grupo varejista alimentar no colombiano Éxito por meio de uma redução de capital. Analistas esperam volatilidade para os papéis nesta sessão, mas avaliam que o “spin-off” irá destravar valor no GPA.

São Martinho (SMTO3) saltou 7,64%, a 34,8 reais, tendo como pano de fundo alta dos futuros do açúcar diante da expectativas de que a Índia deve proibir exportações do produto pela primeira vez em sete anos.

Raízen (RAIZ4) encerrou com acréscimo de 2,56%, a 3,61 reais.

BTG Pactual (BPAC11) avançou 3,78%, a 32,67 reais, melhor desempenho entre bancos do Ibovespa, após aquisição da gestora digital de investimentos Magnetis como parte da estratégia de expandir suas plataformas digitais.

Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 1,25% e Bradesco (BBDC4) ganhou 1,38%.

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