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Ibovespa fecha em queda e marca maior série de baixas desde 1995

A última vez em que o Ibovespa recuou por nove sessões consecutivas foi em fevereiro de 1995

por Reuters
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O Ibovespa fechou em queda nesta sexta-feira pelo nono pregão consecutivo (Imagem: REUTERS/Amanda Perobelli)

O Ibovespa (IBOV) fechou em queda nesta sexta-feira pelo nono pregão consecutivo, mais uma vez perdendo o fôlego na segunda etapa do pregão e novamente por causa principalmente da piora de Vale, que terminou com um declínio de 0,9%.

Uma nova batelada de resultados corporativos também repercutiu nos negócios, com Yduqs (YDUQ3) e Sabesp (SBSP3) entre os destaques na coluna positiva, enquanto Locaweb (LSAW3) e Rumo (RAIL3) reagiram mal aos balanços.

O último pregão da semana ainda foi marcado por dados de inflação no Brasil e nos Estados Unidos, além do anúncio do Novo Plano de Aceleração do Crescimento (PAC), com a previsão de investimentos de 1,7 trilhão de reais.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa caiu 0,24%, a 118.065,14 pontos, segundo números preliminares. Na máxima, mais cedo, chegou a 119.053,92 pontos. O volume financeiro somou 25,9 bilhões de reais.

A última vez em que o Ibovespa recuou por nove sessões foi em fevereiro de 1995. Mais do que isso, apenas entre o final de janeiro e o começo de fevereiro de 1984 , quando fechou em baixa por 11 pregões, segundo dados da Refinitiv.

O Ibovespa ainda não fechou em alta em agosto, acumulando no mês um declínio de 3,18%. Na semana, caiu 1,21%.

O ajuste negativo ocorre após quatro meses de alta, em que o Ibovespa contabilizou um ganho de quase 17%.

E acompanha o movimento de saída de investidores estrangeiros de ações brasileiras. Até o dia 9, o saldo de capital externo estava negativo em 6,28 bilhões de reais em agosto, sem considerar dados de ofertas de ações.

Na visão do diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, ainda há uma preocupação sobre o nível da inflação global, enquanto dados da China continuam mostrando um desempenho ainda preocupante sobre o ritmo daquela economia.

Ao mesmo tempo, no Brasil, acrescentou, “o governo continua a insistir em bater a meta de déficit primário zero no ano que vem, o que deve vir à custa da cobrança de mais impostos das empresas, decisões do Carf e brigas no STF”.

“Depois de um rali recente, com o Ibovespa acumulando quatro meses de alta, é um cenário que abre espaço para correções”, avaliou Campos.

Destaques

Vale (VALE3) caiu 0,83%, a 65,51 reais, mesmo com a alta dos futuros do minério de ferro na Ásia. O contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange, na China, encerrou as negociações do dia com alta de 2,1%, a 728 iuanes (100,64 dólares) por tonelada.

Na Bolsa de Cingapura, o vencimento de referência subiu 2,2%, para 103 dólares a tonelada. Investidores seguem preocupados com a falta de novidades sobre novos estímulos na China.

Petrobras (PETR4) cedeu 0,23%, a 30,56 reais, mesmo em dia positivo para os preços do petróleo no exterior, em meio ao desconforto entre agentes financeiros com a defasagem dos preços atuais praticados pela Petrobras ante os valores do mercado internacional. Pela manhã, a ação chegou a subir a 31,04 reais, tendo ainda de pano de fundo relatório do UBS BB elevando a recomendação do papel para “neutra”.

Yduqs (YDUQ3) avançou 8,16%, a 24 reais, após a companhia reportar lucro líquido de 32 milhões de reais no segundo trimestre, revertendo prejuízo em igual intervalo de 2022, enquanto o Ebitda ajustado atingiu 417,9 milhões de reais, alta de 24,1% ano a ano.

O grupo de educação também afirmou que espera Ebitda ajustado consolidado de 449 milhões a 490 milhões de reais para o terceiro trimestre deste ano.

Sabesp (SBSP3) fechou com elevação de 5,64%, a 56,16 reais, tendo como pano de fundo alta de 76,1% no lucro do segundo trimestre, para 743,7 milhões de reais.

Executivos da companhia de saneamento básico de São Paulo também informaram a adesão de cerca de 1.900 funcionários a seu plano de demissão voluntária, com desligamentos ocorrendo em horizonte de um ano e que exigiram provisionamento de 530 milhões de reais no segundo trimestre.

Eztec (EZTC3) avançou 3,08%, a 23,45 reais, após a construtora divulgar lucro líquido de 75,3 milhões de reais no segundo trimestre, alta de 78,4% ano a ano.

No setor, Cyrela (CYRE3) subiu 2,55%, a 25,71 reais, também após divulgar balanço do segundo trimestre, que mostrou avanço de 85% no lucro líquido, para 279 milhões de reais.

Locaweb (LSAW3) despencou 8,08%, a 7,17 reais, em meio a resultado com lucro líquido ajustado de 33,3 milhões de reais no segundo trimestre, de 38,7 milhões de reais um ano antes, e alta de 33,2% no Ebitda ajustado, para 53,8 milhões de reais. A companhia também reportou aumento de receita operacional líquida, mas queda na margem bruta.

Rumo (RAIL3) caiu 4,92%, a 22,8 reais, mesmo após o salto no lucro líquido do segundo trimestre, para 167 milhões de reais, uma vez que a transportadora ferroviária ajustou estimativas para o ano.

Agora, a Rumo projeta Ebitda ajustado entre 5,4 bilhões e 5,7 bilhões de reais e volume de 76 bilhões a 78 bilhões de reais de TKU para 2023.

Itaú Unibanco (ITUB4) subiu 0,18%, a 27,64 reais, e Bradesco (BBDC4) registrou decréscimo de 0,58%, a 15,37 reais.

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