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Ibovespa: veja os 12 destaques do fechamento de hoje 

Na semana, o Ibovespa avançou 1,96%, marcando a oitava alta nas últimas nove semanas

por Reuters
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O Ibovespa (IBOV) fechou esta sexta-feira no azul, em um pregão morno, marcado por dados de inflação nos Estados Unidos abaixo do esperado, que endossaram apostas de taxas de juros menores naquele país em 2024.

O índice renovou novamente os recordes de fechamento e de máxima intradiária nesta sexta-feira, o que já havia ocorrido em outros dias nesta semana.

Itaú Unibanco (ITUB4) e Petrobras (PETR4) foram as principais influências positivas ao índice, enquanto Vale (VALE3) cedeu na ponta oposta.

Índice de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em alta de 0,43%, a 132.752,93 pontos. Na máxima do dia, foi a 133.035,32 pontos, e, na mínima, caiu a 132.093,76 pontos.

O volume financeiro somou 21 bilhões de reais, contra média diária de 26,7 bilhões de reais em dezembro até a véspera.

Na semana, o Ibovespa avançou 1,96%, marcando a oitava alta nas últimas nove semanas.

No principal evento do dia, o índice de inflação PCE teve alta de 2,6% nos 12 meses até novembro, divulgou o Departamento de Comércio dos EUA, abaixo da expectativa de 2,8%, com base em pesquisa da Reuters com economistas.

O núcleo do PCE, que exclui componentes voláteis, subiu 3,2%, contra projeção de 3,3%.

“O PCE reforça o sentimento do investidor para o ano que vem, que é de um Fed mais ‘dovish’, e aumenta as apostas para um para um corte (de juros) talvez já em março”, disse Matheus Amaral, especialista em bolsa do Inter.

Para Victor Martins, analista sênior da Planner Investimentos, o dado “corrobora com a linha de pensamento de uma possível antecipação da redução de juros pelo Fed de maio para março”.

(Imagem: Reprodução/Site oficial B3)
(Imagem: Reprodução/Site Oficial B3)

O mercado precifica uma chance de 74,1% de um corte de 0,25 ponto percentual nos juros pelo Fed em março, segundo a ferramenta FedWatch, da CME.

Ainda assim, em Wall Street, os três principais índices acionários fecharam sem uma direção comum.

Amaral, do Inter, disse que a menor liquidez tanto no Brasil quanto no exterior em função da proximidade das festas de fim de ano tem impactado nos movimentos das bolsas, o que deve continuar na próxima semana.

A bolsa brasileira estará fechada na segunda-feira devido ao Natal.

Na cena interna, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, disse a jornalistas nesta sexta-feira que o governo apresentará novas medidas na semana que vem buscando atingir o objetivo de eliminar o déficit primário em 2024, mas não detalhou quais serão elas.

Além disso, o Congresso Nacional aprovou o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) do ano que vem, entrando agora em recesso.

Destaques

Itaú Unibanco (ITUB4) avançou 1,59%, a 33,31 reais, enquanto Santander Brasil (SANB11) teve valorização de 0,51%, a 31,54 reais.

De pano de fundo para o setor, o Conselho Monetário Nacional regulamentou na véspera o teto de 100% para a incidência de juros nas modalidades do rotativo e do parcelado do cartão de crédito, mesmo patamar definido em lei aprovada em outubro pelo Congresso Nacional.

Analistas do Goldman Sachs disseram ver a decisão como esperada. Bradesco (BBDC4) teve variação positiva de 0,87%, mas operou na sessão como ex-dividendo.

Vale (VALE3) caiu 0,75%, a 76,39 reais, perdendo ímpeto ao longo da sessão, mesmo após os futuros do minério de ferro avançarem pela quarta sessão consecutiva na bolsa de Dalian, na China, tendo seu melhor dia em dois meses.

O movimento ocorreu depois que cinco dos maiores bancos do país cortaram taxas de juros de alguns depósitos.

IRB (IRBR3) cedeu 6,18%, a 45,55 reais. Na véspera, a empresa divulgou números preliminares de outubro, com lucro líquido de 9,8 milhões de reais, após lucro de 6,4 milhões de reais no mesmo mês de 2022.

Os prêmios emitidos, porém, caíram de 541,8 milhões de reais para 401 milhões de reais.

Petrobras (PETR4) teve variação positiva de 0,96%, a 36,74 reais, enquanto o petróleo Brent caiu cerca de 0,4%. A empresa afirmou nesta sexta-feira que avalia aquisição de ativos da Mubalada na Bahia, além de parcerias em refino, enquanto, na noite da véspera, também disse que assinou venda à Enauta de campos na Bacia de Santos por até 35 milhões de dólares.

Enauta (ENAT3), que não faz parte do Ibovespa, disparou 11,6%.

Casas Bahia (BHIA3) subiu 5,2%, a 10,92 reais, e GPA (PCAR3) teve alta de 2,81%, a 4,02 reais, enquanto Carrefour Brasil (CRFB3) recuou 1,44%, a 12,31 reais, em dia sem direção comum para o varejo.

O Índice de Consumo da B3 (B3SA3) teve leve alta de 0,37%, e os juros futuros longos caíram.

Sabesp (SBSP3) avançou 0,86%, a 74,88 reais. De pano de fundo, a companhia de saneamento disse que contratou BTG Pactual, Bank of America, Citi e UBS BB para coordenar sua oferta de ações de privatização.

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