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Ibovespa: veja os 13 destaques do fechamento de hoje 

O Ibovespa fechou em alta de 0,49%, a 134.193,72 pontos

por Reuters
3 min leitura

O Ibovespa (IBOV) fechou em alta nesta quarta-feira, renovando máximas históricas, em pregão marcado por baixa liquidez e recuo nos Treasuries de dez anos.

Vale (VALE3) e Itaú Unibanco (ITUB4) foram as maiores contribuições positivas, enquanto B3 (B3SA3) e Petrobras ficaram na ponta contrária.

Índice acionário de referência da bolsa brasileira, o Ibovespa fechou em alta de 0,49%, a 134.193,72 pontos, em novo recorde de fechamento, após manhã de estabilidade. Na máxima, o índice foi a 134.195,47 pontos, novo recorde intradiário, e, na mínima, caiu a 133.328,39.

O volume financeiro do penúltimo pregão do ano somou 14 bilhões de reais, bem abaixo da média diária em dezembro até a véspera de 25,6 bilhões de reais.

Eduardo Carlier, co-diretor de gestão da Azimut Brasil Wealth Management, disse que a queda dos Treasuries parece ter ajudado o movimento do Ibovespa, citando uma continuidade do cenário positivo que vem beneficiando a bolsa brasileira nas últimas semanas.

“Ainda é um ambiente em que o risco está mais balanceado para aquilo que todo mundo está definido como pouso suave”, disse ele, em referência ao movimento de queda da inflação nos Estados Unidos sem grandes impactos para atividades econômica norte-americana.

Os rendimentos dos Treasuries de 10 anos exibiam queda a 3,7907%, ante 3,886% no pregão anterior.

O mercado precifica uma chance de 73,9% de corte de 25 pontos base nos juros pelo Federal Reserve até o fim de março, segundo a ferramenta FedWatch, da CME.

“O cenário base hoje é esse, e isso é positivo para equities (ações)”, acrescentou Carlier, que mencionou também a entrada de recursos estrangeiros na bolsa brasileira este mês, apesar da baixa liquidez das últimas sessões.

Dados da B3 mostram entrada líquida de 16,8 bilhões de reais na bolsa em dezembro até o dia 22, após aporte de mais de 21 bilhões de reais em novembro.

Em Wall Street, os principais índices acionários fecharam em alta de entre cerca de 0,1% e 0,3%.

Na cena doméstica, o Ministério da Fazenda disse que o ministro Fernando Haddad não fará nenhum anúncio nesta quarta-feira, mas falará a jornalistas na quinta-feira.

O mercado aguarda pela divulgação de medidas econômicas, incluindo uma alternativa ao veto à renovação da desoneração da folha de pagamentos das empresas.

Destaques

Vale (VALE3) subiu 0,97%, a 77,4 reais, após os contratos futuros do minério de ferro avançarem na Ásia, com os agentes do mercado reagindo a dados industriais robustos na China em meio à expectativa de estímulo econômico e de forte demanda no país.

Em Dalian, o contrato para maio mais negociado ganhou 0,5%, para 985,5 iuans (137,93 dólares) por tonelada.

Casas Bahia (BHIA3) avançou 6,03%, a 11,6 reais, na terceira sessão consecutiva de ganhos. A ação foi mantida na terceira prévia do Ibovespa para os primeiros quatro meses de 2024, divulgada nesta manhã, após ser retirada na primeira prévia e reintegrada na segunda.

Outras ações de varejo subiram, como Magazine Luiza (MGLU3), que teve alta de 6,64%, e Natura (NTCO3), que fechou com valorização de 3,75%.

Raízen (RAIZ4) caiu 1,93%, a 4,06 reais, segunda queda seguida, reduzindo partes dos ganhos no mês, que agora somam 14,9%.

De pano de fundo, a empresa disse nesta manhã que sua moagem de cana-de-açúcar na safra 2023/24 alcançou 83,2 milhões de toneladas de abril até agora, um aumento de 14% frente ao registrado no ciclo passado e superando em 4% as expectativas da companhia divulgadas em maio.

Petrobras (PETR4) teve variação positiva de 0,08%, para 37,36 reais. O petróleo Brent caiu 1,8%.

No setor, Prio (PRIO3) fechou praticamente estável, 3R Petroleum (RRRP3) caiu 0,15% e Petroreconcavo (RECV3) cedeu 1,04%.

Itaú Unibanco (ITUB4) teve alta 0,68%, a 33,88 reais, e Bradesco (BBDC4) subiu 0,59%, a 16,98 reais, enquanto Banco do Brasil (BBAS3) cedeu 0,15%.

BB Seguridade (BBSE3) recuou 0,68%, a 33,38 reais, após anunciar na véspera a renúncia de Ullisses Silva Assis à presidência da empresa, sendo que o controlador indicou André Gustavo Haui para sucedê-lo.

Assis será diretor de negócios de varejo do Itaú, informou o banco nesta tarde.

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