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Ibovespa: Veja os 17 destaques do fechamento de hoje; Magalu disparou

Ibovespa subiu 1,2%, a 124.639,24 pontos., maior patamar de fechamento desde 29 de julho de 2021

por Reuters
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O Ibovespa (IBOV) fechou em alta nesta quinta-feira, registrando máximas desde o final de julho de 2021, com as ações de consumo entre as maiores altas, enquanto petrolíferas figuraram na ponta negativa na esteira do tombo do petróleo no exterior.

Índice de referência do mercado acionário brasileiro, o Ibovespa subiu 1,2%, a 124.639,24 pontos., maior patamar de fechamento desde 29 de julho de 2021. Na máxima do dia, chegou a 124.736,97 pontos. Na mínima, a 123.165,3 pontos.

O volume financeiro somou 53,1 bilhões de reais, mais uma vez acima da média diária do ano, em pregão marcado também pelo vencimento de opções sobre o Ibovespa.

Na sexta-feira, ocorre o vencimento das opções sobre ações na B3.

Na volta do feriado, a bolsa paulista continuou embalada pela perspectiva de que o ciclo de aperto monetário nos Estados Unidos acabou, enquanto, no Brasil, as previsões apontam para uma Selic de um dígito no próximo ano.

As últimas notícias da cena fiscal corroboraram o viés comprador, com o relator da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO), deputado Danilo Forte (União-CE), afirmando que seu relatório trará meta de déficit primário zero em 2024.

Ele também disse nesta quinta-feira que o governo e a equipe econômica liderada pelo ministro da Fazenda, Fernando Haddad, mantêm este objetivo para o ano que vem.

Nesse contexto, as taxas dos contratos de DI seguiram mostrando alívio, endossado ainda pela queda nos rendimentos dos títulos do Tesouro norte-americano, o que beneficiou ações de empresas sensíves a juros, como as de consumo.

Dados da B3 mostram que o capital externo voltou para a bolsa paulista em novembro, com o saldo no mês positivo em 5,1 bilhões de reais até o dia 13, após três meses em que as vendas de estrangeiros superaram as compras.

Na visão do diretor de investimentos da Reach Capital, Ricardo Campos, há uma combinação de fatores domésticos e externos que apoiam um otimismo com as ações brasileiras, principalmente após o alívio recente nos yields dos Treasuries.

Ele destaca que o Brasil caminha para terminar o ano com um crescimento acima do esperado e uma inflação aquém das previsões, o desemprego em mínimas em muitos anos e um corte de pelo menos 2 pontos percentuais esperado para a Selic.

Também cita que as medidas fiscais, mesmo questionáveis, estão fazendo o governo adiar gastos, uma parte da reforma tributária foi aprovada, enquanto os preços de commodities e a crescente produção brasileira tem ajudado a balança comercial.

“Eu estou otimista”, resumiu Campos.

Estrategistas do Itaú BBA agora chefiados por Daniel Gewehr afirmaram em amplo relatório enxergar o Ibovespa em 145 mil pontos no final de 2024, ressaltando também um valuation consolidado atrativo, entre outros fatores.

Eles ainda chamaram atenção para o crescimento potencial dos lucros por ação no próximo ano e para o posicionamento de mercado “leve”, com realocação atrasada para ações.

Em Wall Street, apesar do alívio nos retornos dos Treasuries, em meio a novos dados econômicos, o S&P 500 terminou com variação positiva de apenas 0,11%, com as ações de Cisco e Walmart recuando após perspectivas pouco animadoras.

Destaques

Magazine Luiza (MGLU3) disparou 24,43%, a 2,19 reais, enquanto Casas Bahia (BHIA3) saltou 11,54%, a 0,58 real, em meio ao alívio nos DIs e cenário macro mais favorável ao setor, com o índice de consumo da B3 fechando com elevação de 2,87%.

Americanas (AMER3), que não faz parte do Ibovespa, avançou 6,25%, a 0,85 real, mesmo após a varejista, que registrou no começo do ano um dos maiores pedidos de recuperação judicial da história do Brasil, divulgar prejuízos bilionários em 2021 e 2022.

Prevaleceu a expectativa de avanço no plano de reestruturação, com a própria companhia esperando um desfecho neste ano.

BRF (BRFS3) valorizou-se 8,03%, a 13,86 reais, tocando máximas em cerca de um ano, cravando cinco altas seguidas, em meio a análises de que a empresa deve continuar se beneficiando da queda de custos com grãos, bem como um comportamento mais racional em termos de oferta de aves no Brasil.

Em 2023, o papel sobe 67%.

Itaú Unibanco (ITUB4) ganhou 1,61%, a 30,31 reais, e Bradesco (BBDC4) fechou com elevação de 3,46%, a 15,57 reais, tendo como pano de fundo declarações de secretário da Fazenda de que o governo considera modelo alternativo para o projeto sobre JCP.

Banco do Brasil (BBAS3) terminou com variação negativa de 0,02% e Santander Brasil (SANB11) subiu 3,14%. Analistas do Safra também reiteraram recomendação “outperform” para Itaú, que continua sendo sua ação preferida no setor, enquanto elevaram Bradesco para “outperform” e cortaram BB para “neutra”. Santander Brasil permaneceu com recomendação “neutra”, conforme relatório a clientes.

Vale (VALE3) encerrou em alta de 0,67%, a 74,10 reais, apesar da queda dos futuros do minério de ferro na China, onde o contrato mais negociado na Dalian Commodity Exchange caiu 1,5%.

Também no radar, o governo federal e outras autoridades estaduais e federais apresentaram à Samarco e suas proprietárias, a Vale e a BHP, uma nova proposta de acordo compensatório sobre o desastre de Mariana (MG), que prevê que o Estado assuma parte significativa da ações de reparação mediante pagamentos pelas empresas.

No setor de mineração e siderurgia, Usiminas (USIM5) subiu 7,21%, CSN (CSNA3) ganhou 6,91% e Gerdau (GGBR4) subiu 0,33%.

Petrobras (PETR4) caiu 1,74%, a 35,55 reais, em dia de forte queda do petróleo no exterior, com o barril de Brent encerrando o dia em baixa de 4,6%, a 77,42 dólares.

No setor, Prio (PRIO3) perdeu 3,53%, 3R Petroleum (RRRP3) recuou 2,58% e Petroreconcavo (RECV3) cedeu 1,14%.

Cielo (CIEL3) fechou em baixa de 2,28%, a 3,85 reais, em meio a ajustes, com a alta em novembro até a última terça-feira somando 14%.

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