Olá amigo! Vez ou outra reviro o baú da minha memória para trazer algum tema pertinente, e me lembrei de algo muito interessante da época da crise do subprime.

Era um desses programas gringos de economia e o convidado quando perguntado “O senhor vê saída para a crise sem o pacote bilionário de ajuda ao sistema financeiro?”, respondeu: “Não, não vejo. É imperativo que se salve os bancos para que a economia real possa sobreviver”.

Próxima pergunta: “E no caso das montadoras (GM, Ford e Chrysler), o que o senhor acha dessa situação”? A resposta: “É uma situação difícil. No caso de qualquer empresa ‘normal’, o correto, segundo as bases do capitalismo, seria essas empresas deixarem de existir, já que não foram aptas a permanecer no mercado”.

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O resto da resposta nem precisa ser transcrito, pois o ponto está colocado: e os bancos? Eles não são empresas normais, como qualquer outra? Por acaso fazem parte de um grupo de arcanjos intocáveis? Eles precisam ser ajudados depois de provarem sua imensa incapacidade e as montadoras deveriam sumir? Como assim?

Para mim, ambos mereceriam quebrar em uma situação deste tipo. Mas, entre ajudar banqueiros, que farrearam com o dinheiro das pessoas, ou as montadoras, que tomaram decisões equivocadas de mercado, eu ficaria com as montadoras, afinal, elas produzem, de fato, algo.

Concorda que tem algo errado? Pare e pense na sua vida: qual a “recompensa” que ela lhe traz quando você não faz algo direito? No trabalho, se você não produz o esperado ou comete uma sequência de erros que prejudicam a empresa, qual o desfecho?

Entende onde eu quero chegar? Afinal, porque o tratamento é tão diferente lá no “topo da cadeia alimentar”? No meio daquela quebradeira de 2008, os CEOs ainda receberam bônus exorbitantes, mesmo com seus bancos recebendo ajuda do governou ou quebrando.

Faça a diferença

Falamos aqui no Dinheirama insistentemente sobre a mentalidade rica e os diferenciais de grandes empreendedores na busca pelo sucesso. Entre essas características, sempre estão trabalho duro, persistência, resiliência e, claro, honestidade.

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Sempre repito o mantra da relação direta entre “esforço e recompensa”, mas e essas distorções? A má notícia é que isso sempre existiu, e tenho sérias dúvidas se um dia deixará de existir. A boa notícia: nos dias de hoje, a tecnologia está deixando cada vez mais difícil as pessoas se safarem e, melhor ainda, os bons são muitos.

Apegue-se aos bons exemplos e use-os como fonte de inspiração. E transforme sua indignação com os maus exemplos em combustível para não fazer aos outros o que não gostaria que fizessem para você.

Eu defendo o crescimento pelo esforço e a queda pela incompetência. Muitos grandes nomes quebraram e, desse tombo, tiraram o aprendizado para ser o que são hoje. Se passarmos a mão na cabeça, não haverá aprendizado e o sistema todo ficará viciado na ideia de que “não há consequências para a incompetência” ou, o que é pior, “para a desonestidade”.

Siga firme nos valores virtuosos que estão intimamente ligados aos grandes nomes da história; no fim das contas, é melhor construir um pequeno legado baseado em grandes virtudes do que um grande império sobre a pequenez da ganância e da desonestidade.

Ao vencedor, os louros e o reconhecimento. A inspiração. Ao incompetente, a bancarrota. Um abraço e nos vemos em breve.

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Renato De Vuono
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